Quando eu deixei a vida de soldado, voltei ao mundo civil.
Mas, voltei diferente. Voltei ao mundo civil com um bruto senso de responsabilidade.
O que quer dizer que ser soldado me ensinou muito sobre cumprir com o dever.
E não estou falando de política, porque neste meu país, onde gosto de viver, os homens são obrigados a servir à pátria.
E para sobreviver, fazendo um bom papel na sociedade, vamos ao trabalho.
E ao trabalho remunerado, estando preparados para trabalho.
E como dizia um professor meu, no curso de Filosofia:
- O homem aprende até a hora de morrer.
Muito aprendi. E aqui estou curtindo meu aposentar, escrevendo estórias, um prazer meu.
Me casei, me divorciei. E vou vivendo. Além desta Academia eu escrevo e publico em papel.
Os livros que pago para imprimir e publicar, me chegam aqui em casa corretamente.
E com isso eu sou feliz.
Claro, devo uma explicação, não me formei em Filosofia. Por isso não posso dar aulas.
E hoje, eu devo confessar, a minha inspiração está sendo pouca.
Mas, de todo modo, eu não estou subvertendo nada.
Só estou confirmando o que escrevi num poema meu:
"Minha estória é bonita!" - assim eu considero.
E começo hoje a explorar mais fundo a minha estória.
È um rico veio de onde posso tirar enredos, e desenvolver o meu contar.
E dedico aos leitores o que estou escrevendo.
Porque escrever é só escrever. E quem escreve é escritor.

