Totalmente doentio.
Pequena Estrela
Tipo: Conto ou Crônica
Postado: 10/04/19 13:52
Editado: 16/04/19 21:30
Avaliação: Não avaliado
Tempo de Leitura: 4min a 6min
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Palavras: 762
[Texto Divulgado] " Apenas se jogue!" seja da altura de um pé, ou de um precipício para haver aventura tem que ter um inicio. tudo começa do momento em que tu se jogas.
Não recomendado para menores de catorze anos
Notas de Cabeçalho

Olá meus queridos, tudo bem?

vim trazer este conto, que por incrivel que pareça trará lindissimas referencias á 2 livros, e vocês terão de descobrir quais são.

Bem, a história é narrada por um homem, pertubado com suas visões e assombrações de um amor, que se tornou posessivo e uma verdade reveladora.

Bem tenso.

Apreciem.

Capítulo Único Totalmente doentio.

Lá estava o maldito homem, em posição fetal na antiga cama que antes pertencia á ela, ouvia ainda os murmurios dela na janela que estava á suas costas, voz adoentada, quase que macabra.

"Deixe-me entrar meu amor, sou eu..."

Ele se recusava a se virar para trás, com medo de encontra-la, por mais que a amava, se recusava a ve-la, sabia que poderia não suportar, então em voz embargada por conta das horas de choro convulsivo ele pede para que ela se vá embora.

"Não posso, meu destino é atormentar-lhe, a culpa é sua, você me deixou morrer, você disse me amar, então que direito tinha de ir embora?" _ A voz feminina e sussurrante ecoava da janela molhada pela chuva.

"Me deixe em paz! Me deixe! Eu a vinguei, revirei e desvirei este mundo para vinga-la, tive meus motivos para ir, mas voltei, tudo acabou, a culpa é minha. Mas eu a vinguei, vá se embora, meu mundo está distorcido e nele só se encontra morte e vingança por tua causa mulher!" _ Gritou o homem afundando o rosto entre os joelhos, os cabelos escuros umidos, de suor, pelos diversos pesadelos causados.

"Oh meu amor, eu sei, o sei, sei bem o que fizeste para que pudesse vingar o que a mim fizeram, mas é tarde, muito tarde.... Deverias agir como dizia aquele héroi do livro sabes?" _ A voz que só existia na cabeça do rapaz desesperado se aproximou e sussurrou: "Mate-se, se junte a mim, morreremos juntos, como aquele lindo casal daquele livro que tanto amavamos"

Naquele momento o rosto masculino de distorceu, totalmente enojado, se levantou abruptamente e se virou, e então a viu.

Estava branca, com a mesma camisola, ensopada em sangue seco, os cabelos dourados caiam oleosos sob o rosto magro, os lábios enegrecidos e carnudos, belos e horrendos, e o as mãos finas e delicadas, acariciavam o vidro da janela, e os olhos azuis frios e distantes, o olhavam.

Era sua amada, mas ao mesmo tempo não era ela, não a sua amada.

"Saia de minha cabeça mulher maldita!" _ vociferou a unica voz da casa _ "Expulsa-la-ei daqui, não faz mais parte de mim, já a fez, eu já fiz o necessário para que ficasse em paz, se a paz não te alcançou, é por que nunca a mereceu. Maldita mulher!"

A assombração ficou séria, contemplativa, e logo, uma lagrima caiu de seu belo e funebre rosto.

"Casei-me com outro por que foste embora e por ordem de minha matriarca, tive um filho que tirou-me a vida por que fostes EMBORA, e depois que voltastes, estava eu adoentada, e o que fizestes? Matou o rapaz com quem me juntei por ciúme e ódio. Nunca me amaste. amaste a vingança" _ Soou a voz espectral por fim, de forma assustadoramente grosseira.

"Não és a verdade, nunca a foi meu amor, você em realidade nunca se importou com a matriarca, casou-se com o homem rico e teve aquele maldito rebento por puro dinheiro. Pois me amavas, mas amavas mais o dinheiro, e ele foi sua ruina" _ respondeu por fim o rapaz, agora com os olhos faiscando de puro desdém, sem lágrimas. E recebeu em troca, uma risada cortante e uma ultima voz:

"Ainda irás para o mesmo lugar aonde fui, ficaremos juntos novamente, afinal, teu amor e posessão foi capaz de matar todos ao seu redor, e te levará ao inferno"

A mulher de repente, atravessou a janela como se ela nunca existisse, e abraçou o amado, de forma espirituosa, como se fosse carne e ossos novamente, apertou as costas do rapaz de forma quase sufocante.

Um ultimo abraço.

E então sem olha-lo voltou por onde tinha entrado, desaparecendo enquanto caminhava pelos pastos e pela vasta terra batida, arrastando sua camisola branca.

O homem não reagiu ao abraço, nem mesmo reagiu sobre nada durante vários segundos. E então em um impeto de fúria o mesmo socou a vidraça onde ela aparecera e atravessara, cortou as mãos, o amargo sangue saia das juntas das mãos, mas ele sequer gemeu de dor, agora amaldiçoava a mulher que um dia amou.

Sentiu logo depois o frio cortante que a geada trouxe através da abertura da janela que quebrou,e logo os ossos da mão cortada doerem.

Mas ainda sim, não se importava.

Ele antes desafiaria até mesmo Deus e se envenenaria para ficar junto da sua amada, como o livro que um dia leu, mas agora, via, que nunca teria coragem para tal.

A amava sim, mas agora também a odiava, se ela fosse viva, também se vingaria dela.

Afinal, agora percebera.

Ele amava a vingança.

❖❖❖
Notas de Rodapé

Terminei meus caros, espero que tenham gostado.

Peguei referencia de dois lindissimos livros, que são:

Romeu e Julieta

E o Morro dos ventos Uivantes.

Quem leu, saberá aonde estão as referencias.

Espero que tenham gostado.

Beijoooos!

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Comentários (1)
Postado 10/04/19 14:36

Mal posso imaginar que livros seja, minha amiga, mas sua narrativa profunda e detalhada fala por si só. Tens um dom para escrever.

Postado 11/04/19 12:49

Ah, recebo o elogio de um dos melhores, que és tu caro amigo Luke, muitissimo obrigada pelo comentário amavel

Que a força esteja com você <3

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