A Amarelidão de uma Vida
Renato Franklyn
Tipo: Lírico
Postado: 31/07/21 23:39
Editado: 09/09/21 12:14
Gênero(s): Poema
Avaliação: 9.65
Tempo de Leitura: 39seg a 52seg
Apreciadores: 7
Comentários: 3
Total de Visualizações: 148
Usuários que Visualizaram: 12
Palavras: 105
Este texto foi escrito para o concurso "Concurso Transformações" Sobre as diversas transformações e passagens da vida humana: infância, adolescência, vida adulta e velhice. Ver mais sobre o concurso!
Livre para todos os públicos
Capítulo Único A Amarelidão de uma Vida

Meus livros envelhecem com o sol

Têm tons amarelados a cada página não lida

Se são tal qual a vida em discreta ida

Amarelado eu sou conforme o tempo

Embevecido em velha juventude

Minh'alma amiúde se traz caquética

Numa remessa de solidão ou solitude

Empoeirado, como as páginas não lidas

Envelheço ao sol e à sequidão

Na irrevogável viagem sem revinda

E assim, nada posso fazer

Assim, nada faço em relação

Tudo é uma simples grande confusão

Que não se pode resolver

As páginas amareladas dos meus livros

A minha amarelidão quanto à ida

Eu abandono os meus livros

E a juz, abandona-me a vida

❖❖❖
Apreciadores (7)
Comentários (3)
Postado 04/08/21 00:34

Realmente, a depender das experiências vividas, parece que os anos se tornam de um peso tremendo que vem a amarelar e empalidecer todas as lembranças...

Obrigada por compartilhar conosco e boa sorte no concurso!

Postado 08/09/21 17:43

Olá, Sr. Renato!

Gostaria de agradecer imensamente a sua participação no Concurso Transformações!

Os resultados acabaram de sair, e na página do concurso você poderá encontrar um quadro com a avaliação feita da sua obra, além de um comentário especial <3

Um grande abraço!

Postado 08/09/21 19:46

Que obra... Necessária e perfeita! Cada estrofe, palavra, o bambear das estrofes... Me senti muito dentro da sua obra, pois ela é sobre sentimentos que luto para manter encaixotados, mas voltam de cinco em cinco minutos e me deixam louca.

Tento mentir para mim mesma que estou satisfeita pelo fato de nunca termos respostas e tudo ser sempre tão confuso - é apenas a vida! - eu penso... Mas no fundo, estou em pânico, tudo muda rápido demais, é preciso fazer o possível para continuar bem!

No mais, que obra incrível, super bem escrita e nua tal qual uma alma descriptografada pode ser!

Muito obrigada por compartilhá-la conosco e parabéns pela colocação no concurso, foi mais que merecida! Você é demais! <3