O Jardim de Lírios (Em Andamento)
Yuuka Miracle
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Tipo: Romance ou Novela
Postado: 21/12/20 15:58
Editado: 06/01/21 22:42
Qtd. de Capítulos: 4
Cap. Postado: 06/01/21 22:42
Avaliação: Não avaliado
Tempo de Leitura: 2min a 3min
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Palavras: 441
[Texto Divulgado] "Iminnar" Tudo o que ela precisa é completar o treinamento e se provar, para si mesma e o fantástico mundo que lhe cerca.
Não recomendado para menores de dezesseis anos
O Jardim de Lírios
I: Sol e Lua - Capítulo 2: Sol (parte 2) Dias Nada Ensolarados

Caminho um pouco, sento-me àlgumas mesas do refeitório. Perambulo. Sem rumo, como se aqui não fosse aqui. Como se fosse o vasto nada e eu já nem sei mais o que digo.

Borrões à Madrugada

No quarto fechado, frio e com pouca luminosidade. Estava sozinha, trancada naquele casarão. Parecia um pesadelo para qualquer um outro, mas ela fazia do inferno o seu paraíso.

Os cabelos castanhos lhe caíam sobre os ombros e ajeitava seus óculos a cada minuto. A saia rodada era linda — mas nada confortável — e incrivelmente combinava com a blusa branca, mesmo que essa estivesse toda amassada.

Bebericava o quente chá de hortelã, ansiosa para tomar tudo num gole só. Afundava os olhos em cada letra de toda aquela papelada. Quase uma resma de folhas, às duas da manhã. A mulher já não sabia mais se aquilo teria fim.

O trabalho era pesado, às vezes nem mesmo sadio. Mas parecia melhor que qualquer outra coisa que pudesse se sujeitar a. Criar uma família ou mesmo relacionar-se com a sua de sangue, era mil vezes mais terrível do que passar madrugadas escrevendo.

Era exaustivo, mas isso a mantinha viva. Era a sua essência, o que a tornava humana.

Tirou as sapatilhas, que a incomodavam. Deixavam-na irritada, como tudo naquele lugar, incluindo ela mesma. Como se não bastasse, o telefone tocava incessantemente. Quase explodindo de tanta aflição, esqueceu o método "ignorar" e foi atendê-lo.

— Sim... Mãe. Tudo bem por aqui... Não, eu não trabalho demais... Já estava quase indo dormir... Não se preocupe. Sim, boa noite para a senhora também.

Odiava essas conversas. Tanto a preocupação excessiva, quanto o fato de forçarem-na a pausar seu trabalho para responder às mesmas perguntas de sempre. De fato, havia mentido, mas sentia que era o melhor.

Voltou à monótona e melancólica situação em que anteriormente se encontrava. Estavam lá o chá, que tornara-se frio e insosso e as mesmas folhas de papel, que precisavam ser reescritas com urgência. Começou a datilografar, cogitando usar a sua medíocre situação como inspiração para escrever.

"O que é que você tanto escreve, Yarin?" Alguma toma o seu caderno, recebendo um grito quase que selvagem como resposta.

"Devolva. Agora." Apesar da aparência extremamente feminina, de baixa estatura, finos braços e pernas, um cabelo que descia até perto do fim do tronco, Yarin não era gentil. Era arisca. Como uma gata de rua. Cata o caderno, enfia-o na mochila e sai quase que correndo. Chorando de leve.

É intervalo, então tudo bem se eu ainda estiver aqui. Ninguém vai perceber que eu matei duas ou três aulas. Não... pode ser que percebam, mas ninguém liga. Eu não sou mais relevante.

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