eu poderia amá-la
6 de Janeiro
Tipo: Conto ou Crônica
Postado: 10/06/24 12:04
Gênero(s): LGBT Poema Reflexivo
Avaliação: Não avaliado
Tempo de Leitura: 49seg a 1min
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Palavras: 133
[Texto Divulgado] "Flegetonte - O Rio da Cura." Condenada a despertar no Tártaro sem lembrar como ali chegou, uma alma ferida percorre os rios do submundo em busca de redenção. Entre o Estige dos juramentos quebrados, o Cócito das lamentações eternas e o Aqueronte das travessias impossíveis, ela revisita pactos, dores e desistências que marcaram sua existência. Movida pela esperança de purificação, encontra o lendário Rio da Cura: o Flegetonte. Diante da luta pela cura e da repetição infinita da dor, resta-lhe uma última escolha.
Não recomendado para menores de doze anos
Capítulo Único eu poderia amá-la

Eu poderia amá-la

E comprar vestidos

E brincos

E docinhos

E fazer suas unhas

E trançar seus cabelos

E secar suas lágrimas

E fofocar até de madrugada

Eu poderia cuidar dela

E estancar as feridas

De seu coração que já foi partido

Tantas e tantas vezes

- Antes de mim

Poderia acariciar seus joelhos

E beijar as cicatrizes

De tantos e tantos anos

Implorando por amores

Tão abissais

Quanto o profundo

Oceano assombrado

Mas ela poderia?

Poderia olhar

Através da minha

Mente persecutória

Meu humor estérico e quebrado

Meu corpo humano e cheio de marcas de tragédia?

Beijaria minhas lágrimas

Não causaria mais nenhuma?

Fofocaria comigo

Até de madrugada?

Não julgaria

Meu gosto musical que me salva?

Entenderia minhas meias palavras?

Ela poderia?

Alguém, além de mim, poderia?

Talvez eu nunca de fato saiba.

❖❖❖
Notas de Rodapé

a solidão me fez roqueira

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