Capítulo Único
Sou uma bebida que se derrama
Derramo minh'alma em toda e qualquer taça
O barro que toca meu ser ao cair, alfige...
Novamente, fixo-me frente à desobediência
Elevo-me ao monte e me despejo no vazio
Num movimento de retornar e retomar
Calo-me às estrelas
Que de troco, calam-se a mim
E outra vez vou desaguando à baixo
À procura da calmaria de um vaso.

