Águas Profundas (Em Andamento)
Esfinge
Usuários Acompanhando
Tipo: Romance ou Novela
Postado: 18/06/22 15:54
Editado: 19/06/22 21:22
Qtd. de Capítulos: 19
Cap. Postado: 19/06/22 20:17
Cap. Editado: 19/06/22 20:24
Avaliação: 10
Tempo de Leitura: 11min a 15min
Apreciadores: 0
Comentários: 0
Total de Visualizações: 23
Usuários que Visualizaram: 2
Palavras: 1859
[Texto Divulgado] ""
Não recomendado para menores de dezoito anos
Águas Profundas
Capítulo 13 Capítulo 13

Akira estava saindo da cidade na sua maior velocidade, quanto antes avisasse os outros melhor. Entretanto, logo que ele passou os portões, uma flecha foi lançada contra ele. Se não fosse ele estar com o tamanho reduzido, ela o teria acertado em cheio.

Ele olhou para a direção de onde a flecha veio e nada viu. Logo ele desceu em ziguezague para evitar uma outra flecha.

"Maldição, eles sabiam que eu viria"

Quando ele e Samuel entraram na cidade, ambos estavam disfarçados com suas formas humanas, mas ele subestimou aqueles caçadores e não esperava que eles tivessem se separado.

Ele pousou e se transformou em humano.

−Droga! Desse jeito eu vou levar o dobro de tempo. −Ele saiu correndo pela floresta. Mesmo que ele tivesse a força superior de um humano, ainda assim ele era mais poderoso em sua verdadeira forma.

Depois de Akira correr grande parte do caminho. Ele conseguiu chegar na capital do norte em dois dias e o grupo de bestas voltou em um.

Eles cercaram o bordel e Akira e Asafe chegaram chutando a porta da frente. Causando gritos e correria das prostitutas.

Miako corajosamente recebeu os dois. Ela era acostumada a lidar com qualquer tipo de homem, sendo ele besta ou não.

−Vocês chegaram atrasados. Eles foram embora, já faz dois dias.

Akira que estava em sua forma bestial, fincou sua cauda no chão criando um grande buraco. Ele assumiu uma meia forma humana, não conseguindo se concentrar o suficiente por conta da raiva.

Ele foi até a prostituta a segurando pelo pescoço.

−Malditos! Diga a direção, humana! Diga ou eu juro que quebro seu pescoço!

−Akira, se acalme! Você vai matá-la assim! − Asafe conseguiu que ele a soltasse.

−Olha, eu acho bom você cooperar, humana. Ele está no limite! Onde estão Samuel e os caçadores?

Miako esfregou o pescoço com medo. Ela nunca tinha chegado perto de uma besta mágica antes.

−Eles tiveram uma luta há duas noites atrás, grande parte da minha casa foi queimada, eu não sei o que aconteceu, eu juro! o que eu mais queria era que vocês os matassem! Eles sempre são violentos com as minhas mulheres, eu nunca tive força o suficiente para me livrar deles. Raiden sempre me avisa quando vem se hospedar aqui um dia antes, fora isso eu não sei nada sobre os planos dele e com o que ele está envolvido. Até na cidade os comerciantes têm medo deles. Eles matam sem hesitar e vivemos em um medo constante!

Miako falou com toda a sinceridade que podia e lágrimas caíam. No mundo atual, mulheres e ômegas não tinham direitos e nem justiça, e elas sobreviviam como podiam.

−Se vocês não quiserem acreditar em mim, tudo bem. Mas deem uma morte rápida para mim e minhas meninas.

Akira deu as costas para a mulher e saiu pela porta. Asafe ficou e olhou para ela

− Me leve onde o incêndio aconteceu.

Miako o levou até o pátio dos fundos. O fogo tinha queimado todo o pavilhão. Não havia sobrado nada, tudo era cinzas. O que mostrava que aquele não era um fogo comum.

Asafe suspirou frustrado. Ele se virou para a mulher.

−Nós não somos os monstros que vocês dizem. Porém, se soubermos que vocês fazem parte disso, não posso garantir que sairão com vida. Um alfa que perde seu companheiro destinado, está fadado a enlouquecer.

Asafe saiu por onde entrou. Na rua, seus aliados estavam igualmente furiosos.

As bestas Baku, que tiveram seu irmão morto, compartilhavam o ódio igual ou superior a Akira.

—E então?

− E então voltamos à estaca zero. Eles partiram faz dois dias e não sabem para onde. Samuel lutou com eles, mas deixou apenas cinzas.

− A raposa perdeu?

− Não temos como saber.

− Nos separarmos foi uma péssima ideia. Se tivéssemos atacado todos juntos, teríamos ganhado. Agora eles sabem que estamos atrás deles. – Akira disse frustrado.

− Você tem razão. Dessa vez vamos procurar por pistas todos juntos! Se os encontramos, atacaremos sem piedade.

O grupo de bestas saiu da cidade e partiram para a próxima.

• ────── ✾ ────── •

"Aydan acordou assustado, havia tido um pesadelo terrível. Ele tinha medo e uma tristeza crescente que ele não sabia de onde vinha. Ele olhou para o seu quarto no templo, mesmo no escuro ele sabia onde cada móvel estava. A saudade daquele lugar era ainda maior. Ele pulou da cama e desceu as escadas com pressa. Ao chegar à cozinha, Rute estava de costas para ele mexendo no fogão a lenha.

Ele se aproximou dela e a abraçou com força.

− Rute! Graças aos deuses!

− Irmão? O que houve? − Ela virou para ele preocupada.

− Eu..eu achei..− ele tentou dizer, mas não conseguia. Uma tristeza profunda o sufocou.

− Aydan? − ela olhou para baixo, percebendo que suas mãos e roupas estavam vermelhos.

Aydan tentou segurá-la, mas seu corpo parecia perder as forças e a irmã ficava cada vez mais distante.

− Rute, por favor! − Ele pediu, mas sua voz não saiu."

− Aydan?

Ele abriu os olhos e Rinne estava ao seu lado. Ele sentou-se confuso, olhando para um quarto de madeira simples.

− Rinne? Onde é isso?

− Eu não sei, acordei a pouco tempo. − Rinne disse com tristeza. Os dois se olharam e se abraçaram chorando, agradecendo por ainda estarem juntos.

Aquele lugar não parecia ser bordel. Um criado trouxe comida e fechou a porta sem nada dizer. Aydan caminhou até a janela e enxergou somente árvores.

− Eles parecem ter nos mudado de lugar. −Aydan pensou em voz alta.

− Eu acho que foi por causa das bestas. O companheiro de Rute disse algo como reforços.

Aydan não conseguia criar qualquer teoria. O luto era forte e recente. Parecia tudo um pesadelo e ele queria voltar para o início de seu sonho. A vida deles no templo era pacífica e seu pai tentou escondê-los de toda a maldade do mundo. A balança do equilíbrio parecia ter pesado demais para o lado bom, e agora eles tinham que ter uma dose de sofrimento.

Mas, até quando?

Os dias se passaram e eles não sabiam quantos. A menina ômega não estava entre eles e não tinha sido vista desde o bordel.

Rayden também não apareceu, respeitando o luto de Aydan, ou apenas ocupado demais em seus negócios.

Na última noite da hospedaria, Raiden mandou chamar Aydan. O ódio que sentia por ele parecia ter tomado dimensões incalculáveis. Ele enviou um conjunto de vestes novas, mas Aydan apenas o jogou pela janela com asco.

Chegando no quarto, uma grande mesa tinha sido posta com peças de porcelana, prata e cristal.

Raiden olhou para Aydan dos pés à cabeça.

− Onde está o conjunto que te enviei?

−Joguei fora. Você acha que isso é uma espécie de jantar romântico e que eu me daria ao trabalho de me arrumar para você?

− Uou, mais que língua ferina. − Raiden sorriu arrogante e se aproximou dele.

− Eu acho que você está se esquecendo da sua situação e com quem está falando...eu tenha sido extremamente bom para você, mas vejo que meus atos não são reconhecidos.

Aydan parecia enxergar vermelho. Sua raiva era tanta que ele parecia ter dificuldade de respirar. Ele pegou uma faca de prata na mesa e avançou contra Raiden.

− Seu desgraçado! Eu te mato! − Raiden conseguiu desviar por pouco e segurou o punho dele. Aydan não se deu por vencido e lhe atacou com chutes e socos. − Filho da puta! Eu desejo que você morra da forma mais dolorosa possível!

−Ora seu! − Raiden conseguiu contê-lo com dificuldade. Ele ficou surpreso com aquela velocidade de ataque. − Eu disse que não tive culpa pela morte da sua irmã! A culpa de tudo foi daquela besta raposa, que teve que aparecer!

− O único culpado é você! Eu te odeio! Te odeio com todas as minhas forças!

Raiden ficou sério por um momento e logo depois arrastou Aydan para cama e foi até a sua mala, vasculhando por um momento até encontrar um chicote.

− Se você me odeia tanto, te darei motivos para me odiar.

Ele virou Aydan e bateu em suas costas. Aydan sentiu suas costas arderem um pouco, mas estranhamente, não sentiu nenhuma dor. Ele mordeu os lábios com raiva.

Raiden pareceu esfriar sua raiva. Ele largou o chicote no chão e deitou em cima de Aydan o abraçando.

− Por que você me odeia tanto? Por que diz palavras tão cruéis e me faz te machucar dessa forma? − Ele cheirou Aydan na glândula que ficava no pescoço, Aydan não tinha soltado nenhum feromônios, e ainda sim cheirava bem. −Você deveria ser meu, Aydan...

Raiden o virou para ficar cara a cara com ele.

− Você pode me odiar, mas não irá se livrar de mim! Farei com que nós dois tenhamos um vínculo eterno. Você quer que eu te dê uma boa notícia? Meu curandeiro disse que é possível termos um filho juntos.

Aydan o encarou, lívido. Aquilo não podia ser verdade, seu pai disse que seu corpo era compatível apenas com seu companheiro. Ele sentiu Raiden encostar a mão em sua barriga.

− Você está louco! Isso não é possível...− Aydan preferia morrer a ter um filho daquele abusador.

− Veremos! Eu vou me empenhar ao máximo para isso. − Raiden começou a beijar seu pescoço, o deixando apavorado. Ele não tinha tomado nenhuma pílula dessa vez.

− Espera! Se você não quer que eu te odeie, então respeite o meu luto. − Aydan disse sem forças, ele tinha que usar qualquer tipo de sentimento que Raiden tivesse por ele.

Raiden parou de tocá-lo, e o olhou pensativo.

−Tudo bem, se você for obediente, eu te darei o tempo que você quiser. Mas para isso, você terá que vestir a roupa que eu quiser e jantar ao meu lado.

Aydan pensou naquilo, talvez quando confiasse nele, ele poderia usar uma brecha para matá-lo.

− Okay. Mas se você quer que eu tenha o seu filho, eu quero ser livre e não ficar o dia inteiro trancado. − Ele atirou um blefe.

− Confiança se conquista... mas te darei um pouco de liberdade. Veremos como você se comporta. — Ele o olhou seriamente, pegando seu queixo.

Ele sabia que enquanto mantivesse o irmão mais novo de Aydan preso, ele não fugiria sozinho.

Aydan assentiu, obediente, pedindo para ir até seu quarto se trocar, mandando o criado buscar aquelas roupas odiosas. Ao tirar a roupa, ele olhou para as costas nuas no espelho, vendo que elas continuavam brancas e sem nenhuma marca do chicote.

“Estranho, eu senti ele me bater e parecia ter usado muita força”

Rinne o olhou confuso enquanto ele vestia uma túnica verde esmeralda.

—Você vai vestir isso? Vai fazer exatamente o que ele quer?

Aydan caminhou até Rinne, segurando seu rosto e falando baixinho.

— Confie em mim.

Eles não poderiam vencer aqueles caçadores através da força, mas a manipulação era uma arma usada pelas mulheres há séculos. A fim de se verem livres da maldade dos homens, e assim deixar que pensassem que estavam ditando as regras e dando as cartas.

❖❖❖
Notas de Rodapé

Acho que quando criei o Rayden eu devo ter colocado um manual completo de "Como ser um boy escroto" na panela :v o cara se acha um alecrim dourado na vida do Aydan (҂⌣̀_⌣́)

Apreciadores (0) Nenhum usuário apreciou este texto ainda.
Comentários (0) Ninguém comentou este texto ainda. Seja o primeiro a deixar um comentário!