No Princípio (Em Andamento)
Yvi
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Tipo: Romance ou Novela
Postado: 06/10/21 19:15
Editado: 16/07/22 20:54
Qtd. de Capítulos: 7
Cap. Postado: 16/07/22 20:54
Avaliação: 9.83
Tempo de Leitura: 8min a 10min
Apreciadores: 1
Comentários: 1
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Palavras: 1306
[Texto Divulgado] "Renascentismo" "And it's good to be alive Crying into cereal at midnight If they ever let me out, I'm gonna really let it out"
Não recomendado para menores de dezesseis anos
No Princípio

Esta obra participou do Evento Academia de Ouro 2021, ganhando na categoria Romance ou Novela.
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Notas de Cabeçalho

Dois mil e vinte e cinco é o caramba!

Alerta de perigo O despertar de um monstro

Nos dias que se seguiram, Diablair notou que Klaus portava-se como um verdadeiro lorde. O Líder Infernal havia permitido a estadia da criança em seus domínios, mas não estava totalmente tranquilo com a situação, por isso decidiu que ficaria de olhos bem abertos.

Klaus mostrava-se disposto a ajudar em tudo, como forma de agradecimento pela generosidade de seus salvadores. Ele estava sempre próximo a Flávia, ajudando com qualquer coisa que a menina desejasse.

A julgar pelo comportamento polido da criança, Diablair suspeitava que ele pudesse pertencer a nova realeza vampírica. Mesmo um bastardo deveria ser educado pela corte. Quando a possibilidade lhe passou pela cabeça, todos os instintos do Líder Infernal alertaram para o perigo de abrigar uma criança como aquela, mas ele estava de mãos atadas. Sua sobrinha estava bem com a presença do vampiro e ele preferia que as coisas permanecessem assim.

Klaus e Flávia tornaram-se amigos quase que instantaneamente. O garoto sempre buscava agradar a menina, até mesmo quando ela lhe pedia para brincar nos arredores enlameados da mansão. Ele nunca demonstrava insatisfação ou qualquer outro sentimento negativo para com ela. Os dois brincavam até tarde da noite, nunca deixando Wolf de lado, é claro.

— Você é rápida — dizia Klaus, ofegante.

— Você também, mas acho melhor voltarmos, o tio Diab não gosta quando nos atrasamos para o jantar.

— Ele parece gostar muito de você.

Os dois já caminhavam na direção da mansão, sendo seguidos de perto pela coruja da menina.

— Ele viva sozinho aqui. Acho que é isso.

— O senhor Diablair parece um homem forte e destemido, mas quando está na sua presença, me parece alguém totalmente diferente.

— O tio Diab é a criatura mais incrível que existe. Aposto que ele mataria o Basilisco com uma mão amarrada nas costas.

— Mas criaturas assim sempre possuem fraquezas, não?

— Acho que não — Disse a pequena, sem estranhar a conversa.

O resto do caminho foi percorrido em silêncio, já que ambos pareciam perdidos em seus próprios e misteriosos pensamentos.

Naquela mesma noite, enquanto Flávia colocava Wolf na gaiola, Diablair e Klaus encontraram-se na cozinha.

— O que faz acordado, criança?

— É sério? Vampiro, esqueceu?

— Leite?

— Sua generosidade me espanta. Sempre ouvi histórias sobre o poderoso Diablair, a criatura sem piedade que se recusava a baixar a cabeça e sempre trucidava todos e qualquer um. Alguns até dizem que seu esporte favorito é jogar bola com a cabeça de suas vítimas, quando sobrava cabeça, claro.

— Contadores de histórias tende a aumentar os fatos, causa mais impacto aos ouvintes.

— Ainda assim, não posso crer que a criatura que descrevem com tanto horror é você!

— Escuta aqui, criança, não é por eu ser bom com você, que eu não posso acabar com a sua miserável vida em um simples piscar de olhos. Não me subestime!

Klaus sentiu um arrepio assustador em todo seu corpo. Naquele momento ele finalmente percebeu que todas as histórias que lhe foram contadas eram verdade, até mesmo as mais tenebrosas e asquerosas. Apenas ao olhar para Diablair, sentiu que poderia morrer. Aquilo o deixou furioso.

— Não era minha intenção lhe aborrecer. Perdão.

Sem proferir qualquer palavra, Diablair deu as costas para o vampiro e começou a andar na direção das escadas, deixando um Klaus extremamente desnorteado para trás.

Após passar alguns minutos parado na cozinha, Klaus saiu da mansão sem ser percebido e caminhou por alguns instantes, até chegar próximo a um tronco apodrecido de alguma árvore falecida. O vampiro olhou para o céu, seus olhos estavam vermelhos e suas presas salivavam.

— Ouça com atenção, irmão. Acho que encontrei um meio de acabar com a raça daquele velho e vingar nossos pais. A chave é a menina! Diablair se derrete todo pela pequena criança. Eles não desconfiam de mim, então, permita que eu sequestre a menina. Com ela sob nosso domínio, ele não poderá fazer absolutamente nada.

Naquele instante, um corvo pousou em seu ombro e dele Klaus ouviu a confirmação de que precisava.

— Amanhã, quando a lua de sangue estiver em seu ponto mais alto, você trará a criança para o nosso domínio. Não nos decepcione, irmão.

Enquanto voltava para a mansão, o vampiro pensava na decisão que acabara de tomar. Por mais que não quisesse colocar sua amiga no meio de tudo aquilo, ele viu que era a única opção que lhe restava.

Na manhã seguinte, quando os primeiros raios solares se anunciaram, a estranha família já estava na cozinha, esperando o dejejum. Diablair notou que o pequeno vampiro estava mais inquieto que o normal, mas atribuiu ao fato da conversa que tiveram na noite anterior.

O dia se passou exatamente como todos os outros. Enquanto Diablair traçava planos para encontrar sua amiga fugida, Klaus, Flávia e Wolf brincavam dentro da mansão. Ao cair da noite, entretanto, as coisas não seguiram o mesmo padrão de normalidade.

A pequena estava em seu sono mais profundo quando Klaus invadiu o quarto, tomando cuidado para não fazer barulho e acordar Wolf. Quando chegou próximo o suficiente de sua vítima, o vampiro soprou pó de passiflora no rosto dela e esperou alguns segundos, antes de tirá-la da cama e levá-la para longe da mansão.

~~~~~~~~~~~X~~~~~~~~~~~X~~~~~~~~~~~

Diablair acordou atordoado. Uma sensação de perigo invadiu todo o seu ser. Ignorando o chão frio e o breu no qual seu quarto se encontrava, o Líder Infernal rumou rapidamente para o quarto de sua sobrinha, que ficava próximo ao seu.

Ao abrir a porta, um choque: A cama estava vazia, assim como a gaiola da coruja. Chegando mais perto, Diablair percebeu que a gaiola havia sido quebrada. Provavelmente o próprio Wolf fez aquilo, pensou.

Ainda sem entender a situação, o homem vagou até o quarto de Klaus, que ficava na outra extremidade da ala dos quartos, o mais longe possível de sua protegida. Ele também não encontrou o menino, mas algo lhe chamou a atenção: um pedaço de papel em cima da cama, com seu nome escrito nele.

“Olá, Diablair.

Eu, Klaus Heiss, em nome de meus pais brutalmente assassinados, declaro que estou com sua preciosa sobrinha.

Caso queira encontrar a menina ainda com vida, sugiro que se junte a mim e meus irmãos na clareira do lago congelado.

P.S: Não demore muito, titio. Podemos ficar com fome e acabar jantando a sua preciosa sobrinha.

Com amor,

Klaus Heiss.”

Dialbair amaçou aquele pedaço de papel com fúria, amaldiçoando o momento em que não acabou com a vida de todos aqueles que carregavam o sobrenome Heiss.

Nunca foi de ter bons relacionamentos, mas tinha uma certa simpatia para com o Conde, o que deixava muitos vampiros da nobreza incomodados. Os que mais se opuseram foram os Heiss, praticamente o braço direito do líder dos clãs.

Indra e Zots Heiss odiavam Diablair sem nenhum motivo aparente. O Líder Infernal os ignorava na maioria das vezes, mas em sua última visita ao Conde o casal Heiss partiu para cima de Diablair e o Infernal não se segurou. Arrancou a cabeça dos dois de uma só vez.

O Conde, ao saber de tudo, mandou empalar os traidores, como forma de aviso, mas Diablair nunca mais pisou em território vampiro depois daquilo, nem mesmo quando soube que o Conde havia sido morto na batalha contra Carmilla e suas irmãs.

O homem não conseguia entender como foi tão descuidado. Sempre se orgulhou de sua rápida percepção das situações. Como poderia ter deixado as coisas chegarem ao ponto em que estavam? Não sabia quanto tempo havia se passado desde o rapto até ele encontrar aquele maldito bilhete.

Sabia que a sobrinha não era uma pobre criatura indefesa, mas também sabia que a menina não tinha um real controle de seus poderes. Ele nem sequer sabia quantos irmãos o maldito Klaus tinha. Estava extremamente tenso com a situação.

Tudo que conseguia fazer, naquele momento, era correr e torcer para chegar a tempo de salvar sua sobrinha das mãos dos Heiss.

❖❖❖
Notas de Rodapé

Vai vendo! Já já posto mais u.u

Apreciadores (1)
Comentários (1)
Postado 06/08/22 00:48

Gosto muito das camadas que a história vai criando e mostrando ao leitor que existe algo bem mais profundo por trás de todos os acontecimentos. A personagem da Imperatriz é extremamente complicada, porque ela vaga entre o tudo e o nada, o princípio e o fim, a calma e o caos... São camadas muito 8 ou 80 que, no entanto, se encaixam a ela com primazia. Ver essas proporções florescendo na obra é o que a torna tão interessante e profunda.

O plano do vampiros foi sagaz, mas acho que eles em vez de tomarem uma taça de vinho da vitória, vão é bem tomar no meio do cu e não por causa do Diablair, mas por causa da própria Imperatriz. Talvez eles tenham se esquecido que a menina impera o massacre... EU QUERO SANGUE JORRANDO DA TELA DO MEU PC NO PRÓXIMO CAPÍTULO!!!!!

Parabéns por mais um capítulo incrível dessa obra maravilhosa, Flavinha ♥

Postado 07/08/22 22:09

AI QUE MEDOOO! Muita expectativa anunciada para um texto tão bugado quanto a Imperatriz! ;-;

Muito obrigado! <3

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