Só há um vazio.
Mariana Heloise
Tipo: Conto ou Crônica
Postado: 07/01/21 19:35
Gênero(s): Cotidiano Drama
Avaliação: Não avaliado
Tempo de Leitura: 56seg a 1min
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Palavras: 151
[Texto Divulgado] "Agostinho dos Santos" Uma parte da vida pode ser esquecida ou ficar na nuvem, no limbo mas, um dia ela cai com tudo em você.
Não recomendado para menores de dez anos
Notas de Cabeçalho

Olá pessoas, como vão?

Esse texto foi escrito nesse fim de ano, foi o segundo Natal após a morte do meu irmão mais velho e isso me fez pensar muito no dia que ele faleceu e eu recebi a noticia, quando escrevi foi isso que saiu, então boa leitura.

Capítulo Único Só há um vazio.

Os olhos ardem, sem lagrimas a cair.

A boca abre, sem palavras a dizer.

Os ouvidos ouvem, sem entender.

O suor escorre, frio.

A compreensão vem, fria.

O corpo congela, frio.

“Morreu”.

Os olhos deixam de ver a mulher.

A boca se abre dizendo coisas desconexas.

Os ouvidos escutam a voz daquela pessoa.

“Ele morreu”.

Os pés correm escadas acima.

As mãos tremem segurando o celular.

O suor continua a escorrer.

“Seu irmão morreu”.

Não há lagrimas.

Não há dor.

Não há nada.

Vazio.

O que fazer?

Aonde ir?

O que falar?

Não há sentimentos.

Não há desespero.

Não há nada.

Há um vazio.

O que esperar?

Aonde ir?

O que preparar?

Não há nada.

Não há nada.

Não há nada.

Só há um vazio.

Que nem um ano pode preencher.

Que nem dois anos podem preencher.

Que nem três anos podem preencher.

Só há um vazio.

Que nunca será preenchido.

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