Uma breve reflexão da hipocrisia;
Mèng NíngYì
Tipo: Conto ou Crônica
Postado: 01/05/21 18:58
Editado: 06/05/21 13:16
Avaliação: Não avaliado
Tempo de Leitura: 1min a 2min
Apreciadores: 3
Comentários: 2
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Palavras: 302
[Texto Divulgado] ""
Não recomendado para menores de catorze anos
Notas de Cabeçalho

Este texto também foi postado em outra plataforma de escrita.

Ps: O texto foi inspirado nesse quadrinho que coloquei como foto de capa, o quadrinho não é meu, então espero que isso não seja um problema.

Capítulo Único Uma breve reflexão da hipocrisia;

Era um lindo dia para Charlotte, mas um dia ela colocou seu terço no pescoço.

Viu que sua empregada ou "escrava'' como ela a chamava, não havia chegado. Decidiu descontar de seu salário, mesmo sendo o primeiro atraso em anos e sabendo que provavelmente, sua empregada, deveria estar no hospital, com sua filha doente.

Charlotte saiu de sua casa e andou pelas ruas, passou por um grupo de mendigos e os xingou sem nenhum pudor "pobres nojentos". Ela nem cogitou ajudá-los, importou-se com seus sentimentos ou pensou o do porquê haviam chegado em tal situação?

Se encontrou com uma amiga da igreja. As duas se diziam totalmente contra a hipocrisia e sem nenhum preconceito. Uma mulher considerada fora dos padrões da sociedade passou na frente delas. A mulher era linda, mas discriminada por estar acima do peso.[/center]

Não demorou muito para as amáveis e totalmente educadas chamarem a mulher de coisas ofensivas, como "botijão de gás", "gorda" e "obesa".[/center]

As duas se despediram, mal sabem que, quando, cada uma foi embora, já pensavam no mal uma da outra.

Charlotte chegou ao lado de dois lindos jovens de mãos dadas. Apenas isso bastou para atrair os olhares da nossa querida Charlie e de outras pessoas. "Viados", ela resmungou baixo enquanto outros pensavam.

Em seu caminho, entrou um cachorro de rua, procurando apenas carinho e um lar. Ela o chutou sem dó nem piedade. "Animal sarnento e asqueroso", se os animais nos escutam mesmo, estas palavras ficariam gravadas em seu psicológico.

Alguns minutos depois, ela finalmente chegou ao seu destino. A igreja. Ela sempre vai para rezar, pedir pela vida de seus parentes e se perguntar por que o mundo é tão mal, tão impuro e tão errado. Charlotte gostaria que o mundo fosse como ela, tão verdadeira, tão integra, tão bondosa.

Pobre Charlotte...

❖❖❖
Apreciadores (3)
Comentários (2)
Postado 06/05/21 12:30 Editado 06/05/21 12:31

Esse texto é um verdadeiro tapa na cara dessa sociedade hipócrita. Estou muito impressionada com a capacidade de expressão que a autora conseguiu transmitir através de sua obra!

Infelizmente existem muitas Charlottes por aí...

Acho tão incrível (no mau sentido) que tantas pessoas de dentro de igrejas que pregam o amor, sejam tão hipócritas e maldosas.

Querer ter a sua "escrava doméstica", sentir nojo de mendigos, falar mal do corpo alheio que não lhe diz respeito, discriminar a sexualidade alheia que também não lhe diz respeito, fazer mal a inocentes animais, crianças, idosos, deficientes... É muita podridão e muita hipocrisia...

Pedir pela saúde e o bem estar de seus entes queridos, enquanto pouco se importa com a saúde e o bem estar das demais pessoas do mundo...

O mundo seria tão melhor se independentemente da religião, as pessoas fossem mas bondosas, compreensivas, amorosas e respeitosas umas com as outras...

Srta. Mèng, muito obrigada por postar essa reflexão tão importante! Eu já tinha visto essa imagem, e a achei uma ótima crítica! E seu texto se encaixou perfeitamente com a imagem!

Um grande abraço <3

Postado 10/05/21 10:22 Editado 10/05/21 10:23

Visto que o comentário anterior expressou com exatidão tudo o que penso e sinto a respeito do texto e de tudo o que nele foi abordado, apenas acrescento aqui duas frases às quais a leitura desta obra me remeteram de imediato:

"Todos éramos humanos até que

A raça nos desligou

A religião nos separou

A política nos dividiu

E o dinheiro nos classificou"

."O Inferno está vazio: todos os demônios agora estão aqui."

Parabéns e muito obrigado pela excelente postagem, Srta Mèng! Tétrica, revoltante, todavia necessária. Sempre.

Atenciosamente,

um ser que odeia tanto a Humanidade quanto fazer parte dela, True Diablair.

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