O véu da morte
6 de Janeiro
Tipo: Lírico
Postado: 17/10/20 14:20
Editado: 17/10/20 14:24
Avaliação: 9.73
Tempo de Leitura: 1min
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Palavras: 234
[Texto Divulgado] "Dia 17...." Dia 17, dia tão comum, mas ainda sim tão especial... dia de reatar laços de sentir de novo.
Não recomendado para menores de catorze anos
Notas de Cabeçalho

"E a batalha continua (Shala)

E o amor que você sentiu (Shala, Shala, Shala)

Estarão aqui quando você for embora (Shala, Shala)

E as músicas que você cantou (Shala)

E as palavras que você expressou (Shala, Shala, Shala)

Estarão aqui quando você for embora (Shala, Shala)" - Gone - Iamamiwhoami

Capítulo Único O véu da morte

Ela me observa todas as noites com seu véu,

com a cabeça coroada de prata,

ela me dá visões do céu,

estática, impassível,

observo a morte dançar,

pelo meu quarto, ouço sua voz sombia gargalhar.

A morte no entanto,

me deu uma dose de paz,

veio bem na hora em que eu não aguentava mais,

e com um sopro profundamente gélido,

começou a cantar:

E a batalha continua (Shala)

E o amor que você sentiu (Shala, Shala, Shala)

Estarão aqui quando você for embora (Shala, Shala)

E as músicas que você cantou (Shala)

E as palavras que você expressou (Shala, Shala, Shala)

Estarão aqui quando você for embora (Shala, Shala)

Seus longos dedos, senti, por meu rosto deslizarem,

permaneceu bem ali, até meus olhos desligarem,

com uma suave lambida, limpou minha visão,

o véu rubro me cobriu, com extrema emoção,

então me inflamei, para o outro lado atravessei,

em uma parede de espelhos observei,

tudo o que já ousei ver.

A morte, coroada, dançou para mim,

o véu no ar tornou-se um mar de chamas sem fim,

ela gentilmente convidou-me a banhar,

com um sorriso torcido, eu não pude recusar.

E as batalhas que eu tive,

poeira;

E o amor que eu senti,

poeira;

E as músicas que eu cantei,

poeira;

e as palavras que eu disse,

poeira;

com um sopro eterno, espalhadas

pelas areias mórbidas do tempo...

E à imensidão inexistente,

finalmente retorno...

❖❖❖
Notas de Rodapé

Espero que não tenha ficado tão confuso quanto eu achei... Obrigada por entrarem no fogo comigo.

Apreciadores (5)
Comentários (5)
Postado 17/10/20 22:30

AAAAAAAIIIII ITI MALIA, EU SEI QUE NÃO É FOFINHO, MAS É QUE EU AMEEEI COMPLETAMENTE ESSE POEMA, SOCORRO * --- *

A senhorita foi escrevendo versos tão bonitos, com rimas tão deliciosas de serem lidas, em uma leitura fluida e maravilhosa!!

Amei poder correr meus olhos pelo poema, duas vezes, para aproveitar ao máximo tudo que a sua maravilhosa escrita tinha para nos dar <3

Lindo demais! Parabéns, Aninha <3

Um grande abraço <3

Postado 18/10/20 11:48

Eu gosto desse seu jeitinho de escrever - apesar de eu não ter coragem de ousar interpretar. - Esse, por exemplo, li cantando sob um instrumental pesado de rock.

6 de janeiro... dia 6 do mês 1 - 61 e 16...

61×61 = 3721 (3+7+2+1 =13)

16×16 = 256 (2+5+6 = 13)

61×16 = 976 ( 9 - último algarismo, 7 - o dia em que deus deus descansou, 6 - o número inicial e final da besta)

Você acabou de se tornar muito, mas muito interessante. Se bem que dizem que o número da besta é 616. Que, somado, da 13. Dã.

Postado 18/10/20 16:47

A morte é onde encontramos a eterna liberdade. Ela é o sopro, o fogo, a dor, a alegria... Ela é tudo o que fomos e o que sonhamos ser em vida. É por isso que a morte é tão quieta, plena e vista como se fosse um véu a ser atravessado, porque ela é tudo e todas as coisas: um obstáculo transparente simples de empurrar para atravessar.

O eu poético dessa obra canta para o leitor esses versos tão bem construídos e profundos. A carga emocional das palavras é intensa, mas soa como se fosse a mais bela e triste canção sussurrada ao nossos ouvidos.

Obrigada por compartilhar conosco!

Parabéns, 6 ♥

Postado 21/10/20 22:55

Eu amo esse desafio de imagens. Olha o poema incrível que ele nos proporcionou!

A sua interpretação da imagem é magnífica, Aninha. Eu simplesmente amei o que você fez aqui,

Parabéns!

Postado 22/10/20 16:45

Um texto abstrato ao mesmo tempo que compreensível, de doce rítmo e amargo tema.

O modo como a narrativa desafia a imaginação do leitor é de tirar o fôlego!

Aninha, você é incrível!

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