Ela era uma dessas meninas bem comportadas. Tinha lá seus vinte e um anos.
E apareceu na vida dela, um alemão puro sangue. Nascido mesmo na Alemanha.
E ela e ele se apaixonaram. Namoraram e marcaram o casamento.
E se casaram. Eu fui convidado para a cerimônia.
Uma bela cerimônia. E eu e ela éramos colegas de trabalho.
Depois da festa, ela e eu voltamos ao trabalho.
Ela era assídua ao local de trabalho. E boa funcionária.
O Alemão marido dela tinha um bar.
E ela me convidou para ir ao bar.
Um dia, lá compareci. E o que acontecia?
Nada de mais, se vistos com olhos mortais.
Mas ela ficava no caixa do bar. Recebendo pagamentos e dando o troco.
E depois veio a revelação. Ele e ela, foram se embora para a Alemanha.
De lá eu recebi um cartão postal deles.
Na parte de trás do cartão escrevera ela:
"Aqui é bem melhor do que aí."
Eu fiquei triste, porque eu acho o meu País bonito.
E além de bonito, um lugar bom de se viver.
Mas cada qual sabe de si. E procurei esquecer o casal.
Eu tinha os meus motivos para gostar do meu país. Ela tinha os dela por gostar de lá.
E o marido dela, o alemão, tinha méritos nessa estória. Dera felicidade a ela.
E nós humanos vivemos mesmo é querendo ser felizes.

