A concubina e a Flor de Lótus (Em Andamento)
Monise
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Tipo: Romance ou Novela
Postado: 14/07/25 08:12
Editado: 29/06/26 20:39
Qtd. de Capítulos: 22
Cap. Postado: 28/06/26 19:18
Avaliação: Não avaliado
Tempo de Leitura: 2min a 3min
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Palavras: 361
Não recomendado para menores de dezesseis anos
A concubina e a Flor de Lótus
Capítulo 11 No quarto

Meu Deus! Meu Deus! Meu Deus!

É o príncipe! Era capaz de reconhecer aquele perfume em qualquer lugar... Se manteve o mais relaxado possível enquanto sentia os olhos do príncipe sobre si.

Ao ouvi-lo sair, com muito custo conteve o ímpeto de pular e dançar.

Essa jogada fora um toque de Mestre, sem dúvida alguma a Deusa da sorte sorria para ele!

Mas pelo sim e pelo não, vai que ela não estivesse sorrindo tanto assim...

Ficou ainda uns minutos, fingindo dormir, antes resolver levantar.

Saiu da biblioteca com a maior cara de sono e com um livro embaixo do braço... pior que realmente sentia sono...

Foi direto aos seus aposentos, colocou um pijama, ia pegar o grampo quando lembrou da porta.

Conferiu, trancada. Cerrou as cortinas, ligou o abajur.

A penumbra lhe era agradável e propícia para sonhar acordado.

Reviu cada lance do dia. Tudo planejado e caótico ao mesmo tempo...

Suas mãos haviam tocado o rosto dela!

Levantou num salto e começou a andar pelo quarto...

Era, provavelmente, o único homem sem ser da família, que vira seu rosto e com certeza o único no mundo que a tocara...

O cheiro dela, a maciez da pele e dos cabelos, seus dedos ainda guardavam a sensação...

E ela parecia tão sua, só sua!

Estava louco, certeza absoluta...

Apagou a luz do abajur.

Precisava vê-la de novo! Queria mais...

Adormeceu exausto, por não conseguir concatenar nenhum outro plano mirabolante...

***

Abençoado véu!

Passou a noite em angústia e sobressalto, mas ninguém percebeu.

Quando chegou aos seus aposentos, estava exausta, mas alerta.

Dispensou todos após a retirada das vestes, estava sozinha e com uma longa noite pela frente...

Revia cada acontecimento, cada sensação, aquilo não lhe parecia mero acaso...

Lembrava-se agora, nítidamente de uma fala de sua avó materna na única vez em que estiveram juntas, logo após o enterro de sua mãe:

"Os deuses jogam dados, querida... nunca se esqueça disso!

Os deuses estão muito além de nosso conceito de mal e bem."

Esses encontros e reencontros tinham um quê de um grande jogo no tabuleiro do destino...

Perder seria uma imensa ruína, será que os deuses poderiam agraciá-la com um empate?

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