Entre cinco da tarde e oito da noite.
Mariana Heloise
Tipo: Conto ou Crônica
Postado: 09/10/20 19:38
Editado: 09/10/20 19:43
Gênero(s): Drama
Avaliação: Não avaliado
Tempo de Leitura: 1min
Apreciadores: 6
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Palavras: 190
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Notas de Cabeçalho

Escrevi isso porque eu estou chateada com a minha visão, ela me abandona entre as 17 e as 20h. Triste demais.

Capítulo Único Entre cinco da tarde e oito da noite.

Meus dedos digitavam rapidamente no teclado do notebook, eram cinco horas da tarde e meus olhos já começavam a falhar. “Só mais dez minutos, por favor!” eu pensava enquanto terminava a última página do relatório. Terminei as cinco e meia, mesmo não enxergando bem meus dedos pareciam saber de cor a posição das letras, após finalizar desliguei o computador e encarei o teto, mas já não enxergava nada.

A frustração me dominava nesse horário, entre cinco da tarde e oito da noite minha visão ficava escura e borrada, eu não podia fazer nada além de deitar e olhar o teto ou assistir algum programa na televisão – nada legendado – e mesmo assim, para poder assistir tinha que manter o olho direito aberto e o esquerdo fechado. Não conseguia ler, escrever, mexer no celular ou no computador, tudo ficava embaçado e se forçava a vista era pior. Minha miopia estava cada vez mais alta e junto com o astigmatismo era um caso perdido, por isso, entre cinco da tarde e oito da noite meu mundo era um pouco escuro, mas eu ainda agradecia toda manhã pela possibilidade de ver nascer do sol.

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Apreciadores (6)
Comentários (3)
Postado 09/10/20 22:48

Que texto intenso! Você retratou com muita sinceridade a situação das pessoas que convivem com miopia e astigmatismo. Apesar da atmosfera do texto ser melancólica e triste, o leitor se sente cativado a continuar lendo e se afogando em tais sentimentos.

Obrigada por compartilhar essa obra incrível conosco!

Parabéns, Mariana ♥

Postado 10/10/20 10:21

Muito obrigada! <3

Postado 31/10/20 09:57

Não posso dizer que entendo, pois minha visão - por bênção divina, creio - tem funcionado bem. Mas há algo em mim que falha entre julho e novembro, todos os anos desde 2016. Essa é uma sensação de impotência, angústia e mágoa difícil de descrever. Mas, como você disse, há gratidão por ser capaz de observar o céu.

Postado 03/11/20 00:43

Verdade!

Postado 01/12/20 20:24

Tenho miopia então me identifiquei com o texto, embora não sofra tanto (ainda) :'

Você descreveu muito bem a sensação e foi um texto curto mas cheio de sentimento. O peso de um relato real faz a diferença.

Parabéns!

Postado 03/12/20 20:41

Fico feliz que gostou, eu sofro com a bendita desde os sete anos, mas agora está bem pior! Obrigada pelo comentário!