O fio vermelho do destino (Em Andamento)
ThaiDragomir
Usuários Acompanhando Nenhum usuário acompanhando.
Tipo: Romance ou Novela
Postado: 09/01/23 00:07
Editado: 09/01/23 22:24
Qtd. de Capítulos: 2
Cap. Postado: 09/01/23 22:24
Avaliação: Não avaliado
Tempo de Leitura: 14min a 19min
Apreciadores: 0
Comentários: 0
Total de Visualizações: 21
Usuários que Visualizaram: 1
Palavras: 2359
[Texto Divulgado] ""
Não recomendado para menores de dezoito anos
O fio vermelho do destino
Capítulo 2 Princesa de Asgard

Brunilde entrou em uma ala coberta pela natureza, as mais belas árvores e as flores mais raras, o jardim onde Alissa amava meditar, conectar-se plenamente com a natureza, correndo os olhos pelo local pode vê-la em plena harmonia com as águas

Brunilde entrou em uma ala coberta pela natureza, as mais belas árvores e as flores mais raras, o jardim onde Alissa amava meditar, conectar-se plenamente com a natureza, correndo os olhos pelo local pode vê-la em plena harmonia com as águas. A valquíria fez uma reverência chamando-lhe.

Saindo das águas ergueu-se uma bela mulher, corpo curvilíneo, longos cabelos escuros num tom de roxo, erguendo seus lindos olhos de uma cor ametista para a valquíria sorriu-lhe afinal se sua amiga estava ali significava que dera certo seu plano de salvar os humanos.

— Bru-chan que bom ver que está inteira — Alissa disse maliciosa.

A valquíria revirou os olhos, sabia que apesar de tentar infelizmente ela tinha pego a mania de Loki de ser zombadora.

— Perdoe-me por interrompê-la, mas tenho um recado de seu pai, ele quer que vá ao conselho — Brunilde disse simplesmente.

Alissa franziu as sobrancelhas, afinal para sua amiga ser tão formal era um assunto sério.

— O que aconteceu Brunilde?

— Não posso lhe dizer, temos que ir os outros deuses estão lhe esperando — Brunilde disse simplesmente, não seria fácil não contar a ela tudo, afinal um dom que Alissa tinha era de conseguir todas as respostas quando queria algo.

Isso prendeu totalmente a atenção de Alissa, afinal seu pai tão cedo não pensou em apresentá-la aos outros deuses, ao ver a cara séria da valquíria ela assentiu e dirigiu-se imediatamente de volta ao conselho.

Ao chegar em frente às enormes portas da sala do conselho a jovem travou, nunca conhecera outros deuses além de seu pai e irmãos, afinal muitos deuses de Asgard por não saberem suas origens não tinham curiosidade de conhecê-la, talvez isso devesse ter dedo de seu pai, afinal ele sempre foi muito protetor mantendo todos longe de si, encheu-se de coragem e ergueu sua cabeça ao alto, afinal podia ser uma semideusa, mas não era qualquer uma, abriu as portas e sentiu todos olhares para si, olharam-na dos pés a cabeça, isso soou interessante na cabeça da jovem, já que para uma semideusa prender a atenção dos deuses mais arrogantes o caso era mais sério do que ela pensava. Odin tomou a frente indo em direção a sua filha, pegando-lhe a mão e lhe dirigindo ao assento ao seu lado entre ele e Thor, olhando discretamente a seu irmão percebeu seu tom mais sério que o normal, isso não seria surpresa nenhuma se Loki não estivesse com a mesma cara. Como uma boa dama reverenciou os outros deuses com a cabeça e ergueu os olhos em direção ao seu pai em uma conversa silenciosa, um dom que ambos tinham de adivinhar os pensamentos um do outro, Odin suspirou e lhe explicou a situação.

— Os deuses decidiram pelo Ragnarok, poupe-me da falsa surpresa — Odin disse ao ver o olhar de espanto de sua filha, afinal ela saber da proposta das valquírias não seria surpresa nenhuma, era muito amiga de Brunilde e continuou.

— Gaia e Moros revelou que os deuses irão perder, isso vai culminar no caos tanto no mundo dos humanos como no mundo dos deuses.

As linhas de pensamento de Alissa estavam a mil, era uma surpresa imaginar um futuro assim, tentando dar um sentido a tudo aquilo, apenas acenou para seu pai que continuou a explicação.

— Eles propuseram uma oferta ao invés da luta — Odin disse simplesmente.

Alissa olhou com total atenção, começando a entender o que estava acontecendo ali, seu pai era muito direto, mas parecia que ele fazia um esforço para contar tudo.

— Duas linhas de futuros existentes a do Ragnarok e da tal oferta, pelo fato de não ter me apresentado quando entrei, posso supor que tenha alguma relação comigo? — Alissa perguntou seriamente.

— Todos já sabem de você, contei tudo, com isso sim a oferta tem relação com você — Odin olhou sua filha como se tivesse com dor de revelar tal coisa, Gaia vendo sua hesitação tomou a palavra.

— Minha querida é um prazer ver-lhe pessoalmente, tão bela como eu sabia que seria — Gaia disse lhe olhando com amor, ficando mais séria disse:

— A oferta é uma união, um casamento entre você e um dos participantes do Ragnarok, tirando quatro deles, claro, seus irmãos, pai e Zeus — Gaia disse simplesmente.

Alissa olhou seriamente para seu pai e após isso olhou para Gaia respondeu-lhe

— Prazer em conhecê-la, apesar de sentir que conheço você a tempos, sobre tal proposta quero lhe fazer apenas uma pergunta.

Os deuses olharam surpresos para jovem, apesar de muito nova tinha uma elegância e uma maturidade maior que muitos deuses, Gaia sorriu e assentiu.

— Me é permitido ver esse futuro do Ragnarok? — afinal para haver apenas dois futuros tinha que ter o direito de ver qual o melhor para si, poderia ser arrogante pensar assim, mas pela seriedade de tal conferência parecia que não teria muitas opções.

Gaia olhou para Moros que assentiu e lhe mostrou o que acontecerá neste futuro, vendo o futuro que aguardava apertou seu coração, olhou para seu irmão Loki, não poderia crer que o perderia, ele poderia ser um pé no saco, mas o amava, também não permitiria que vidas fossem em vão, todas as valquírias apesar de não saber a verdade sobre sua origem eram muito amáveis consigo.

— Certo, como vai ser este arranjo? — Alissa respondeu de forma dócil.

Odin olhou para sua filha e ela respondeu com um olhar sério, isso significava que iriam conversar após.

— Você irá sortear o seu noivo — Gaia disse simplesmente.

Alissa sorriu ao perceber que para deusa era uma espécie de jogo, decidiu seguir suas ordens e acenou. Gaia sorriu maliciosamente e pediu para Hermes trazer uma enorme caixa que se encontrava na sala ao lado, voltando rapidamente Hermes deixou a caixa em frente a Alissa, Gaia apontando com um dedo lhe explicou

— Dentro desta caixa encontram-se os nomes dos deuses, obviamente você não saberá, deve colocar sua mão aí, vai encontrar uma runa, assim que pegá-la o nome vai aparecer fora da caixa — Gaia explicou de forma simples.

Alissa acenou e colocou sua mão na caixa, ao pegar a runa sentiu algo frio em sua mão, o nome foi aparecendo na caixa e para surpresa dos deuses o nome que apareceu foi o de Poseidon, o rei dos mares. Ela olhou para o nome e serenamente olhou para Gaia que apontou para Poseidon, que lhe observava atentamente para surpresa dos outros deuses.

Seus olhos ficaram fixos, em seus olhos uma genuína curiosidade e nos olhos dele um nojo evidente, para surpresa dele você foi a primeira a desviar o olhar e falou para Gaia em tom claramente debochado.

— Presumo que não tenha nada com isso não é?

Gaia olhou com curiosidade para si e Alisa explicou.

— Curioso o fato do meu futuro marido ser o Deus mais arrogante e que ironicamente foi o primeiro a ser derrotado no Ragnarok — Disse simplesmente como se não fosse nada.

Os deuses arregalaram os olhos olhando para Poseidon, que lhe observava com um sorriso maléfico.

— Sua semideusa, com quem pensa que está falando?

Alissa ignorou o que ele lhe disse e continuou olhando para Gaia que sorriu e lhe disse

— Minha querida foi você que escolheu, não tenho nada com isto, pode perguntar a Moros se não acredita em mim.

Alissa olhou para Poseidon dando-lhe seu sorriso mais debochado e lhe respondeu.

— Não me interessa que és, eu sei que é uma das trindades, dos três grandes do olimpo, imperador dos mares, ou melhor, tirano dos mares, seus títulos não me afetam em nada, mas devo lhe dizer eu não sou qualquer semideusa, não me subestime.

Os deuses olharam espantados para si, não podiam crer em tamanha audácia que ela tinha, ninguém ousava falar com Poseidon desta maneira. Apesar da cara de seriedade de Odin e Thor pode observar um olhar de orgulho direcionado a si, enquanto Loki não fazia questão de esconder o sorriso malicioso olhando para a irmã. Poseidon calmamente ergueu-se jogando a longa mesa pelos ares e facilmente levantou seu tridente em direção a Alissa fazendo os outros deuses ofegarem, ela elevou as sobrancelhas dando-lhe um sorriso doce levantou a mão e uma rajada de vento foi em direção ao Deus fazendo com que ele fosse para trás, todos olharam surpresos para ela que dirigiu a palavra a Poseidon.

— Pensei ter dito que não sou qualquer semideusa, não estou feliz com este arranjo, estou fazendo isso por amor a meu irmão, pelas valquírias e pelos humanos que apesar da natureza sofrer muito com suas ações, não posso esquecer que metade de mim pertence a esta raça — disse com os olhos em chamas e maliciosa continuou a falar.

— Mas se não está satisfeito, o imperador dos mares pode pedir ajuda de outro Deus, para que entre no seu lugar.

Poseidon olhou-lhe com ódio em seus olhos o que fez seu sorriso aumentar afinal tinha conseguido ferir ainda mais o ego do deus mais arrogante do olimpo, durante o embate silencioso que se seguiu, Zeus decidiu tomar a palavra.

— Eles vão matar-se na primeira oportunidade, tem certeza que é o melhor arranjo? Podemos refazer o sorteio não? — A pergunta saiu calma, mas ofendeu ainda mais o deus dos mares que respondeu com fúria.

— Eu não preciso de ajuda! — Poseidon estava com tanta raiva que seria capaz de causar um tsunami no local.

Odin sentindo que isso não acabaria bem se dirigiu a Gaia

— Se eles continuarem com este arranjo devemos por regras — Sua fala atraiu a atenção de todos e Gaia que parecia estar adorando aquela cena toda concordou com um aceno, mas para surpresa de todos quem falou foi Hades.

— Casamento arranjado com um início assim pode ser uma catástrofe maior do que a que estamos tentando evitar, para começar a primeira regra que deveria ser estabelecida é que eles não tentassem matar-se — A fala foi mansa, olhando para os dois como se tivesse olhando para dois adolescentes, ele suspirou aquilo seria difícil conhecia seu irmão muito bem.

— Só a semideusa me respeitar — Poseidon disse em tom irônico ocasionando uma gargalhada em Alissa que respondeu.

— Você tem problema de memória ou o quê? — Sua pergunta foi feita de maneira brincalhona mas seu olhar estava flamejante e continuou.

— Meu nome é Alissa, para começo para de me chamar de semideusa ou eu vou arrumar um apelido para você, sei que não vai gostar — Surpreendentemente Poseidon ergueu as sobrancelhas como se tivesse gostando do embate.

— É sua raça — Disse olhando para ela sorrindo.

Vendo que aquela discussão não daria em nada Gaia resolveu apelar para o ego de ambos

— Muito bem chega! Alissa minha querida, primeiramente vamos aos fatos, você concorda com o arranjo?

— Sim — Alissa respondeu simplesmente.

— Poseidon?

— Sim — Poseidon falou entredentes.

— Ótimo, sobre as regras ambos Odin e Hades tem razão, vocês não podem continuar assim afinal apesar de ser um arranjo o casamento será real.

Alissa olhou para deusa não conseguindo conter o rubor em sua face o que ocasionou em um olhar curioso de Poseidon, vendo que ela claramente estava envergonhada resolveu pergunta-lhe.

— Você entendeu que vai casar comigo em todos os termos?

— Sim, então Gaia quais são as regras? — Alissa resolveu não esticar muito, como iria explicar que realmente não pensou nessa parte do acordo, seu pai era Odin e seus irmãos Thor e Loki, ou seja, jamais se envolveu com outra pessoa, apesar de não saberem suas origens eles faziam questão de espantar todos de perto de si, essa área era totalmente desconhecida, como explicar isso para um deus arrogante com milênios de anos a frente neste quesito.

— Primeira é que vocês não tentem matar-se, isso sem discussão, claro que vocês têm que conhecer-se melhor — Ambos ficaram com uma cara de nojo com a fala final da deusa.

— Segundo o respeito, ambos têm que respeitar-se, não falo isso em questão de respeito pelo fato de Poseidon ser um Deus Alissa — apressou-se a dizer vendo que ela iria protestar.

— Quis dizer que ambos irão casar-se e isso será pela eternidade já que a morte só irá separar você se alguém os matar — Gaia disse sorrindo e ambos assentiram para deusa.

— Sobre o anúncio do casamento não será necessário reunir todos novamente, apenas os líderes de cada panteão irá fazer a comunicação, após isso o prazo para o casamento será daqui uma semana.

— O casamento será feito em Asgard, Alissa é uma semideusa do panteão nórdico, será uma transição para o grego já que por casamento ela passará a fazer parte, claro pelo fato de ser minha filha, não teria qualquer casamento — Odin disse olhando seriamente para Poseidon.

Alissa sorriu para seu pai, sabia que se fosse contra o arranjo seu pai travaria uma guerra pela sua felicidade, dirigiu-se ao seu noivo e pacificamente perguntou-lhe.

— Pode me designar um de seus servos que conheça bem você?

Poseidon olhou em confusão para ela e perguntou

— Porquê?

— Bem, não acho que você esteja ansioso a ponto de ver todos os detalhes do casamento comigo, então o servo seria para ajudar a mesclar meus gostos com os seus — disse com uma voz doce mas com um olhar zombador.

— Você vai ver todos os detalhes? Por que não manda os servos fazerem isso, afinal para isso que eles servem, não? — disse-lhe Poseidon.

— É o meu casamento, sonho com isto desde criança, eu esperava que acontecesse de outra maneira, mas não se pode ter tudo — Alissa disse com um ar sério, quando Poseidon foi responde-lhe Gaia tomou a frente.

— Seria melhor vocês verem esses detalhes juntos, afinal é para isso que serve um casal, não adianta me olhar assim, afinal vocês têm que acostumar-se com a presença um do outro — Gaia disse ao ver que eles iriam protestar, ambos olharam e assentiram para deusa.

— Certo já que está tudo acertado a conferência está encerrada — Moros disse levantando-se e dirigindo-se para porta parando ao dar um recado direto aos outros deuses.

— Eu sei o destino, lembre-se não adianta tramar nada, o futuro que foi decidido hoje está destinado a acontecer.

❖❖❖
Apreciadores (0) Nenhum usuário apreciou este texto ainda.
Comentários (0) Ninguém comentou este texto ainda. Seja o primeiro a deixar um comentário!

Outras obras de ThaiDragomir

Outras obras do gênero Erótico ou Adulto

Outras obras do gênero Fantasia

Outras obras do gênero Romântico

Outras obras do gênero Sobrenatural