Ensaio: Te amo, pois não tenho mais a quem amar
Renato Franklyn
Tipo: Lírico
Postado: 05/08/21 22:55
Editado: 05/08/21 22:57
Avaliação: Não avaliado
Tempo de Leitura: 54seg a 1min
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Capítulo Único Ensaio: Te amo, pois não tenho mais a quem amar

Te amo.

Te amo por trivialidade, pois não sei o que é amar. Amo por decisão decididamente decidida. Amo na mais perfeita métrica que se pode ter. Amo os seus olhos azuis; suas gírias que me deixam numa angústia só... Seu jeito de falar, debochado, me faz te amar ainda mais.

Decidi que te amo, como um certo Czar decidiu amar a Deus. Te amo por regalia, por não ter a quem amar. Te amo.

Faço poesias, porque não tenho a mais ninguém. Hoje você é a minha poesia, duradoura ou não. Apenas por caprichos meus, lhe escolhi, pois você é linda... Maravilhosamente linda, eu diria e repetiria mil vezes enquanto este momento pelo qual passo continua.

Então se é amor, numa simples conversa; então se é amor, num simples "olá"; então se é amor, quando não se tem mais a quem amar: Te amo.

❖❖❖
Notas de Rodapé

acho que misturei um pouco de Neruda e álcool. Mas tá bão.

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Postado 06/08/21 23:43

Meu caro Renato, a escrita e o álcool são um dos melhores e mais duradouros casais de nossa realidade, hihi.

Meus parabéns pelo texto tão doce e agradável, e por compartilhar conosco algo tão íntimo. Em especial, parabéns pelo parágrafo final, cheio de aliterações e assonâncias e rimas.

Creio que seja um tanto perigoso pôr a poesia e o amor na mesma pessoa; seria uma batalha sangrenta, cheia de baixas, e o pior de tudo é que não sabemos qual das duas a venceria D:

Agradecidamente, alguém cujas musas nunca são as amantes, e cujas amantes nunca são as musas.