O Preço da Realeza (Em Andamento)
Queen the vampire
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Tipo: Romance ou Novela
Postado: 03/03/19 12:49
Editado: 12/07/19 11:25
Qtd. de Capítulos: 5
Cap. Postado: 27/03/19 21:15
Cap. Editado: 20/06/19 18:22
Avaliação: 10
Tempo de Leitura: 7min a 9min
Apreciadores: 1
Comentários: 1
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Palavras: 1159
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Não recomendado para menores de dezoito anos
O Preço da Realeza
Notas de Cabeçalho

Cap. pré-revisado

Capítulo 2 Cidade Fantasma

"Com as luzes apagadas é menos perigoso

Mesmo com um estranho nunca é doloroso

Não tenha medo" – The Fantasy

Cidade Fantasma

Eu estava bem distante de Friore e para completar no meio daquela floresta seca, respirei fundo pensando no que faria, cavalgar de volta para a cidade levaria o resto do dia, ir em busca de algum vilarejo ou hospedaria nesse lugar infernal também não me parecia possível.

Adentrei a carruagem negra e seu interior em tom de bordô muito bem organizado dava sinais digno de um nobre, vasculhei atrás de alguma coisa que me levasse ao sumiço repentino daquele homem e não encontrei nada que relatasse a sua posição, mas, algo me chamou atenção. Dentro de um dos baús amarrados a carruagem havia uma absurda quantidade de ferro e terra. Porque um nobre carregaria isso? Ouro, prata e joias de igual valor fariam sentido, mas ferro e terra, ainda são uma incógnita para mim. Decidi cavalgar pela floresta e ir até aquele maldito lugar novamente, retirei o vestido semi-destroçado, prendi minha arma ao cavalo negro, minha espada em minhas costas, uma pequena bolsa com itens pessoais e um cantil com água benzida. Adquiri esse hábito de meu pai, durante todas as viagens que fizemos o mesmo só me deixava beber água benzida, nunca entendi tal motivo, porém, nunca o questionei. Não sei ao certo quanto tempo cavalguei, mas no meio do caminho me perdi e quanto mais eu adentrava aquele lugar pior se tornava a minha percepção. Uma névoa densa se instalou no meio do caminho fazendo todos pondo meu corpo em alerta e isso não fazia nenhum sentido pois, o dia acabara de anunciar seu fim. Pela primeira vez algo me incomodou nesse lugar, como um prenúncio de que algo muito ruim estava por vir, apenas ignorei tal sensação, uma aventureira deve saber lidar com tudo ao seu caminho, puxei as rédeas do cavalo e a passos curtos adentramos aquela nevoa, por mais que forçasse os olhos não conseguia enxergar nada e depois de um tempo, assim que a névoa passou eu estava em frente a um pequeno vilarejo com aparência de abandonado, avistei uma estalagem e desci do cavalo o puxei em direção ao local e o amarrei em frente ao lugar, passei pela porta e pude ler uma placa um tanto quanto interessante devido ao seu significado:

Renunță la numele său, la sângele și descendenții săi, să intre aici doar foarte umilit

(sig: Desista de seu nome, seu sangue e seus descendentes, entre aqui quando estiver muito humilhado)

- Boa tarde senhorita, você não é daqui? - uma velha cigana me cumprimentou rodeando-me

- Estou em busca de hospedagem, teria um quarto disponível e um lugar para o meu cavalo? - apontei para a porta e a mesma me seguiu, encarou o cavalo negro que relinchou com fúria ao ver a mulher

- Esse bicho das trevas não pode ficar aqui! Os olhos do demônio estão te vigiando criança – Assustou e se afastou

- Mas ele é minha montaria, preciso dele para voltar a cidade - menti tranquilamente acariciando o cavalo que se curvou ao meu toque

- Isso é um cavalo negro, deveria ser indomável, mas ao seu toque ele simplesmente se curva, você está sendo mais do que vigiada criança você está sendo escolhida. Por favor tire esse bicho daqui, se ele realmente é seu voltara para te buscar – concordei sem compreender as palavras daquela senhora. Como pode um animal tão dócil ser tão ruim, apenas fiz o que ela pediu e levei o cavalo para longe da estalagem, mas não o soltei até que meus instintos se acalmem eu estou em solo inimigo e não baixaria a guarda ou deixaria meu único transporte à deriva.

- Pronto senhora e agora tens ou não um quarto disponível para mim?

- Tenho sim, minha cidade não é muito visitada – pegou a chave de um quarto e fez um sinal para que eu a seguisse. Subi as escadas atenta com tudo a minha volta, percebi que o lugar não devia receber visitas a anos, devido a quantidade de teias que havia pelos corredores. - Fique à vontade, se precisar de algo é só tocar aquele sino. - Abriu a porta do quarto pouco iluminado e apontou para o instrumento ao lado da cama.

- Obrigada. Quanto lhe devo pela hospedagem?

- Receio que não possa pagar – me olhou de cima a baixo e aquela pressentimento de que algo estava errado fez meus instintos se alarmarem mais ainda - Não se preocupe criança, está segura aqui, se preocupe com o que lhe persegue lá fora. Nós ciganos pudemos cuidar de nós mesmos.

- Então quanto lhe devo? - perguntei tentando assimilar o que aquela mulher havia dito

- A não ser que você tenha raízes de mandrágora colhidas em noite de lua cheia ou bromélias vermelhas seu dinheiro não me interessa.

- Então irei embora, não posso ficar em um lugar que não tenho como pagar e não aceito favores – segurei minha única bagagem que consistia na caixa de minha espingarda e passei por ela.

- Espere, se você tiver uma bala de prata benzida eu aceitarei como pagamento – me encarou seriamente olhando para minhas mãos, revirei meus olhos e entrei novamente naquele quarto, enfiei a mão na bolseta que carrego junto ao meu corpo, peguei a bala e abri meu cantil despejando um pouco d`água sobre o objeto sem me importar com as gotas que caiam no chão e a entreguei.

- Bom, pelo menos o seu corpo está seguro – passou as mãos na bala como se procurasse algum tipo de vibração – Se estiver como fome posso preparar algo pra você comer.

- Estou bem obrigada, apenas preciso descansar – observei a mulher sair e fechar a porta, assim que o fez espiei por todo o quarto a procura de veneno, bruxaria, armadilhas ou algo que pudesse me matar, quando me convenci de que não havia nada me deitei naquela cama recém bagunçada. O quarto era frio e silencioso, as teias de aranha só estavam presentes no corredor o ambiente em si tinha um cheiro de rosas fraco por sinal, mas tinha, que demonstrava que o ambiente era limpo ou o único quarto usável desse lugar esquecido por Deus. Repousei meu corpo cansado na cama pousei a espada sobre ele e a arma em minha mão direita jamais iria acreditar naquela mulher, o único lugar que poderia me oferecer segurança era o quarto de hotel em Friore, o quarto que fico a dez anos desde que vinha a cidade com meu pai. Não queria dormi, apenas descansar meu corpo, porem meus olhos com o passar do tempo se tornaram turvos e com muita relutância adormeci.

...

- Bom trabalho Enérios. Deixe que durma, preciso dela bem-disposta para o que está por vir... - um homem bem trajado em vestes pretas acariciava o cavalo negro de olhos vermelhos em frente ao quarto da estalagem, enquanto a observava dormir.

- Cuide bem dela e a traga para mim... - com um sussurrar, o homem desapareceu em meio a névoa que se instalava naquele velho local.

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Postado 11/07/19 20:02

MEU DEUS!!! Você sabe escrever uma história e cativar muito o leitor! ANSIOSA DEMAIS PARA O PRÓXIMO CAPÍTULO!

Meus parabéns ♥♥♥♥

Postado 12/07/19 10:53

Obrigada, estarei postando o proximo capítulo hoje ♥

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