Novos heróis. (Em Andamento)
Alenz07
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Tipo: Romance ou Novela
Postado: 14/09/20 16:08
Editado: 17/09/20 15:45
Qtd. de Capítulos: 4
Cap. Postado: 14/09/20 20:13
Avaliação: Não avaliado
Tempo de Leitura: 4min a 6min
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Palavras: 772
[Texto Divulgado] "A Musa de Tinta" A musa olhava fixamente na face de seu criador, aqueles longos pelos sujos que ele chamava de barba, causavam no estômago da musa nojo, raiva... Ela queria gritar, queria matá-lo, mas estava presa àquele mundo que ele criara, o que seria da arte sem o criador? O que ela poderia ser se ele nunca tivesse existido...?
Não recomendado para menores de dezesseis anos
Novos heróis.
Capítulo 2 César e o gatinho.

O interfone do apartamento da família Silva toca, por duas vezes, até que: — Alô. — César saudava, enquanto segurava seu prato de comida.

— Entendo. O porteiro ou o contavo já foram embora?

A mãe, as irmãs e até o avô do rapaz pareciam interessa-se, pelo assunto: — E onde ele está agora? Tudo bem. Vou ver o que posso fazer. — César desligou o interfone.

— Quem era? — o avô perguntava pondo fim à dúvida de todos.

— Adriana aqui do bloco, o gato dela fugiu. Vou tentar ajudar.

— Você não tem obrigação. — a mãe falava. — Ela que cuide melhor dos bichos.

— A senhora até tem razão, mas não é de bom grado, a família do síndico não fazer nada. Volto logo.

— Mas se o problema é comigo, eu tenho...

— Tudo bem. — César interrompia. — Vovô, não é nada grave, só vou ao estacionamento, aproveita sua janta.

Ao sair de casa, César subiu as escadas ao invés de ir para o estacionamento do condomínio. Depois de cinco minutos, ele chegou ao topo do bloco de onde morava.

— Deus é mais. — ele falava sentindo o gélido vento da noite. — Bichano, cadê você?

À vista era realmente linda, o shopping de Madureira ao longe, era a maior construção. O verde, escurecido pela noite, era iluminado pela lua e iluminação pública.

Vários canos e tubos dificultavam a iluminação do jovem, que por alguma razão sentia as pernas trêmulas. A sensação só sumiu, quando o gato surgiu diante de seus olhos.

O animal estava na beirada do prédio e com aquele vento, a queda era inevitável.

— Vem cá. — César chamava esticando-se. — Daqui você não vai cair em pé.

O gato tentou afastar-se do garoto, mas um forte vento lhe jogou para baixo, foi então que sem pensar, César saltou sobre o pobre animal.

Ao agarrar o bichano, nem ele, muito menos o gato entenderam porque não caíram. César estava com um olhar perdido, pois flutuava há mais de quinze metros do chão.

— O que? — sua voz era trêmula e ele olhou para trás, o teto do prédio, estava há quase cinco metros de distância. — Merda!

Ele esgoelava-se, iniciando uma queda livre de seis segundos, no entanto parou à um metro e meio do chão: — Deus é mais!

Ao ouvir um grito de menina, ele olhou para trás, naquele estacionamento estava sua vizinha de porta. Ana e assim como ela, César gritou, mas gritou tanto que caiu.

— Você! Você! Você! — ela aproximava-se o acusando com o indicador.

— Ana! — esta era a voz da mãe da menina.

O casal de vizinhos tampou a boca um do outro, mas o estrago já estava feito. Inúmeras pessoas saíram de seus apartamentos para ver o que era.

— Filha! — a mãe de Ana gritava. — O que ele fez com você?!

César sequer entendia o que as pessoas falavam sua única certeza, era o forte palpitar de seu coração: — Ele te fez mal?! — a mãe insistiu em tom de acusação.

Ana, apesar da idade era muito sagaz: — A gente gritou porque o gatinho arranhou o César, ele não me fez nada.

Ao ouvir a menina, César sorriu e ergueu o bichano, como na cena icônica do batismo de Simba em: O Rei Leão.

— Você gritou igual um bebê, por causa de um arranhão?

Já dentro de casa, a mãe de César indagava-o enquanto suas irmãs riam.

— Foi sim. — ele mentia. — Eu vou dormir. Fiquem com Deus.

A verdade era que naquela noite, o neto do síndico ficaria em claro, impossível não ligar aquele vôo com a força do chute que infligiu na bola mais cedo.

Era fim de semana e César sempre descia para a quadra com suas irmãs, pela manhã. Eles acabaram encontrando-se com Ana e seus dois irmãos, da idade das meninas.

— Como fez aquilo? — Ana indagava-o assim que os mais novos afastaram-se.

— Aquilo? — César fazia-se de desentendido. — Sei lá.

— Se não falar, vou contar o que eu vi.

Ele olhou a menina e por fim disse: — Eu não sei uma hora eu estava caindo e na outra, não, acho que não pensei em nada.

— Talvez seja isso. — Ana sugeria. — Tente não pensar em nada.

César olhou para os dois lados, como viu que não tinha ninguém, fechou os olhos fortemente e disse: — Vou tentar.

Com o tempo, Ana dava gargalhada ao ver o travado corpo do amigo, flutuar vinte centímetros acima do nível do chão.

César abriu os olhos e passou a rir junto da menina, no entanto, este foi o limite, para que caísse com as costas no chão.

Com o barulho, os irmãos e irmãs olharam para onde o casal estava e César, sofreu um ataque de dois casais de gêmeos. Eram apenas cócegas.

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