Cartas que nunca vou mandar - Ev. (Em Andamento)
Renato Franklyn
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Tipo: Antologia Poética
Postado: 25/06/21 09:34
Editado: 12/07/21 21:31
Gênero(s): Poema Romântico
Qtd. de Capítulos: 2
Cap. Postado: 12/07/21 21:29
Cap. Editado: 12/07/21 21:31
Avaliação: Não avaliado
Tempo de Leitura: 2min a 3min
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Cartas que nunca vou mandar - Ev.
Notas de Cabeçalho

Carta simples. Sem muita elaboração... Eu apenas quis escrevê-la depois que (re)vi uma foto de uma grande garota que pertenceu a um momento da minha vida e que por muito tempo (por angústia, talvez), não quis dar a ela a sua devida importância para mim. Porque ela foi, ela é e sempre será um sonho para mim. Nic., dificilmente verá esta carta, todavia, você é demais.

Capítulo 2 Carta para Nic.

Oi, como vai você? Pelo que me disseram, bem. Pelo que vejo, muito bem. Você é linda, tem sempre novos amores; alguns me parecem ser decepcionantes, outros, um conto. Como vai você na vida acadêmica? Vai bem? Se encontrou realmente? São tantas perguntas que eu nem sei por onde parar.

Deixando-as de lado, queria te dizer que às vezes, nos momentos mais felizes, pego-me relendo nosso romance mal-escrito. Não sei bem se foi Deus quem o escreveu, ou uma entidade chamada destino, ou até mesmo a força do verso "a vida tem dessas coisas".

Nossa história acabou precocemente, porém sinto que essa rápida passagem pelas nossas palavras de amor tenha sido boa. Digo boa, pois agora vejo o quão éramos inexperientes nessa forte cena de amar. Num outro verso afirmo "temos nosso próprio tempo". Acho, peço, rezo, oro, clamo para que o nosso tempo não tenha bastado alí, naquele ponto de imaturidades...

Ainda tenho esperanças de algum dia... Bem... Caso não seja de estarmos juntos novamente, que seja a de você ser extremamente feliz. Torço pela sua felicidade. Torço para que você tenha lindos amores, belas vistas, uma bela vida. Mas torço ainda mais para que seja comigo.

Sei que estamos distantes há muito tempo, mas quero que saiba que sua voz ainda ecoa em minha cabeça. Às vezes relembro coisas maravilhosas de nós dois, mas depois me dou conta de que foram apenas sonhos. Sim, é o tal "balanço da realidade". Eu vivi contigo por muito tempo, mesmo distante. É estranho dizer isso, eu sei.

Acho que o mais estranho ainda é essa carta. Não há endereço. Não há envelope, nem ao menos selo ou a minha letra horrível. O destino dela é você, mas sempre estará contando como destinatário ausente.

Nic., você é e sempre foi a garota que mais mexeu comigo. Tenho novas paixões todos os dias, mas todas rasas, não há profundidade para me afogar e entrar no inconsciente de flash-backs e visitas a um mundo em que vivemos sem eu nem mesmo ter percebido.

Não posso e nunca poderei escrever uma poesia, nem mesmo um verso elaborado sequer... pois você é o meu romance, meu conto, minha crônica, meu poema totalmente inefável.

Ainda sinto sentimentos tão fortes por você, Nic., que toda essas palavras e frases incoerentes, sem nenhum luxo poético, me embrulham o estômago, como naquele dia em que te vi pela primeira vez, ou naquele outro em que conversei com a sua mãe.

Nic., espero de coração e alma que seja a mulher mais feliz do mundo. E que seus cabelos cobreados, seus olhos castanhos claros, suas sardas e sua voz nunca saiam da minha cabeça, do verdadeiro sentimento de amor que eu tenho por você.

Obrigado por ter feito uma pequena participação na estranha peça da minha vida.

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