A Certeza
Luiz Felipe K
Tipo: Conto ou Crônica
Postado: 10/10/20 02:02
Avaliação: 9.53
Tempo de Leitura: 1min a 2min
Apreciadores: 4
Comentários: 4
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Palavras: 290
[Texto Divulgado] "O Último Delírio de um Rei" Há muito tempo, num reino bem distante, vivia um rei que tinha dois filhos gêmeos. O rei estava morrendo, e em seus últimos dias, uma preocupação inquietava a mente do velho soberano: quem seria seu sucessor no trono?
Livre para todos os públicos
Notas de Cabeçalho

A única certeza que nos acompanha desde os primórdios é a que mais possui incertezas a respeito.

Capítulo Único A Certeza

O ato de colocar flores sobre o túmulo de alguém, pode ser entendido de várias maneiras. Algumas consideram como algo bonito, como lembrar de um parente querido. Outros, podem achar assustador, e até sentem medo de ir ao cemitério. Eu me vejo fazendo parte desses dois grupos, pois acho um ato bem bonito, que mostra o valor da pessoa que se foi em nossa vida, mas também acho que ir ao cemitério vazio, sozinho, é bem tenebroso. Ainda mais agora, nessa noite... Mas, de qualquer jeito, foi culpa minha por me comprometer em fazer isso sempre, mesmo com a cabeça cheia de outras coisas a serem cumpridas.

A noite hoje está bem bonita, com uma bela lua cheia que vai me guiando entre os túmulos. Pensar que isto ocorre, que realmente morremos, dá uma sensação de insegurança, de que realmente não somos tão especiais assim. Já de frente para essa pequena estrutura que simboliza a partida de alguém, eu coloco as flores. Ao completar essa tarefa, começo a sentir um arrepio, como se houvesse caído na realidade. Me levantando, observo à minha frente um cemitério completamente escuro, cheio de neblina e, aparentemente, vazio. O que estou fazendo num lugar desses? O sentimento que parece me atingir agora, é o medo. Olhares de canto do olho para possíveis vultos, começam freneticamente, conforme vou me afastando do túmulo. Com três passos para trás, sinto uma poderosa brisa fria passando por mim. Tremendo, me viro. Eu não vejo nenhum fantasma ou coisa parecida, a única coisa que tem aqui, é a certeza. Eu só consigo perceber, em meio a tantas ideias que se baseiam nisso, o que realmente existe no final das contas... O que existe, é esse fim absoluto para nossa vida.

❖❖❖
Notas de Rodapé

Todas as construções envolta da morte apenas tentam adornar esta fria e súbita verdade.

Apreciadores (4)
Comentários (4)
Postado 10/10/20 06:09

Curto e simplório.

Atendeu bem ao tema. O tom vago do que é a morte.

Postado 11/10/20 10:50

Obrigado

Postado 10/10/20 20:37

Caraca!!!! Que texto pesado e denso! Adorei como você abordou tão profundamente essa temática da morte. Amei demais.

Obrigada por compartilhar conosco!

Parabéns, Luiz ♥

Postado 11/10/20 10:51

Obrigado, agradeço pela hospitalidade.

Postado 26/11/20 21:55

Oh! Adorei essa estrutura e a subita verdade que não provavelmente não é como todos falam.

Refletindo sobre esse tema atualmente chego a conclusão de ser tudo imaginação dos nossos medos de sermos esquecidos, de não ter nada, o quanto assustador pode ser só sumir? Na maoria das vezes eu não entendo... (desculpe o devaneio haha)

Bem, agradeço por compartilhar sua obra muito bem escrita, Parabéns.

Assinado uma pequenha vampira, <3

Postado 09/10/21 18:15

O que existe é o fim absoluto.

Esse texto, e essa frase em específico me pegaram de um jeito muito triste.

Eu gosto de passear em cemitérios, gosto de olhar os túmulos, ler as plaquinhas, ver as flores.

Tudo acaba, mas é bonito ainda haver a lembrança...

A construção dos túmulos antigos são realmente bonitas!

Gostei muito de ler esse texto!

Um grande abraço <3