Tango
Renato F Silva
Tipo: Lírico
Postado: 14/06/23 01:37
Editado: 14/06/23 01:42
Gênero(s): Poema Romântico
Avaliação: Não avaliado
Tempo de Leitura: 1min a 2min
Apreciadores: 3
Comentários: 1
Total de Visualizações: 205
Usuários que Visualizaram: 7
Palavras: 312
Livre para todos os públicos
Notas de Cabeçalho

ouçam enquanto leem https://www.youtube.com/watch?v=Dp5xM_rM1yU

fiz sem nenhum tipo de correção. Não gosto de corrigir poemas. Acho que eles devem ser como o ato de respirar, de modo inconsciente.

Capítulo Único Tango

Quem sabe algum dia

Algum dia tenhamos o que é pra se ter…

Viver de forma da qual não seja tão somente pra se dizer que é vida

Que se seja um caminho de beleza

Até mesmo porque a existência… a existência não é nada que senão angústia

Deixe-me ter angústias ao seu lado

E assim alcançar, um dia…

Ah! Quem sabe um dia…

Algum dia alcançar o pleno amor contigo

Sermos amor e perdão, amor e perdão, e amor e perdão somente.

Termos um belo jardim frente a casa da qual nossos incontáveis filhos herdarão

De cores claras, como você mesmo gosta, que iluminem a casa

E não só de Sol haverá luz, como também, indiscutivelmente, de beleza haverá

Há de se ter beleza, com toda infinita certeza de todo o ser, haverá de se ter beleza

Beleza que é tua, tua, e somente tua

Tua beleza… tua…

E que essa coisa bela que é teu íntimo nunca lhe falte

Assegurarei que nunca lhe falte; não há de se faltar.

Não há de se faltar, pois é o teu íntimo que me alimenta

Teu lindo íntimo, tua bonita alma, tua esplendorosa presença

Tão bela, tão mística e tão linda que é capaz de curar infermos

Desvalidos sem esperança, e que com tua simpatia e olhar

Tornam-se os mais felizes homens a morrer.

Tua beleza mata, destrói, induz aos pecados e crimes mais horrendos.

É malévola, fascínora, assassina contumaz dos pobres indivíduos que, sem saber, te veneram.

És a estátua de cada monte,

Da história, faz-se a mão do profeta,

Das vicissitudes, a inabalável paz dos espíritas,

Das traições, és Josephine, única inimiga íntima de Napoleão,

Das tragédias, és minha, minha tragédia.

Minha dor que permeia o vazio dos campos

Que explode e, por fim, semeia a terra arrasada pelo fogo.

És o fogo, a terra, a semente e a dor plantada.

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Apreciadores (3)
Comentários (1)
Postado 29/07/23 18:04

A profundidade desses versos é tão intensa que meus olhos foram se enchendo de lágrimas conforme a leitura avançava. Acho que a ideia de "sermos amor e perdão" foi uma das coisas mais lindas que já li, de verdade.

Obrigada por compartilhar conosco.

​Parabéns ♥