Worlds Collide
Vitória Turbiani
Tipo: Conto ou Crônica
Postado: 17/04/16 16:12
Editado: 17/04/16 16:15
Avaliação: Não avaliado
Tempo de Leitura: 4min a 6min
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Palavras: 747
[Texto Divulgado] "Renascentismo" "And it's good to be alive Crying into cereal at midnight If they ever let me out, I'm gonna really let it out"
Livre para todos os públicos
Notas de Cabeçalho

Oi! Mais um texto. Tá meio ruim, mas ok. Inspirado na música Worlds Collide da Nicki Taylor; tal música foi a música tema do campeonato mundial do League of Legends de 2015. Procurem a letra, escutem ela. É bem bonita.Boa leitura.

Capítulo Único Worlds Collide

Dois olhares se encontraram, consumidos pela chama da rivalidade. Safira contra esmeralda. Água versus natureza. As madeixas de uma estava solta; já a outra, preso em um rabo de cavalo bem alto e firme. Ambas usavam o típico kimono branco de karatê. Contudo, uma possuía a majestosa palavra japonesa, bordada em dourado, que significava campeã.

A menor, de olhos azuis, engoliu em seco. O cabelo solto, que ia até a cintura, fora rapidamente preso num coque mal feito. Estava pronta para, finalmente, conseguir o que tanto almejava depois de mais de três anos: derrotar aquela que sempre, durante todos esses anos, a diminuíra.

Então, sorriu.

— Eu não falharei. — Disse enquanto a reverenciava. — Oss!

A maior permitiu-se sorrir de forma debochada. Esse seria apenas mais um dia cuja vitória seria dela e fim. E isso só a faria zombar ainda mais da pequena Victória, dizendo-lhe que desonrava o próprio nome.

— É o que veremos. Oss. — Ela, então, após reverenciar a oponente, colocou-se na base Hangetsu Dachi

Victória a observava como uma leoa. Os olhos estavam semicerrados enquanto o corpo inclinava-se para frente, o joelho direito dobrava-se na mesma direção que o tronco e a perna esquerda deslizava para trás, postando-se na base Zenkutsu Dachi e levantando as mãos, deixando-as na frente. Executava, assim, a famosa defesa do Karatê: Age Uke.

Se acalme. Espere. Ela vai atacar.

O suor escorreu pelo rosto da jovem enquanto esperava, aflita, pelo movimento da campeã daquele dojo. Victória tentava, a todo custo, manter a mente limpa e focar nos pontos fortes e fracos de seu corpo e do corpo da outra. Ela era boa com as pernas; a maior, com os braços. Respirou fundo e, fechando as mãos ainda mais forte, manteve a cabeça erguida, desafiando sua oponente apenas com o olhar.

Então, a campeã movimentou-se. Semelhante a um gato, repleto de destreza, agilidade e sutileza, desferiu um Kizami Zuki², apenas para demonstrar toda sua rapidez. E, de fato, como era rápida! Victória mal teve tempo de defender-se, sentindo o punho da outra pegar de raspão em seu queixo. Ela recuou, desajeitada, com os olhos arregalados.

Continua a mesma... Ágil demais... Rápida demais... Forte demais...

Então, deslizou a perna direita pra frente, dobrando a esquerda para trás e colocando todo seu peso nela enquanto os braços tomavam suas posições: o canhoto logo abaixo do seio, com a palma da mão virada para cima, aberta. O destro, na frente, um tanto dobrado e com a mão também aberta.

Ambas se encararam por mais um tempo e, então, partiram pra cima. A maior, desferia vários socos, de todos os lados, enquanto a menor defendia-se. Conseguira, finalmente, aperfeiçoar suas defesas e, além disso, afinar sua atenção. Enquanto movimentava-se como uma pluma, escapando dos golpes da outra ou evitando que eles a acertassem, prestava atenção em todas as aberturas que a grande campeã deixava.

Ela abaixa a guarda pra atacar. Meio se desespera pra conseguir acertar, mas logo e recompõe e consegue escapulir. Seus golpes são poderosos, de fato. Se eu for pega, com certeza não vou conseguir com facilidade.

Então, os olhos azulados captaram uma brecha. A guarda baixa que a outra deixara, enquanto tentava movimentar pra frente e golpear era perfeita. Deslizou, então, para o lado, sentindo o vento assobiar em sua orelha conforme o soco passava ao seu lado. A perna dianteira moveu-se rápido, encaixando no pé da outro, como um gancho e puxando-a para frente, desequilibrando-a. Agarrou-lhe pelo kimono, indo para o chão do tatame com ela, com a mão logo acima de seu rosto.

— Acabou. — Victória sorriu.

Depois do banho bem merecido, Victória saiu do banheiro da academia trajando roupas simples de ginástica. Uma toalha branca envolvia sua nuca e caia pelos ombros da garota e seus longos cabelos loiros estava soltos e molhados. Estava prestes e sair, pegando seu iPod para ouvir um pouco de Bon Jovi, quando ouviu alguém chamar-lhe:

— Victória!

Olhou, então, para trás. Era ela. A sua rival. Ela caminhava, com um sorriso no rosto, trazendo nos braços um kimono. Chegando perto da menor, ela entregou-lhe o traje e saiu, deixando um bilhete nele.

Victória, então, pegou-o e começou a ler. Sorriu e entrou em seu carro, conectando o iPod no USB para colocar a música para tocar. Então, rumou para sua casa, relembrando todas a palavras que continua no bilhete.

Isso agora pertence a você. O kimono de uma campeã. Você o merece mais do que eu, de fato. Parabéns. Continue treinando duro, garota você vai longe.

❖❖❖
Notas de Rodapé

Oss - palavra que significa respeito para com o oponente;

Hangetsu Dachi - base meia-lua;

Kizami Zuki - soco curto;

Apreciadores (6)
Comentários (1)
Postado 18/04/16 13:11

E esses textos que deixam claro a superação? Como não amar? Não há como! E esse é exatamente o que acontece com seu texto, e como no bilhete, só tenho uma coisa à dizer: Garota, você vai longe.

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