Vampiros
Andréia Kmita
Tipo: Lírico
Postado: 28/02/17 20:13
Editado: 07/05/17 00:54
Gênero(s): Poema Sátira
Avaliação: Não avaliado
Tempo de Leitura: 37seg a 50seg
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Palavras: 100
[Texto Divulgado] "Flegetonte - O Rio da Cura." Condenada a despertar no Tártaro sem lembrar como ali chegou, uma alma ferida percorre os rios do submundo em busca de redenção. Entre o Estige dos juramentos quebrados, o Cócito das lamentações eternas e o Aqueronte das travessias impossíveis, ela revisita pactos, dores e desistências que marcaram sua existência. Movida pela esperança de purificação, encontra o lendário Rio da Cura: o Flegetonte. Diante da luta pela cura e da repetição infinita da dor, resta-lhe uma última escolha.
Livre para todos os públicos
Capítulo Único Vampiros

Era lua nova de vagarosa madrugada adrede

Morcegos rondavam as silenciosas ruas frias

Da cidade na veemência visceral da sede,

Atraídos pela fragrância das jugulares vadias.

Sedentos indivíduos sem declinados crepúsculos,

Sugam-me do pescoço vulcânico o sangue escaldante

Escorrido em meu peito, líquido viscoso de vermelhos frutos

Adocicados nos lambuzados lábios, ingenuamente amante.

A festa continua na via pública e a vizinhança dorme,

Encobrindo-se do medo dos gritos desesperados

Das almas pobres, são parasitas vermiformes execrados.

Nas carrancas a inutilidade do poluído ouvido saculiforme

E matinais cafés com leite, admitem em noites inocência

Esvair afogada na empáfia e renomada aparência.

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