Proibição
Yvi
Tipo: Conto ou Crônica
Postado: 06/11/20 00:34
Editado: 14/05/21 00:06
Tags: AD03
Avaliação: Não avaliado
Tempo de Leitura: 2min
Apreciadores: 2
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Palavras: 323
[Texto Divulgado] "Asas de papel... A resposta" Um poema que mostra as dificuldades relacionamentais e um amor que serve como porto seguro.
Não recomendado para menores de dezesseis anos
Capítulo Único Proibição

Ouviu alguém lhe chamando, mas preferiu ignorar. Estava cansada e querendo se afogar em sua própria frustração. A escuridão noturna não incomodava seus olhos, mas decidiu acender algumas velas. Queria perder-se a observar as chamas dançarem com o vento. Tentou dançar como elas (as velas), mas logo perdeu o interesse. O vazio em seu âmago não poderia ser preenchido por uma simples dança fúnebre.

Passou em frente a um pequeno espelho, mas resumiu-se a permitir que ele refletisse apenas parte de seu braço e a vela que segurava. Nunca, jamais, permitiria ser vista ou se ver de forma melancólica. A voz que gritava seu nome parecia impaciente, mas não ligou. Permaneceu com a porta fechava, as velas acessas e o olhar perdido.

Não durou. Logo ouviu e viu a sua porta ser despedaçada e uma figura masculina, de olhos avermelhados e cabelos mais negros que a noite, cerrar os punhos.

— Já chega, Carmilla. Você apenas foi proibida de matar humanos e não sentenciada a morte. Não é como se você não pudesse se alimentar do sangue fresco, sua vampira imprudente. Pare com o teatrinho e tire essa roupa ridícula. Não vou revogar a minha decisão. Sabe quantos matou essa semana? Quinhentos! Se permanecer assim, você vai colocar os humanos na lista de extinção.

Carmilla limitou-se a observar a figura máscula a sua frente. Bem no fundo ela estava se divertindo com toda a situação.

— Tudo bem, Conde. Você me pegou. Não é minha culpa se os humanos são seres fracos e asquerosos. Eu não consigo olhar sem querer matar, mas tudo bem. Deixe que se reproduzam, tripliquem o rebanho. Mil anos passam rápido, não é mesmo? — Ela ria descontroladamente, enquanto retirava sua roupa. — Melhor assim?

O Conde suspirou, deu as costas e foi embora. Carmilla voltou a dançar com as velas, mas dessa vez um sorriso pairava em seu rosto e um pensamento dominava sua mente...

— O Conde não falou nada sobre torturar...

❖❖❖
Notas de Rodapé
Apreciadores (2)
Comentários (1)
Postado 03/01/21 23:16

FLÁVIA KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK VEM AQUI UM MOMENTINHO, POR FAVOR! Eu estava super imersa na leitura, mas não consegui deixar de rir quando li as notas finais. Deuses KKKKKKKKK!

A atmosfera mórbida do texto é incrível. O drama da vampira chega com intensidade aos olhos do leitor, assim como sua sede sádica. Combina muito com a autora cof cof cofffffffffffffff.

Obrigada por compartilhar conosco!

​Parabéns, Flavinha ♥

Postado 09/01/21 22:25

Eu? Ta me chamando? Vai ter como eu chegar aí não, a Ternura me chamou para uma parada aí..... #corre!

kkkkkkkkkkk

Muito obrigada!