O amor da minha alma (Em Andamento)
ThaiDragomir
Usuários Acompanhando Nenhum usuário acompanhando.
Tipo: Romance ou Novela
Postado: 09/01/23 01:44
Editado: 09/01/23 23:43
Qtd. de Capítulos: 2
Cap. Postado: 09/01/23 01:44
Cap. Editado: 09/01/23 01:44
Avaliação: Não avaliado
Tempo de Leitura: 20min a 27min
Apreciadores: 0
Comentários: 0
Total de Visualizações: 30
Usuários que Visualizaram: 1
Palavras: 3345
[Texto Divulgado] ""
Não recomendado para menores de dezoito anos
O amor da minha alma
Notas de Cabeçalho

A história é inspirada no anime Shuumatsu no Valkyrie, os demais personagens que aparecem aqui são todos do anime ou das demais mitologias, a personagem principal é da minha autoria assim como tudo descrito nela.

Os feitiços utilizados estão em latim, eu irei traduzi-los no final de cada capítulo embora muitos eu explique durante a história. Algumas poções eu vou utilizar do universo Harry Potter :D

Ela é uma bruxa e então irei explorar todo esse universo de bruxaria, desde as pedras até o significados das cores, no decorrer da historia vou explicando mais sobre.

É uma história 18+ ou seja vai ter muitas cenas de sexo, insinuações e palavrões, leia por sua conta em risco!

A Capa maravilhosa do livro foi feita por @AleatoriaComFome, obrigada por essa linda obra de arte❤❤

Em demais vou avisando ao longo dos capítulos!

Boa leitura❤

Capítulo 1 A bruxa

Distanciando-se cada vez mais da cidade, Blair estava aflita era uma noite estrelada, no entanto, embrenhando-se na mata não tinha sinal nenhum de uma alma viva, no entanto, preferia assim, sua enorme barriga estava cada vez mais pesada e tinha dificuldade ao andar, o vilarejo onde vivia mais ao longe dali as pessoas a tinha acusado de matar as crianças para poder ter filhos, no entanto, era uma bruxa, mas sua gravidez não se dava a esse fato, conhecerá um rapaz muito belo que a prometeu casamento, no entanto, ele faleceu antes de saber que seria pai, deixando-a sozinha para cuidar do bebê.

Blair sentindo as dores do parto parou de andar, pela fuga passará dias caminhando o que antecipou seu parto, deitando-se à beira de uma árvore olhou para o céu estrelado, era muito devota da deusa Hécate, começou a rezar para deusa guiá-la no parto, ouvindo sons de passos viu a própria deusa aos seus pés.

— Tenha força, sua dor será compartilhada comigo — A deusa falou suavemente auxiliando-a, quando a criança nasceu Hécate a pegou e disse

— Terá minha graça e minha herança, será uma de minhas filhas, não terá que fugir como uma ladra, não terá medo da morte, pois abençoe-lhe com a vida e ninguém irá contra minha palavra, terá imortalidade dos deuses pequena Sarah- Hécate disse segurando-a a pequena menina que tinha os cabelos negros como a escuridão da noite e os olhos cinzas.

Blair acordou horas depois com o dia amanhecendo, ouvindo passos assustou-se e tentou levantar-se, mas não conseguia sair do lugar, sentiu que sua vida estava no fim, pegando sua pequena Sarah olhou-a com amor.

— Que sua vida seja repleta de amor, estarei sempre ao seu lado guiando seus passos, um dia tornara-se uma linda mulher e uma maravilhosa bruxa — Blair desejou ao olhar nos olhos cinzas de sua pequena.

— Minha nossa! Querida você está bem? — Uma idosa aproximou-se a olhando com cuidado, a mulher, no entanto, tinha uma aura muito encantadora, tinha uma cesta de frutas colhidas da floresta.

— Não tenho muito tempo, por favor cuide da minha filha, seu nome é Sarah — Dizendo isso Blair sentiu o deus da morte próximo a si e sussurrando que amava sua filha partiu com ele de bom grado.

Olhando desesperada para a cena a mulher pegou a bebê e apaixonou-se por ela, resolveu atender o pedido da moça e vendo um livro estranho o pegou colocando junto a pequena Sarah na cesta e a levou para casa, chegando em casa explicou tudo ao marido, olhando mais atentamente para o livro que tinha pego junto a menina o casal percebeu que se tratava de uma filha de bruxa, apesar do medo inicial que sentiram não pensaram em abandonar a pequena, pois eles não tinham sido abençoados com filhos, sentiam-se sortudos em serem escolhidos para cuidar de Sarah.

Sarah sempre soube ser uma bruxa, desde sempre a magia estava em sua volta, sempre fazia feitiços sem querer quando estava com raiva ou triste, o livro deixado por sua mãe biológica era seu grimório, nele estava escrito todos os feitiços e tudo relacionado a magia que sua mãe aprendeu, assim como coisas pessoais da mesma, Sarah tinha seu próprio grimório, apesar de orgulhar-se de suas origens era discreta, afinal sabia que as pessoas viam com maus olhos as bruxas e não queria prejudicar sua família, ao amanhecer trabalhava na farmácia, local onde vendia as essências, ervas e remédios que fazia, era a renda que a família tinha, seus pais eram muito idosos, então fazia de tudo para cuidar de tudo na casa.

— Sarah, cadê sua mãe querida? — Heitor perguntou a sua filha ao vê-la chegar em casa.

— Ela está no portão conversando com a nova vizinha, mamãe está encantada com sua criança — respondeu.

— Sua mãe adora crianças — Heitor fala sorrindo para sua filha e antes de retrucar vê sua mãe entrando no recinto.

— A pequena Mel é uma criança muito meiga e sua mãe Helena também, parece que são sozinhas no mundo — sua mãe Cibele fala sentindo pela moça.

— Foi oferecer sua ajuda querida? — disse Heitor, era um homem muito justo, mas tinha medo quando a sua esposa fazia muitas amizades, pois as pessoas viam com maus olhos pessoas como Sarah, não queria que sua filha fosse caçada.

— Fique tranquilo querido, não diria nada que pudesse ser usado contra nossa pequena — sua esposa respondeu docemente.

— Eu já sou crescida — Sarah fala rindo em direção a seu quarto.

Uma bela noite de lua cheia anunciava-se e a bruxa estava preparando para suas orações à deusa Hécate, tinha muito respeito e carinho pela mesma, embora esses sentimentos não fossem estendidos aos outros deuses, Sarah pensava que suas maneiras de comandar era um tanto arbitrárias, eles não se importavam com os humanos, para eles os humanos eram um nada e isso a irritava devidamente.

A noite que estendia-se mostrando uma calma absurda começou a imitir um frio incomum para aquela época do ano, era plena entrada do verão, no entanto, o ar estava gélido como a morte, as velas brancas que estavam acesas ainda se apagaram imediatamente, Sarah percebeu que deus Thanatos rondava o local, intrigada saiu de seu quarto a procura do deus, quando uma batida desesperada em sua porta a deixou alerta, quando foi abrir percebeu seus pais chegando assustados no local.

— Mas o que é isso? — seu pai perguntou alarmado e dando de ombros, Sarah abre a porta surpresa ao ver a vizinha com sua pequena filha que não tinha mais que dois anos.

— Por favor ajude-me — Helena a mãe da criança fala desesperadamente e sua mãe a convida para entrar com os olhos arregalados.

— O que aconteceu? — sua mãe pergunta a puxando para sala para colocar a pequena menina desacordada no sofá.

— Antes de contar-lhes tenho que dizer que eu sei que é uma bruxa Sarah — Helena fala atraindo olhares sérios em sua direção.

— Está querendo o quê? — Sarah perguntou friamente.

— Deuses não quero que ache que estou com más intenções, na verdade, eu vim para cá, pois sabia de você, onde eu morava tinha uma velha senhora que também era bruxa e ela protegia a mim e minha filha, antes dela morrer ela disse-me onde estava a bruxa mais próxima — Helena fala desesperada olhando para a filha que começou a suar e para Sarah novamente a pegando pelas mãos.

— Mel é uma semideusa, envolvi-me com Zeus e agora Hera está atrás da gente, a bruxa infelizmente só tinha poderes suficientes para que ficássemos escondidas, uma serpente estava na cama com a Mel e eu acho que ela foi picada — Helena fala rapidamente.

— Entendo, deixa-me ver sua filha primeiro e depois você me explica melhor — Sarah fala examinando a pequena que tinha de fato marcas de uma picada no braço esquerdo, utilizou um feitiço para que o veneno parasse de circular em seu corpo e suspirando foi em direção a cozinha onde mantém as ervas que eram usadas para emergência.

Pegou um caldeirão e colocou cinco bagas de visgo com 100 ml de água e acendeu em fogo alto deixando-o ali por cinco minutos fervendo, após isso retirou as chamas e espremeu as bagas nas laterais do caldeirão com o auxílio de uma colher e colocando novamente para ferver por mais cinco minutos, coou o conteúdo deixando apenas o líquido no caldeirão, com o auxílio de outro caldeirão Sarah colocou o resto 300 ml de água e 50 gramas de folhas secas de erva-de-cobra, colocando para ferver em fogo médio, usando um pilão colocou um bezoar quebrando-o até que ficasse um pó fino e colocou no caldeirão que estava fervendo a deixando em temperatura média por doze minutos, utilizando o mesmo pilão Sarah pegou 100 gramas de chifre de unicórnio e transformou-o em pó colocando no caldeirão após a fervura, mexendo sempre duas vezes no sentido horário e adicionou o caldo feito com as bagas de visco mexendo agora duas vezes no sentido anti-horário, desligando-a quando atingiu um tom roxo, pegou um pequeno copo e colocou 50 ml indo em direção à pequena dando-lhe a poção.

— Te agradeço muito — Helena diz pegando as mãos de Sarah chorando ao ver a filha visivelmente melhor.

— Agora me explica o motivo de ter vindo para cá — Sarah fala olhando-a com seriedade e suspirando a mulher fala.

— Pensei que pudesse nos proteger também, mas não sabia como iniciar uma conversa assim sem você sentir que eu estava tentando tomar vantagens da situação — Helena explicou da forma mais honesta que conseguiu.

— Por qual motivo envolveu-se justo com Zeus? — Sarah pergunta com nojo evidente no rosto fazendo a mulher rir para si.

— Tudo que ele quer ele consegue, ele viu-me no dia do meu casamento e raptou-me para que fosse dele, após me usar ele foi embora, engravidei dele e sua esposa descobriu, agora ela quer a nossa morte, ajude-nos por favor — Helena fala chorando.

— Não posso meter-me nas decisões dos deuses. Hera já sabe onde estão, se ela não soubesse era mais fácil, mas não é esse o problema, estou sentindo a presença de Thanatos aqui, posso protegê-la de Hera, mas ele nunca deixa de levar as almas que ele vem buscar — Sarah disse suavemente fazendo com que a mulher chorasse ainda mais e suplicando ela pediu.

— Que ele me leve no lugar de minha filha então!

— Não é assim que funciona, ele não é um deus que aceita acordos — Sarah fala quando escuta um estrondo na sua casa e a própria deusa Hera em plena glória ali com um olhar assassino em direção a Helena.

— Finalmente achei você, humana imunda — Hera fala com raiva indo em direção a mulher quando Sarah mete-se em sua frente. — É muito feio entrar sem ser convidada, Hera-sama — apesar da fala sair educada em sua direção a deusa pode ver o olhar de nojo da bruxa.

— Está tentando escondê-las de mim? — Hera pergunta olhando docemente em direção a Sarah que sorrindo responde

— Ego te in carcerem — Sarah fala fazendo um movimento com as mãos em direção a deusa, do chão um enorme círculo vermelho formou-se e correntes saíram em direção aos braços da deusa mantendo-a presa, rapidamente a bruxa sussurra um feitiço a fazendo pegar no sono.

— O que você fez? — Helena perguntou a olhando em confusão

— Apenas a prendi temporariamente, mas não irá durar muito, vou fazê-la esquecer temporariamente de vocês, assim vai dar um tempo para pensarmos em algo — Sarah fala chegando perto da deusa colocando suas mãos em suas têmporas.

— Pensei que não quisesse meter-se — Helena diz.

— Infelizmente a partir do momento em que salvei a vida de sua filha eu já me condenei, agora deixa eu me concentrar — Sarah fala vasculhando nas memórias da deusa desde o momento em que saberá a localização de Helena e Mel, alterou as memórias para que a deusa pensasse que ainda estava nas buscas pelas humanas, ainda com ela adormecida a mandou para o olimpo e suspirando virou para Helena para falar.

— Ela vai perceber, já que ela possui a habilidade de alterar as memórias, não vai demorar até que perceba que a sua foi alterada.

— O que vamos fazer? — Cibele sua mãe pergunta aturdida

— Hera condenou duas pessoas a morte, Thanatos não irá sem duas almas — Sarah responde olhando para Helena que suspira ao falar.

— Já fez muito por mim e agradeço, não posso os colocar mais em perigo.

— Você não entende não é? Eles estão condenados, quando Hera recordar-se irá vingar-se em meus pais — Sara falou entredentes e vendo o rosto apavorado de Helena sua mãe pega-lhe pela mão.

— Não se sinta culpada, fez o que era certo para salvar sua filha, querida tem algo que podes fazer não é? — sua mãe pergunta-lhe olhando diretamente em seus olhos e vendo o olhar apavorado da filha sorriu ao puxar-lhe para o abraço.

— Não tenha medo, nossa vida prolongou-se demais até e sabe disso — sua mãe disse-lhe em seu ouvido e chorando Sarah apertou o abraço.

— Mãe...- Sarah tentou falar quando seu pai juntou-se ao abraço e ouviu ele dizer baixinho

— Somos velhos, minha querida, nossa hora iria chegar em algum momento, estamos felizes em salvar duas vidas, sabes que pode fazer isso então faça.

Com o coração apertado Sarah invocou seu cetro e com os olhos fechados invocou o tempo o em sua volta, sua energia fez com que sua magia surgisse em tom roxo e com um pentagrama invocado no chão a bruxa suavemente recitou o feitiço.

— Domine mortis, Te hic suppliciter appello — sentindo o ar em sua volta ficar cada vez mais gélido com um som suave todos ofegaram quando viram o deus Thanatos em pé ao centro do pentagrama.

— Quem invoca-me? — respeitosamente Sarah ajoelha-se diante do deus com longos cabelos prateados e olhos da mesma cor que a olhava poderoso.

— Perdoe-me por perturbá-lo chamo-me Sarah, senti sua presença nos arredores, está a procura de duas almas certo?

— Sarah aquela escolhida a dedo por Hécate para seguir seus passos? — o deus pergunta olhando-a com curiosidade.

— Sim, sou a escolhida por Hécate.

— Sabes perfeitamente que não negocio almas — Thanatos falou friamente para a bruxa que assentindo para o deus responde-lhe seria.

— Sei perfeitamente disso, sabe, no entanto, que nada pode contra mim.

— A bruxa está me ameaçando? — o deus pergunta sóbrio para Sarah que sorri docemente ao responder — Jamais ousaria fazer isso, no entanto, apenas quero que saiba que eu tenho poderes para barra-lo.

O deus viu a resposta como afronta e a bruxa percebeu que seria mais difícil fazê-lo aceitar levar as almas de seus pais no lugar de Helena e Mel, pensando rapidamente ela concluiu que para salvar as duas vidas teria que entrar em confronto direto com os deuses, tinha desconsiderado plenamente essa alternativa em respeito a vida de seus pais, no entanto, como eles ofereceram-se como sacrifício para salvar as vidas das duas, não tinha alternativas, virou para Helena que segurava suavemente sua filha nos braços e depois olhou profundamente com seus pais que perceberam o que a filha faria sorriram em sua direção.

— Animas a morte defendo duas, di suis fatis impedire non possunt — Sarah recita o feitiço lançando em direção a Helena e Mel, o deus sorrindo maleficamente para si disse-lhe

— Estás entrando em algo perigoso e irá responder por isso.

— Vita eorum sit plena laetitia et di numquam eos impediant — Sarah ignorou o deus concluindo o encantamento e olhou para as duas dizendo-lhe

— Estão salvas, nenhum deus poderá interferir em suas vidas, aconselho, no entanto, que partam daqui rapidamente e começam suas vidas em outro lugar.

— Mas Sarah você disse que...- Helena não pode concluir a fala, pois viu a face sombria da bruxa e ela respondeu-lhe

— Disse que não poderia meter-me diretamente nas intenções dos deuses, falei isso, pois no momento que as salvassem meus pais seriam condenados a morte.

— Isso quer dizer o quê? — Helena perguntou assombrada.

— Que eles sacrificaram-se para vocês viverem — Sarah responde simplesmente.

— O quê? Não! Por favor, não! — Helena fala horrorizada olhando para a senhora que gentilmente tomou-lhe a mão para falar.

— Fique tranquila, minha querida, estamos certos disso.

— Será julgada no submundo, vamos — Thanatos intromete-se no assunto levando Sarah e seus pais até o submundo.

Sentado ao trono encontrava-se o Imperador do submundo, um homem alto que continha um tapa-olho projetado em seu olho direito e longos cabelos prateados erguendo-se em várias direções, uma tatuagem peculiar de uma folha tatuada em sua testa, uma gargantilha pontiaguda e uma conta na orelha esquerda seguida com piercings menores, estava vestido com uma gola que se estendia até a parte superior do peito e continha emblemas decorados em ambos os lados do casaco, com jeans num tom puro de branco e sapatos em padrões quadrados, o rei do submundo ergueu o olhar curioso ao ver Thanatos chegar acompanhado de pessoas vivas e não almas.

— Hades-sama uma urgência requer sua atenção — Thanatos dirige-lhe respeitosamente a palavra ao deus e quando o mesmo foi perguntar-lhe o que teria acontecido um estrondo foi ouvido, chegando furiosa ao local estava Hera acompanhada de Zeus.

— Maldita! — Hera ruge em direção a bruxa com fúria tentando possuir seu corpo sorrindo a bruxa falou.

— Seus poderes não irão funcionar em mim.

— Mas o que acontece aqui? — Hades perguntou olhando furioso para Hera e quando a mesma foi responder à bruxa toma a frente explicando a situação.

— Zeus tomou uma humana e teve um filho com ela, sua esposa descobriu e tentou matá-las, por anos elas esconderam-se e Hera finalmente descobriu onde estavam enviando uma serpente para matar a criança, salvei sua vida e com isso a deusa foi furiosa em minha casa, ela jurou as duas de morte, quando a salvei impedi Thanatos de pegar suas almas — Sarah fala suavemente ocasionando em um olhar intenso do rei do submundo em sua direção, ele sentiu-se estranho, parecia conhecer aquela voz, seu coração ficou estranhamente descompassado ao olhar para a bruxa, Sarah ignorou o olhar penetrante do deus e continuou a falar.

— Fiz um feitiço de proteção, nenhum deus as tocará, os poderes dos deuses não funcionam com meus feitiços — Sarah fala arrogante vendo a deusa bufar de raiva.

— Como assim? — Hera perguntou irritada e para surpresa de todos, outra deusa respondeu-lhe a pergunta.

— Abençoei Sarah quando ela nasceu, seguirá meus passos e nenhum deus pode toca-la, nem mesmo o deus da morte, os únicos que possuem poderes para com ela, somos eu e Hades — Hécate fala entrando no recinto ocasionando em olhares curiosos em sua direção.

— Por qual motivo fez isso? — Zeus perguntou curioso.

— Quando uma de minhas filhas morreu sua alma partiu-se pela metade, tenho guardado essa parte da alma dela desde então, quando surgiu a humana perfeita eu conduzi a alma para a criança, Sarah é a reencarnação da minha filha, apesar de não ser minha filha nessa vida, eu decidi protegê-la da morte, com isso fiz com que os deuses não tivessem poder sobre ela, no entanto, eu tenho e como me submeti a Hades, ele passou a ter também, Sarah também possui a imortalidade dos deuses — Hécate explica suavemente.

— Então é isso? Vai ficar por isso mesmo? — Hera pergunta furiosa e Sarah vira-se em sua direção para retrucar

— Devia brigar com seu marido.

— Hades mate-a! — Hera ordena com raiva fazendo o deus bufar ao responder-lhe

— Não posso matá-la, não ouviu? Mesmo que eu faça algo contra ela, Thanatos não poderá levar sua alma, logo ela não pode morrer, além que ela tem a imortalidade dos deuses.

— No entanto, ela mexeu com as ordens dos deuses! — Hera reclamou com raiva.

— A morte é meu domínio Hera, se Zeus não tivesse metido-se com uma humana nada disso teria acontecido — Hades responde

— Então o que fará? — Zeus perguntou curioso ao irmão que olhou em seus olhos bravo ao responder

— Thanatos pelo que pude ver tomou as almas desses dois humanos no lugar de sua amante e sua filha, quem são esses humanos, aliás?

— Meus pais adotivos.

— Eles ficaram aqui, suas almas foram escolhidas em troca das outras duas — Thanatos disse fazendo o rei do submundo assentir em sua direção.

Ignorando os deuses, Sarah foi em direção aos pais para abraçar-lhes, sentiu um peso imenso em seu coração, pegando a filha pelas bochechas sua mãe disse

— Me sinto feliz pela vida que tive, fique tranquila minha querida, não esqueça que amamos você — Sarah joga-se em outro abraço forte ouvindo o pai sussurrar em seu ouvido que a amava, quando Thanatos sumiu os pais sumiram juntos e olhando para o deus do submundo perguntou

— O que fará comigo?

— Ficará presa aqui no submundo — Hades disse simplesmente fazendo uma corrente ligando-o a bruxa que com raiva tentou usar seus poderes para quebrar a corrente e arrogante ele fala

— Sabe que não pode contra meus poderes, bruxa.

— Não precisava prender-me a você! — Sarah exclamou com raiva e virou em direção a Hécate que suavemente disse-lhe

— Você mexeu com os domínios dele, minha querida, nada posso fazer.

— Mas por qual motivo em prender-me a ele? — Sarah perguntou com raiva e esnobe Hades responde

— Sou o único que pode detê-la.

— Vai arrepender-se disso! — Sarah fala com raiva e audacioso o deus sorri aceitando o desafio da bruxa

— Vamos ver.

❖❖❖
Notas de Rodapé

Ego te in carcerem - Eu vou te colocar na prisão

Domine mortis, Te hic suppliciter appello - Senhor da morte, eu apelo a você aqui em súplica

Animas a morte defendo duas, di suis fatis impedire non possunt - Salve as duas almas da morte, os deuses não podem impedir seus destinos

Vita eorum sit plena laetitia et di numquam eos impediant - Que suas vidas sejam cheias de alegria e que Deus nunca os impeça

Não tenho muito conhecimento de latim, tudo que utilizei aqui foi do google, se alguma tradução está incorreta sintam-se a vontade para me falar que eu mudo.

Apreciadores (0) Nenhum usuário apreciou este texto ainda.
Comentários (0) Ninguém comentou este texto ainda. Seja o primeiro a deixar um comentário!

Outras obras de ThaiDragomir

Outras obras do gênero Mistério

Outras obras do gênero Romântico

Outras obras do gênero Sobrenatural

Outras obras do gênero Terror ou Horror