Águas Profundas (Em Andamento)
Esfinge
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Tipo: Romance ou Novela
Postado: 18/06/22 15:54
Editado: 19/06/22 21:22
Qtd. de Capítulos: 19
Cap. Postado: 18/06/22 17:29
Avaliação: 10
Tempo de Leitura: 12min a 16min
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Palavras: 1934
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Não recomendado para menores de dezoito anos
Águas Profundas
Capítulo 5 Capítulo 5

Aydan tinha perdido as contas de quantos dias eles estavam presos. Os mercenários paravam no máximo duas vezes para dar água. Os homens tinham ordem de não os tocar, mas Aydan tinha medo de imaginar o porquê.

Depois de mais um dia de viagem eles chegaram num casarão cercado por guardas.

− Ei se mexam, putas! Saiam daí

O homem puxou cada um deles.

− Sigam o criado e não criem problemas. Vocês não vão querer conhecer a ira do nosso líder! O primeiro que tentar fugir, vai ser estripado como um porco.

Eles seguiram o criado até o lado da casa e ele os levou ao que parecia uma sala de banho.

− Tirem a roupa e lavem-se. Depois vistam as roupas que estão na mesa.

Rinne foi até o lado de Aydan.

− Irmão...

− Ouçam o que ele diz, não podemos fazer nada por agora. -Aydan falou baixinho.

Assim eles se lavaram e colocaram as roupas.

−Agora me sigam, andem logo!

O criado os guiou até os fundos da casa onde tinha grades do chão ao teto e algumas camas no chão para dormir. Aydan viu mais dois ômegas, um menino e uma menina com a mesma idade de Rinne e Rute e marcados com o sinal característico. Ele percebeu aquele padrão estranho, a princípio, o motivo de serem raptados era por serem ômegas. Na cultura local, por conta de os ômegas serem afetados pelos feromônios e assim se tornarem cativos, eles eram frequentemente abusados, assim como as mulheres comuns.

Aydan foi interrompido de seus pensamentos quando um grupo de homens entrou pela porta. Ele reconheceu alguns mercenários que os prenderam, mas esses deram espaço para um homem alto passar. Ele tinha cabelos de um louro escuro, presos com um grampo de prata, suas roupas não eram surradas e nem sua aparência era suja como as dos outros. Parecia estar na casa dos trinta anos e o rosto possuía uma fina cicatriz que cortava da boca até o olho esquerdo, exalava superioridade e ninguém precisa dizer que ele era um alfa dominante e o líder ali.

O Homem chegou perto da grade os analisando.

−Dessa vez vocês se superaram. -O olhar dele se fixou em Rinne e Rute e logo depois pararam em Aydan e ele franziu as sobrancelhas com alguma dúvida. Aydan também o encarou, assim como Rinne e Rute. Faria diferença mostrar medo e chorar?

−Eles parecem ser destinados a grandes bestas, isso será divertido. − Ele sorriu e Aydan sentiu seu couro cabeludo coçar.

−Os alimentem, não quero eles morrendo de fome. − Ele deu ordens e saiu junto com o grupo.

Os criados trouxeram uma panela com sopa e alguns pratos.

− Comam e durmam. Eu não quero ouvir conversa fiada. − Ele saiu e fechou a grade com uma chave.

Aydan e os outros atacaram a comida, o gosto não era bom, mas a fome era muita. Os ômegas sentados apenas o observaram.

Aydan sentou do lado deles com o prato.

− Quanto tempo faz que vocês estão aqui?

− Não sabemos, fazem alguns dias, mas não sei quantos.

− Eles disseram o que vão fazer com a gente?

Eles balançaram a cabeça.

− Pelo visto, é algo relacionado com os nossos companheiros − Rute sentou-se próximo dele. Como sempre, ela era a mais espertas entre eles.

−Que diferença faz quem são nossos companheiros? − Rinne fez cara feia, indignado mais uma vez com o fato de ser marcado.

− Logo vamos descobrir, eles não vão nos deixar trancados aqui para sempre. − Rute falou séria e Aydan concordou.

Depois de comerem eles deitaram exaustos. Perdendo a consciência em minutos. Depois de algumas horas, Aydan foi acordado por um guarda. Ele olhou pela janela e viu que era noite.

− Vamos, mexa-se. O líder quer vê-lo

Aydan ficou um pouco desorientado, mas obedeceu. Ele olhou para os outros que ainda estavam dormindo e seguiu o guarda.

O homem era um alfa grande e estava armado com uma espada, Aydan não teria nenhuma chance de derrubá-lo. Depois de atravessarem um pátio interno, ele parou em uma porta.

−Entre. − O guarda mandou.

Aydan abriu a porta e entrou. O quarto era grande e luxuoso e sentado no sofá estava o homem que Aydan tinha visto mais cedo.

−Boa noite. − Ele levantou uma taça de vinho.

Aydan ficou parado em silêncio o encarando.

−Você é mudo? Venha até aqui e sente-se.

Aydan não queria proximidade com aquele homem, porém queria descobrir o propósito dele e dos outros estarem ali, assim como encontrar uma forma de fugir, então ele sentou-se no sofá o mais longe possível.

− Qual o seu nome?

− Aydan.

− Belo nome, combina com você. −Ele sorriu enquanto seu olhar descia pelo seu corpo o analisando. − Você é o ômega mais velho que eu já encontrei num templo. O que houve com seu companheiro?

Aydan deu de ombros.

− Eu não sei.

− Hmn, talvez ele tenha morrido.

−Talvez sim. O que o senhor pretende fazer conosco? −Aydan foi direto ao ponto.

− Uou, você nem pergunta meu nome e quer me interrogar? − Ele sorriu e foi para o lado de Aydan.

Aydan sentiu seu estômago afundar com a aproximação, essa era a primeira vez que um alfa chegava tão perto dele. Ele segurou seu rosto o admirando.

− Você é o ômega mais bonito que eu já vi e olha que eu conheci vários deles. Seus olhos parecem duas esmeraldas.

Aydan sentiu um cheiro estranho pinicar seu nariz.

"Esses são... os feromônios dele?"

O cheiro, assim como os feromônios dos outros alfas que ele tinha conhecido na floresta, não o deixavam nenhum pouco excitado, pelo contrário, seu corpo os repelia. Aydan não aguentou mais e se afastou dele.

−Pelo visto meus feromônios são inúteis. − Ele levantou e foi até a mesa onde tinha algumas garrafas e taças. Ele serviu o líquido e ofereceu a taça para ele. − Beba.

− Eu não bebo.

− Não foi uma pergunta, foi uma ordem. − Ele suspirou e deixou a taça na mesa na frente dele. − Sabe, eu acho que você está se esquecendo que eu tenho seus irmãos cativos. Talvez eles não sejam tão importantes assim. O que você acha de chamar um deles até aqui?

Os olhos azuis o fitaram com malícia e ele tirou uma pequena adaga da bota, fazendo Aydan entender o que ele estava insinuando. Aydan pegou a taça e bebeu todo o vinho, a bebida queimando em sua garganta.

− Sábia escolha. Agora vamos ver quanto tempo você irá durar. − Ele sorriu satisfeito.

− Do que você está falando?

− Logo vai saber.

Aydan ficou confuso, mas antes que pudesse pensar mais sobre o significado das palavras, seu estômago ferveu com a bebida e o calor pareceu se espalhar por seu corpo, o deixando zonzo.

− O que você me deu? Isso é veneno? − Aydan se apoiou no sofá com aquela calentura.

Ele gargalhou.

− Não. É um remédio que induz o cio, produzido pelo meu melhor mago de poções da capital. Ele parece ter feito efeito rápido no seu corpo, ou eu coloquei demais. − Ele colocou a mão no queixo pensativo.

Enquanto isso, Aydan sentiu um calor insuportável e uma dor atacar seu ventre. Aquilo não era parecido com seu cio real, pois o deixava com dor. Ele sentiu um líquido molhar suas calças.

− Que cheiro agradável você tem. − Ele caminhou até Aydan e passou a mão em seu rosto. − Me deixa com vontade de devorá-lo.

Aydan sentiu-se ainda mais enojado com o cheiro e o toque, ele teria lutado, mas seu corpo perdeu as forças. O homem o pegou no colo e logo foi colocado numa superfície macia, Aydan o olhou com raiva, mas logo sua visão ficou escura e ele perdeu a consciência.

• ────── ✾ ────── •

No dia seguinte, Aydan acordou com sua cabeça latejando, ele olhou ao redor e percebeu que estava numa cama estranha. Ele tentou se lembrar de como chegou ali, mas não conseguia. Ao tentar se mover ele sentiu uma dor no quadril e seu crisântemo doía. Ele percebeu que estava nu e levantou o lençol para se olhar e lágrimas caíram enquanto ele juntava os fatos. Uma mistura de sentimentos tomava conta de si: raiva, nojo e vergonha. Uma serva entrou no quarto trazendo comida e chegou perto da cama.

− Eu trouxe comida para você. Eu também trouxe ervas medicinais para ajudá-lo a tomar banho.

Aydan não se virou para encará-la. Sentiu a pessoa se aproximar e tocar em seu ombro.

− Eu sei o que aconteceu. Não é primeira vez que o senhor Raiden faz isso. Você irá se sentir melhor quando tomar banho.

Aydan se virou e olhou para uma senhora de cabelos brancos e vestes simples. O olhar dela era de compaixão e ele aceitou a ajuda, tomando um longo banho. Logo depois ela lhe deu uma pílula medicinal e instantaneamente a dor passou. Era a primeira vez que ele tinha acesso a pílulas mágicas.

− O senhor disse que você pode ficar nesse quarto se quiser.

Apesar de Aydan não ter coragem de olhar para seus irmãos, ele não queria ficar ali até ele voltar. Assim, ele voltou até a cela.

Rinne e Rute estavam acordados e pularam do chão quando o viram.

− Irmão! O que fizeram com você?

Os dois o abraçaram ao mesmo tempo quando ele deu um passo para dentro da cela.

− Não se preocupem, eu estou bem. − Ele mentiu. Não tinha coragem de dizer o que aconteceu e não queria preocupá-los.

− Onde eles te levaram? -Rinne não se convenceu.

− Eles me fizeram beber uma droga que estão testando. Eu não lembro de nada desde que bebi.

Os outros ômegas se aproximaram com curiosidade.

− Droga? Que tipo de droga?

− Eu não sei. Eles não me disseram.

Os ômegas se entreolharam com medo, sem ter o que fazer.

Aydan caminhou até o colchão e sentou-se fechando os olhos. Tinha que arrumar alguma forma de fugir o mais rápido possível dali.

• ────── ✾ ────── •

Raiden examinou o mapa em sua mesa, marcando alguns pontos.

− Eu acho que já podemos colocar o nosso plano em prática. O medicamento foi um sucesso, não demorou nem cinco minutos.

− Onde o senhor pensa em usá-los primeiro?

− Eu ouvi rumores que no Sul existe uma besta Baku, de nível médio. Para um primeiro teste, vai servir.

− Quantos ômegas iremos levar?

− Os dois que vocês prenderam na região. Arrume tudo para amanhã cedo.

Os homens se retiraram e ele chamou a serva.

− E o ômega, continua no meu quarto?

− Não senhor. Ele pediu para voltar para a sua cela.

− Você deu a pílula que eu mandei? −a serva assentiu e ele a dispensou.

Ele lembrou da noite passada. Era raro algum ômega masculino prender seu interesse, mas aquele ômega era diferente de algum modo. Ele tinha estudado tudo que podia sobre bestas e seus ômegas, de alguma forma, a natureza conseguia produzir um ômega compatível com a espécie da besta, se existisse uma fera que conseguisse ultrapassar o nível médio e tomasse a forma humana, habitando na mesma região por um tempo, nasceria um ômega compatível com ela no mesmo território. Por isso, era estranho encontrar um ômega mais velho em um templo. Raiden lembrou dos olhos dele, havia algo em seu olhar que ele não sabia identificar, os olhos verdes o encaravam sem hesitar, como se quisesse prendê-lo, hipnotizá-lo.

− Que espécie de besta teria um companheiro assim...

❖❖❖
Notas de Rodapé

Não me matem!! tenham piedade :v

Eu sei que eu disse que não teria censura na minha história, mas não tenho estômago para descrever cena de estupro..deixarei a safadeza para os casais principais e secundários huhuhu

Esse esqueci de comentar, mas esse será o último capítulo citando esse companheiro misterioso (´~`) talvez tenha ficado repetitivo, mas queria explicar alguns detalhes e não vou entregar ele de mão beijada kkkk vcs que lutem para descobrir ╮(′~‵〞)╭

Até a próxima, gente má!

Apreciadores (1)
Comentários (1)
Postado 18/06/22 18:53

Raiden-seu-desgraçado-bocó-besta-qualquer outro xingamento. Tadinho do meu precioso bebe bundudo.

Srta.Esfinge eu vou te dar uns tapas, gentilmente, mas vou. Você não é repetitiva, pelo contrário, prende minha atenção muito fácilmente AAA.