Capítulo Único
Algum dia
Hei de, algum dia, saber que amores não são iguais
Conhecer que cores não são iguais
Flores não são iguais
Iguais apenas são as reticências
E mais daqueles pontos finais
Mais desculpas fingindo coincidências
Traços ao meu olho
Vírgulas à minha garganta
descendo em ais!
Hei de, algum dia, saber no vento meu destino
Conhecer no acaso a sorte de sermos mortais
Contemplar em olhos a paz
Distinguir porto de cais
Iguais apenas são as reminiscências
De noites tão claras, em claro, sem paz
Pretextos à tua consciência
Sono e mais sonhos
E lembranças de quando criança,
ainda sem finais.

