The Angels Protect this Place (Em Andamento)
Holzwarth
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Tipo: Romance ou Novela
Postado: 08/10/19 16:46
Editado: 08/10/19 16:48
Gênero(s): Drama Terror ou Horror
Qtd. de Capítulos: 1
Cap. Postado: 08/10/19 16:46
Cap. Editado: 08/10/19 16:48
Avaliação: Não avaliado
Tempo de Leitura: 4min a 6min
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Palavras: 768
[Texto Divulgado] ""
Não recomendado para menores de dezoito anos
The Angels Protect this Place
Notas de Cabeçalho

The Angels Protect this Place é uma obra puramente ficcional com o intuito de entreter seus leitores. Nada daqui condiz com a realidade e não tem qualquer compromisso com ela. Esteja ciente da classificação indicativa antes de continuar a leitura. É bom avisar que a ambientação justifica a escolha do título, e que a leitura do conteúdo do primeiro link disponibilizado é extremamente recomendada.

Preface: Burkhard Institute for Rebel Teenagers

"O aclamado Instituto Burkhard para Jovens Rebeldes abriu suas portas pela primeira vez em 1930, ano de sua fundação. O Monsenhor Oliver Burkhard, que dirigiu a escola até seus últimos dias de vida, foi a única mente brilhante por trás da premissa do internato, sobre a qual a instituição construiu fama e renome gloriosos por todo o território estadunidense. Meros três anos de existência bastaram para que o Instituto Burkhard se tornasse a maior e a melhor das referências em ensino com princípios católicos, pelos quais a alta sociedade americana tanto preza." — reportagem do Correio de Chatwick, jornal impresso de grande circulação.

A piedade chorava pelos cantos do internato, prostrada diante dos pés dos anjos de pedra envoltos em hera verde e poeira preta. As asas abertas, imponentes, conferiam grande envergadura ao Anjo Gabriel, de pé no pedestal de sua fonte. Pelo gramado externo e pelo estacionamento, debaixo da sombra dos pinheiros, os seres celestias tinham olhos de ternura, enegrecidos pelo tempo e apagados pelo passado. Aos pés de meia dúzia de querubins pálidos e de um anjo com a mão quebrada, cresciam arbustos viçosos em cujo verde profundo abriam-se grandes feridas vermelhas e perfumadas, cheias de pétalas macias. As roseiras cheias e gordas também exibiam suas rosas sanguíneas ao longo de toda fachada do prédio principal, arranhando os tijolos expostos com seus espinhos longos. As flores coloriam de vermelho e branco a entrada do Instituto, enroscando-se por entre as grades negras, cheias de arabescos florais em seus topos pontudos.

O muro atijolado protegia o exterior dos imponentes leões de Oliver Burkhard, ambos posicionados aos lados da estrada de asfalto. As feras rugiam, furiosas e petrificadas, ostentando jubas encaracoladas e brancas como mármore. Nos espirais de seus pelos esculpidos, nasciam tenros ramos verdes, por cujo comprimento espalhavam-se pequeninos botões amarelos. Empoleiradas sobre seus pedestais, as bestas, furiosas, mostravam suas presas aos visitantes que subiam pela estrada lisa e sinuosa que escorria pelo morro. Bastava um carro roncar seu motor para que os leões alertassem seu Mestre da presença dos estranhos, rugindo como os trovões das tempestades veranis.Um anjo cobria o rosto no jardim da igrejinha, deixando rolar por entre eles copiosas lágrimas de pesar. Em suas asas quebradas, crescia hera selvagem, e, em sua fonte seca, lodo negro de abandono. Todas as noites, o pobre anjo chorava: queria ser serafim e com suas muitas asas voar por cima de Burkhard, capturando todas as almas que imploravam por seu socorro. A estátua, porém, nunca se movia; apenas chorava sua culpa irremediável, que quebrara suas asas frágeis, corroera suas mãos finas e secara a água de sua fonte quebrada.

Os pecados dos estudantes padeciam sobre o solo branco do pátio principal — ácido e infértil. Nele, nada nascia ou se criava. Caso alguma relva ordinária decidisse nascer, os pisões a arrancariam e a matariam. Qualquer ser que aparecesse pelos arredores do internato, que estivesse para dentro dos limites da cerca de alambrado, estava sujeito a chutes, pontapés e pisadas. Assim como as plantas, os animais não visitavam os domínios do colégio e, se o fizessem, fugiriam assim que ouvissem o primeiro som mais remoto dos adolescentes que por ali viviam. Sem a companhia de pequenos coelhos, lebres ou corujas, restava aos querubins os leões de Oliver, que, mesmo tão de longe, deixavam os anjinhos repousarem as cabeças cansadas sobre suas jubas de mechas espiraladas, sujas e petrificadas.

Para dentro dos muros de tijolo, os jovens eram contidos pela mesma mão que empunhava a chibata e o terço, a mão de Madre Astrid. Conduzia o colégio conforme seus antecedentes conduziram, com pulso firme e rédeas curtas. O código de regras da instituição fora decorado pela mulher, que sabia recitar de cabo a rabo todas as proposições imperativas do livro escrito pelo fundador da instituição. Livro de Regras de Burkhard era como se chamava sua segunda bíblia, com cem páginas não exatas desprezadas pelos estudantes — e que ela, com muito esforço, os ensinou a seguir.

Para uns, a punição vinha em forma de reza: com três Pai Nossos e duas Aves Marias, o menor dos castigos para a menor das infrações estava pago. Para outros, porém, as consequências estavam na sala da diretora, habitando um armário quadrado cheio de arabescos pretos. O que havia lá dentro era uma coleção variada de bengalas e de chicotes grosseiros. Bastava dar um murro no estômago de um semelhante para levar algumas dezenas de chibatadas, as marcas que para sempre acompanhariam alunos malcriados. Como dizia o sagrado Livro de Regras, o Instituto não se responsabiliza por eventuais danos causados aos estudantes, sejam esses físicos, sejam esses psicológicos.

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Notas de Rodapé

Esse link (externo) levará você até um jornal informativo da história, que pode esclarecer suas dúvidas. Cheque-o sempre que desejar, pois ele será editado conforme a progressão dos capítulos — http://fics.me/17530293

A história tem uma galeria, que pode ser encontrada aqui: http://www.academiadecontos.com/forum/topico.php?id=446

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