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Queen the vampire
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Tipo: Romance ou Novela
Postado: 02/03/19 18:13
Editado: 20/06/19 18:41
Qtd. de Capítulos: 4
Cap. Postado: 27/03/19 21:20
Cap. Editado: 27/03/19 21:21
Avaliação: Não avaliado
Tempo de Leitura: 20min a 26min
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Não recomendado para menores de dezoito anos
Destinados
Notas de Cabeçalho

cap. pré-revisado

Capítulo 3 Uma realeza nada convencional

"...Que minha solidão me sirva de companhia.

Que eu tenha a coragem de me enfrentar.

Que eu saiba ficar com o nada

e mesmo assim me sentir

como se estivesse plena de tudo." - Clarice Lispector

Cap - Uma realeza nada convencional

Acordar encolhida naquela cama enorme me fez perceber o quanto eu estava despreparada. Um casamento... onde eu estava com a cabeça quando aceitei isso?! Só de lembrar que minhas escolhas eram limitadas a minha submissão e uma despedida trágica me entristece. Eu percebo que fiz a coisa certa quando os olhos de minha mãe brilharam ao me ver naquele vestido mesmo que não fosse da forma como planejamos, ela sempre sonhou em me ver vestida daquela forma, devo dizer que nada aquece mais o meu coração do que aquele sorriso doce e aquele olhar de felicidade.

Me virei aos poucos na cama absurdamente grande e dei graças a Deus por Andrew não estar lá, a porta do closet foi aberta e o homem de aparência impecável deu curtos passos pelo quarto, seus fios loiros estavam bem presos no famoso rabo de cavalo, seu terno com corte perfeito salientava seu físico enquanto ele colocava as abotoaduras de ouro:

- Bom dia princesa, dormiu bem? - suas palavras me despertaram e eu puxei a coberta até o meio de meu estômago.

- Bom dia, eu tive uma noite confortável e você?

- Eu dormi muito bem, agora devo ir na frente, darei tempo pra você se arrumar porém, não demore... a propósito minha camisa ficou ótima em você - suas palavras me encheram de vergonha, dei um pulo para fora da cama ao perceber que estava sozinha, peguei meu celular e liguei para Anna pedindo que trouxesse o meu vestido número 14, sim, eu havia etiquetado as roupas com números pelo simples motivo de ser mais fácil na hora de me vestir, suspirei ao me olhar no espelho com aquela camisa social branca e depois de refletir um pouco sobre a minha vida, tomei um banho e vesti o roupão branco que meu marido havia deixado pra mim.

- Senhora eu trouxe o seu café - Anna entrou segurando o vestido e uma das criadas do castelo trazia consigo uma bandeja de prata polida com meu desjejum.

- Obrigada Anna, deixe o vestido na cama e o café na mesinha da varanda.

-Senhora, hoje será sua coroação, eu tenho duas horas para te preparar, então alteza vá comendo enquanto eu separo tudo por aqui - me retirei para a varanda e comi calmamente apreciando o mar de Mármara, o líquido quente descendo pela minha garganta me despertando cada vez mais, sem dúvida eu tenho um fraco por café forte, levantei da mesa e com a ajuda de minha dama, coloquei o vestido esvoaçante e decotado, meus cabelos foram soltos e arrumados em cascata, deixando minha aparência mais jovem ainda - Senhorita creio que esse decote não seja apropriado para uma coroação - eu sabia disso, mas quando me casei não esperava por uma cerimônia de casamento separada da coroação, os estilistas que fizeram meus vestidos escutaram minuciosamente meu pedido.

- Eu sei Anna, mas ele foi o escolhido para a coroação e não há nada que eu possa fazer - minha dama terminou de me maquiar e depois solicitou que alguma criada viesse recolher e organizar o que sobrou do meu desjejum.

- Senhora vou avisar ao Príncipe que está pronta - confirmei suas palavras e quando fiquei sozinha me olhei no espelho novamente, nunca em minha vida imaginei que estaria casada com 17 anos, até uma semana atrás eu me via sentada na praia ao lado das minhas amigas falando besteira e planejando um baile escolar, irônico não? Eu a única que não quis um par, está bem aqui nesse castelo. Batidas à porta me tiraram dos meus pensamentos e a passos lentos Andrew parou atrás de mim:

- Toda princesa precisa de uma joia que evidencie sua beleza - foi inevitável, eu desviei meus olhos do espelho, enquanto Andrew passava a delicada corrente pelo meu pescoço - Pronto, o que achou Amanda? Olhei de soslaio e devo admitir o colar é lindo e exagerado, haviam tantas pedras mais do que eu posso contar - Ele foi um presente da minha avó, os diamantes brancos e negros contrastam com a esmeralda, era o favorito dela e agora é seu.

- Obrigada, ele é lindo. Mas, porque está me dando algo tão precioso pra você? - suas mãos envolveram meu ombro e meu coração acelerou, não estava acostumada com isso.

- Você faz parte da família agora, além de ser minha mulher, nada mas justo do que usar uma joia tão importante pra mim, fora que todos prestaram atenção em cada passo seu, como, por exemplo, esse decote, seus seios serão o centro das atenções - a vergonha me dominou com aquele comentário.

- Eu não imaginei que a coroação fosse ser separada do casamento.

- E porque não pediu ao estilista para mudar o vestido? A rainha vai enlouquecer! Agora já era - me ofereceu o braço ao qual aceitei sem dizer uma palavra, Andrew se portava como um verdadeiro cavalheiro a cada movimento feito, desde abrir a porta do quarto para mim, até demonstrar carinho em público de uma forma reservada, quando chegamos a coroação o nervosismo se abateu sobre mim e tive que respirar fundo para não dar meia volta e correr para fora do salão, minhas mãos começaram a suar e tudo ao meu redor aos poucos ficou turvo, as batidas do meu coração eram tão fortes que a qualquer momento sentiria o mesmo saltar por minha boca, meus olhos correram por todo o salão em busca de algo ou alguém que pudesse me deixar tranquila, as palavras ditas pelo rei, me deixavam inerte e quando senti o peso da coroa sobre meus cabelos, apenas soltei todo o ar contido nos meus pulmões, me levantei conforme as ordens e fiz um leve movimento de reverência com o meu pescoço, minha mão esquerda foi tomada pelo rei.

- Saúdem sua nova princesa! - aplausos vieram acompanhados de uma admiração que para mim não fazia sentido, a mão do rei foi substituída pela do Príncipe que me conduziu até o lado externo do lugar. Andamos até uma carruagem, eu estava tão tensa que jamais conseguiria aproveitar aquele passeio, me sentei no banco confortável e senti uma de suas mãos sobre as minhas, tentei relaxar o máximo que pude e atender ao seu pedido, coloquei um sorriso mínimo nos meus lábios e acenei para todos que nos esperavam.

- Para onde estamos indo? - sussurrei sem perder minha concentração no povo.

- Para o castelo, agora você vai conhecer o resto da família - minha inquietação aumentou, preferi manter o silêncio e deixar a minha mente transitar pelas ideias loucas de como seria a família real.

...

O cocheiro abriu a porta da carruagem e Andrew desceu com um sorriso, estendeu a mão para mim e assim seguimos até o salão repleto de estranhos, caminhamos sob o olhar de todos ali presente e quando chegamos ao centro daquela cerimônia estranha para mim, uma mulher com longos fios negros e olhos castanhos, acompanhada de um homem alto com cabelos claros e olhos azuis me cumprimentaram, pelas vestes, joias e principalmente pelo fato de ambos estarem presentes junto aos meus pais na minha cerimônia, compreendi que deveriam ser os pais do Andrew e consequentemente a realeza, mesmo estando presente no meu casamento não dialogamos.

- Bem-vinda a família querida - a rainha me abraçou e eu apenas demonstrei meu respeito.

- Espero que se acostume ao nosso modo de viver - tentei ao máximo não demonstrar o meu constrangimento, eu sabia que o rei estava falando dos meus trajes.

- Meu pai dá um desconto pra ela, afinal é o primeiro dia como princesa, permita-me apresentar. Eu sou Hial Erdoğan Smith mas, pode me chamar de Hial, seu cunhado – o sorriso branco reluzente e aqueles olhares indiscretos me deram a certeza de que não valia nada, mamãe sempre me disse que existem pessoas que não é necessário conviver para conhecer a essência.

- Comporte-se, isso é uma celebração para a nova princesa e não uma de suas festas desastrosas – o rei foi ríspido o que me deixou mais confusa ainda em relação a essa família, afinal nada neles me parece normal.

- Bom agora que Amanda já foi apresentada a todos eu vou levá-la para um descanso – Andrew se pronunciou colocando a mão em volta da minha cintura, eu me mantive parada como uma estátua, os olhos da rainha nos analisavam a todo momento, principalmente a mim, a nova peça exótica da família.

- Eu quero conversar com ela querido, a sós – todos deram passagem para a mulher que apenas olhou em minha direção com firmeza deixando claro que eu deveria segui-la e assim o fiz, andamos até o lado norte do salão e dois guardas abriram as enormes portas adornadas uma verdadeira obra de arte. A rainha entrou e se sentou em divã de tom oliva trabalhado com adornos dourados, eu me sentei de frente para sua presença e esperei por suas palavras temendo pelo pior:

- Amanda Monteiro Erdoğan Smith o sobrenome combinou com sua beleza, espero que esteja se acostumando com a realeza, pois de agora em diante você, seus filhos e toda a sua descendência estão fadados ao principado – suas palavras foram secas, seu olhar distante, consegui enxergar todas as atitudes espelhadas de Andrew - Porque está tão tensa criança? - sorri minimamente e tentei passar a melhor imagem de segurança possível.

- Rainha eu...

- Me chama de Aylla, eu não sou sua inimiga querida e estamos a sós – seu sorriso foi tão natural que por um momento esqueci toda a pressão que sentia.

- Senhora Aylla, eu estou bem, todos se esforçam mais do que deveriam para me agradar, só não estou acostumada com tudo isso a minha volta – minhas palavras saíram calmas e todo o estresse e tensão acumulados em meu corpo continuaram contidos, a gargalhada da rainha me deixou confusa e a mesma deixou seu semblante sério.

- Você sabe porque meu filho se casou com você? - meu rosto demonstrou o desconforto com aquela pergunta, eu balancei a cabeça lhe respondendo que sabia o motivo – Então me diga.

- Porque nossos pais obrigaram e por causa do meu sangue nobre - respondi séria.

- És uma menina inteligente e, no entanto, ingênua. Andrew nunca foi de obedecer ordens, o casamento de vocês me satisfez por completo pois o meu filho mulherengo e problemático finalmente se aquietou, como sua sogra vou te dar um conselho e espero de coração que o siga: as mulheres Erdoğan não são subjugadas, não deixe o meu filho fazer o que quiser com você, ou acabará como as outras – suas palavras me espantaram e, no entanto, minha curiosidade aguçou – Por hora eu espero que ele esteja te tratando como a princesa que se tornou, bom chega de tomar o meu tempo e o seu também, vamos? - sorriu para mim e se levantou as portas foram abertas assim que a mesma tocou na maçaneta e a cada passo dado ao seu lado, suas palavras me enchiam de dúvidas e um certo receio sobre o homem com quem me casei, meus olhos vagaram por aquele salão a procura dele porém não o encontrei.

- Eu posso te fazer companhia até meu irmão voltar?

- Obrigada príncipe Hial – agradeci mantendo certa distância, ele é tão belo quanto Andrew, porém seus olhos são castanhos e seu rosto mais inocente.

- Só Hial, eu me pergunto como meu irmão teve a coragem de deixá-la sozinha, uma bela princesa não deve ficar desacompanhada – ofereceu-me seu braço na intenção de me levar até o centro do salão de baile, eu recusei, não me sentia confortável em sua presença – Não gosta de dançar Amanda?

- Gosto, mas no momento estou indisposta – dei um singelo sorriso e com delicadeza sai do salão, precisava de ar fresco e da solidão, já que no momento ela era reconfortante.

...

O brilho da lua banhava o mar e por um longo tempo eu fiquei a admirar tal beleza, me perguntando como chegaria nos meus aposentos já que Andrew havia sumido, senti uma lágrima escorrer pelo meu rosto ao lembrar do meu passado, eu nunca me senti tão frágil quanto agora, nunca em toda a minha vida dependi tanto de alguém como agora que estou num lugar desconhecido.

- Droga! Isso não é hora de chorar Amanda, é uma princesa agora – sussurrei limpando as lágrimas sem ligar para o vento gélido que atravessava o meu corpo, fazendo com que eu me arrependesse da escolha do vestido.

- Ainda está aqui fora Amanda? - as palavras de Hial me despertaram enquanto o mesmo se aproximou de mim e colocou o blazer preto sobre meu corpo.

- Obrigada, você viu o príncipe Andrew ?

- Não, mas é bem provável que ele esteja se agarrando com alguma nobre por ai - percebi pelo tom de suas palavras que seus objetivos consistiam em, me desestabilizar e fragilizar, também havia inveja em seu olhar – Sinto muito, eu deveria tê-la respeitado, não disseminar a confusão em seu recém-relacionamento – suas falsas palavras não fizeram a menor diferença para mim, que permaneci olhando o mar e ignorando-o.

- Eu vou esperar por ele, deixe que acabe com a orgia e depois iremos para casa – nem mesmo eu acreditei em minhas palavras porém, minhas feições duras davam a certeza que precisava para manter Hial afastado.

- Eu posso te fazer companhia se assim desejar...- colocou suas mãos em meus ombros, senti a repulsa explanar por todo o meu ser.

- Eu agradeço mas... prefiro ficar sozinha.

- Como desejar, fique com o blazer caso fique com frio – esperei por alguns minutos antes de olhar para trás e soltar todo o ar preso nos meus pulmões, que homem descarado!

As horas foram passando e eu senti meu nariz gelado de tanto frio, estava cansada de tanto esperar por Andrew então, resolvi seguir o conselho da rainha: comecei a andar em direção ao castelo, era longe mas no mesmo lugar, tirei os meus saltos e passei pela grama sentindo o cheiro de terra molhada, enquanto as delicadas folhas faziam leves cocegas em meus pés, olhei para o céu e me deparei com o brilho intenso das estrelas me sentindo abençoada por está num lugar tão lindo, a barra do meu vestido já havia mudado de cor, quando cheguei no castelo os guardas abriram as portas e duas criadas vieram ao meu auxilio com certo desespero:

- Senhora! Gostaria de um chá?

- Não obrigada, chame Anna por favor e peça para que me encontre no quarto - entreguei meus sapatos a ela e com calma subi as escadas, virei a esquerda e passei por duas portas, Andrew deixou claro que a ala esquerda do castelo era nossa, ouvi vozes distantes e não resistir, minha curiosidade atiçou e na ponta dos pés eu fui até o lugar, o lado esquerdo do castelo era conhecido por ser silenciosa e deserta, pelo menos foram as palavras de Andrew quando tentou me assustar.

- Você esta louca Charlotte! Eu deixei claro que não era pra você vir a festa - a voz alterada de Andrew se fez presente e mesmo com a porta fechada eu parei para escutar.

- Esqueceu que tenho total acesso ao castelo meu amor, fora que eu estava com saudades...

- Charlotte baby... você sabe que isso não vai mais acontecer, pensei ter deixado bem claro da ultima vez que estive em sua cama - a voz dele era calma.

- Porque? Nada nunca te impediu de passar a noite comigo e com todas as outras - eu não fazia a menor ideia de que meu marido possuía um fã clube.

- Porque agora é diferente... eu não tinha compromisso por isso tinha Andrew para todas, mas agora eu estou casado e não quero confusões!

- Andrew, qual é o seu problema? Um relacionamento nunca te impediu de se divertir comigo, agora você vem com essa de que vai ser certinho?!

- Se não quiser acreditar o problema é seu Charlotte mas agora me deixe sozinho, eu preciso buscar minha mulher!

- HUm... que desperdício! Um homem como você casado com aquilo... você deveria estar comigo, afinal possuímos o mesmo sangue. Não existe casamento mais perfeito do que entre primos de segundo grau, não sei onde meus tios estavam com a cabeça quando casaram você com aquela coisa... - as palavras dela me causaram nojo, como uma mulher pode ser tão baixa? Eu esperava esse tipo de julgamento de um homem mas não de uma mulher.

- Meça suas palavras Charlotte, você esta falando de uma princesa agora, algo que você jamais será! Então tome cuidado pois nosso reino considera traição como uma pena de morte - Andrew estava me defendendo ou atiçando a ira da mulher ao qual desconheço?

- Tudo bem amor, você venceu. Não vamos falar mais dela e sim da gente. Nós nunca transamos na sua cama, poderíamos aproveitar que a princesinha sem sal está lá fora e nos divertir um pouco, quem sabe assim você abre esses olhos e enxerga que a mulher certa pra você esta bem aqui na sua frente - aquilo foi a gota d'água, me virei e fui apressada para o meu quarto, não me importei em bater a porta com força, peguei meu celular que havia largado em cima da cama e liguei para Anna deixando claro que queria ficar sozinha, arrastei meu vestido sujo de grama e terra até o closet, peguei uma camisola longa na cor azul marinho e lingerie branca, fechei as portas do lugar, com bastante dificuldade removi o vestido tendo a certeza de tê-lo rasgado, entrei na banheira quente e deixei meu corpo relaxar. Fiquei tanto tempo dentro d'água que a mesma esfriou e então eu senti meu corpo pesado, me vesti rapidamente e me arrastei até o quarto desembaraçando meus cabelos com as pontas dos dedos, me sentei na cama e observei Andrew entrar no quarto furioso.

- O que faz aqui Amanda?

- Até onde eu sei esse é o meu quarto ou eu errei a cama?

- Não, você esta no lugar certo, pensei que fosse me esperar no salão - arrancou a gravata com raiva antes de abri os botões da camisa e eu apenas desviei meu olhar constrangido.

- Se eu tivesse te esperado só deus sabe o que teria acontecido, provavelmente eu dormiria no salão enquanto você praticava suas libertinagens na minha cama - minhas palavras deixou-o surpreso e depois o mesmo tirou o cinto e começou a desabotoar as calças - O que pensa que esta fazendo?

- Me despindo, eu preciso de um banho e a propósito essa cama é nossa.

- Você sabe que existe um banheiro pra isso né e que não precisa sair por ai expondo sua nudez- puxei as cobertas de algodão egípcio e afofei o travesseiro enquanto sentia um olhar pesado sobre mim.

- Você é muito bonita - me assustei com aquele elogio mas permaneci de costas e quando acabei de afofar meu travesseiro me deitei - Seja lá o que estiver pensando, sugiro que mude de opinião, sou um homem honrado e com uma mulher como você quem precisa de amantes - revirei meus olhos com aquilo e virei meu corpo para o outro lado da cama, assim ele conversaria com as minhas costas.

- Quando sai apague as luzes por favor - Andrew se deu por vencido ao me ouvir, as luzes foram apagadas a medida que a porta do closet foi aberta, eu estava tão cansada que não teria tempo de deixar minha mente vagar em busca de respostas, apenas fechei meus olhos lembrando da sensação da grama molhada e o cheiro da terra enquanto passeei pelo gramado molhado, sem dúvida essa foi a melhor parte do meu dia.

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