Uma carta para Madalena
Monise
Tipo: Conto ou Crônica
Postado: 15/11/23 22:17
Editado: 15/11/23 22:22
Avaliação: Não avaliado
Tempo de Leitura: 3min a 4min
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Palavras: 555
[Texto Divulgado] ""
Não recomendado para menores de dezoito anos
Notas de Cabeçalho

Ao participar do Concurso Amor à moda antiga, escrevi uma carta de Madalena para seu amor.

Eis agora a resposta que ela nunca sonhara receber... Quem não conhece o primeiro texto, segue o link...

http://www.academiadecontos.com/texto.php?id_texto=4894&cap=0

Capítulo Único Uma carta para Madalena

Para minha querida Madalena...

Confesso, minha doce senhora, que encontrar sua carta foi uma imensa surpresa para mim.

Chamo-te senhora, porquê desde que li tua doce missiva, meu coração se apegou ao teu e minha alma sente-se possuída por toda essa ternura...

Minha doce senhora, dona de meus pensamentos e sonhos, peço-te humildemente que não te indignes com minha pobre missiva...

Escravo sou de teus olhos, negros e belos olhos, tão belos quanto o lábaro salpicado de estrelas!

Quisera perder-me, doce senhora, nestes profundos olhos e, se me permite a ousadia, explorar outras regiões escuras, quentes e úmidas...

Perdão, a falta de decoro, mas desde que li tua missiva, policio-me para não ficar com os olhos só em ti.

Doce Madalena, por muito, muito tempo, imaginava que tais sonhos eram somente meus...

Quando a via passar altiva e destemida, confesso, me sentia insignificante ante tua graça, beleza e dignidade.

Não imagines, doce senhora, que vossa carta de algum modo possa ter mudado a visão que tenho de ti.

Muito pelo contrário, querida minha, pois agora sei que o céu me sorri e que não me és de todo indiferente, pois mesmo criaturas perfeitas como tu também sentem desejos mortais...

Por esta causa me rejubilo, minha doce Madalena, pois muitos de teus sonhos, se misturam aos meus...

Minha doce senhora, tanto queria lhe dizer, mas as palavras me fogem, não sou digno de escrever-te!

Só posso lhe dizer, querida minha, que desde ontem sou mais feliz, pois tua doce missiva me trouxe de novo a vida e a um mundo de possibilidades das quais já havia desacorçoado...

Permita-me sonhar contigo, inda que depois venhas a desprezar-me, permita-me contigo dividir, um pouquinho do meu desejo por ti...

Sonho com teus carnudos lábios e fico a imaginar que gosto teriam, pensar que poderia roçar-lhe a face e roubar-lhe um beijo... Loucura...

Queria ainda, não sou capaz de sufocar o desejo, tocar teu doce pescoço e percorrendo teu colo, desabotoar cada botão daquele teu vestido verde...

Delicioso seria experimentar tamanha ventura! Ah, se me aceitasses, minha senhora, para mim seria eterna glória!

E quem sabe, se por miraculoso benefício, me concedesse tua mão, viveria para ti!

Doces belos, singelos regalos, um estalo e uma dança no salão, seríamos o mais belo casal...

Pegaria tua mão pequenina, a qual beijaria deveras, conduzir-te-ia pelo salão afora e logo o salão desvaneceria de tão embriagado que eu estaria por teu cheiro e tua alucinante presença...

Tocar-te! Ah, como queria sentir a maciez de tua tez, percorrer tuas curvas, perder-me nos teus seios...

Perdão, senhora! Empolguei-me...

Enfim, depois de casados, mil e uma noite saciados, viriam os pequenos, coroa de nossa felicidade!

Uma grande família, viagens, passeios e alegrias... Brigas poucas, algumas reclamações, mas cada dia mais enamorados...

Não te assustes, minha senhora, nem te sintas envergonhada por eu ter lido tua carta!

Foi sem dúvida o destino que m'a entregou!

Confesso que já havia desistido, e acabando este novo trabalho, me dispunha a partir, pois estar ao teu lado, e, dia a dia sentir minha insignificância me eram pesado tormento.

Não te assustes, nem temas, mas desejo desesperadamente falar-lhe pessoalmente.

Se me achares digno de ti, me encontre na saída do trabalho no parque, sentado no banco debaixo do carvalho.

Na expectativa de ser teu...

Uma alma que arde com tua presença...

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