- 美衍 - a beleza que transborda -
Meiling Yukari
Tipo: Conto ou Crônica
Postado: 18/03/24 17:58
Editado: 18/03/24 18:54
Avaliação: Não avaliado
Tempo de Leitura: 18min a 24min
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Este texto foi escrito para o concurso "Ecos do Passado" Escreva um conto que retrate eventos ocorridos em uma época diferente da sua. Ver mais sobre o concurso!
Não recomendado para menores de dezesseis anos
Notas de Cabeçalho

Olá, queridos! Esse é meu texto para o concurso Ecos do Passado.

Essa história se passa na Dinastia Goryeo 高麗 (918 - 1392), na antiga Coréia.

Para facilitar a leitura, deixarei aqui uma lista com os nomes dos personagens, na ordem em que foram aparecendo durante a história:

Ha Yong

Mi Yeon

Sun Ju

Ye Jin

Da Mi

Seung Gi

Mi Gi

Chun Hee

Todos foram criados por mim, exceto Taejo, que foi um monarca real desse período.

Espero que gostem da leirura <3

Capítulo Único - 美衍 - a beleza que transborda -

Enquanto os primeiros raios de sol iluminavam a manhã do dia 4 de Julho de 938 na cidade de Kaesong, uma importante jovem da família real dava à luz uma pequena e preciosa menina de olhos afetuosos e beleza singular. O mais impressionante é que a criança carregava em sua testa a marca de nascença distintiva de sua linhagem familiar. Lá fora, o vento dançava rodopiante por entre as folhas das árvores, enquanto levava junto consigo os últimos suspiros da jovem mãe, Ha Young, que se desvaneciam sob a fria brisa.

A pequena Mi Yeon teve o início de sua vida marcado por tragédias. Além do triste falecimento de sua mãe, seu intolerante pai logo se livrou dela, a vendendo tal como se fosse uma escrava — já que uma filha mulher não lhe serviria para nada.

Cresceu sendo maltratada por seu cruel comprador, Sun Ju — irmão mais novo do rei Taejo — que fora exilado do palácio por já ter tido planos de usurpar o trono do rei. Este homem extremamente frio e cruel a fazia trabalhar arduamente até a exaustão.

Junto com ela havia outras crianças também escravizadas vivendo dias duros e sofridos. Porém existia uma única e especial fonte de felicidade em suas vidas,Ye Jin, a esposa de Sun Ju, uma senhora que tentava a todo custo dar algum resquício de amor e esperança para as crianças.

Ye Jin identificava talentos únicos e especiais em cada criança e, secretamente, transmitia-lhes esses conhecimentos que lhes seriam totalmente negados em razão de sua condição de escravos. Bordado, pintura, bons modos, meditação, artes marciais, ensinamentos budistas, leitura e escrita. O coração de Ye Jin sempre sorria ao ver as crianças triunfarem em seus talentos!

O tempo foi se passando e a senhorita Mi Yeon já com 11 anos de idade era dotada de uma beleza dócil e suave que desabrochava como pétalas de rosa, ficando a cada dia mais e mais linda. Sua educação já abrangia muitos conhecimentos. Ela estava já completamente alfabetizada e altamente estudada e instruída nas práticas religiosas e nas leituras clássicas, além de se portar com extrema elegância e graça, tal como uma verdadeira dama.

Contudo, a tragédia voltou a recair sobre sua vida quando infelizmente a senhora Ye Jin começou a sentir a morte se aproximar a passos rápidos, devido a piora de sua já conhecida doença. Com esse peso no coração, a senhora correu atrás de ajuda para salvar as crianças, tirando-as da posse de seu cruel marido. Quem lhe ofereceu essa tão preciosa ajuda foi sua amiga de infância, Da Mi, que cresceu para se tornar a xamã mais poderosa do Reino de Goryeo.

— Minha querida menina Mi Yeon, cresça linda e forte, pois o mundo lhe pertence! Que os bons espíritos guiem seus passos rumo à liberdade, para que seu futuro seja límpido e brilhante! — foram as últimas palavras que Mi Yeon ouviu de Ye Jin, enquanto a xamã ia levando as crianças para longe dali.

As mulheres praticantes do xamanismo viviam em templos afastados da sociedade, o que significava ser o local perfeito para esconder alguém. Porém a felicidade da fuga durou pouco, pois as crianças logo ficaram sabendo que quando o marido de Ye Jin descobriu o ocorrido, matara cruelmente sua esposa, tirando a própria vida logo em seguida.

No momento em que Mi Yeon ficou sabendo da trágica notícia, ela se enfureceu e jurou vingança, pois para ela, a senhora Ye Jin era como se fosse uma mãe. Todo o seu puro coração foi tomado por sentimentos de raiva e ódio. Ela queria ardentemente matar todas as pessoas que tivessem o mesmo sangue de Sun Ju, aquele homem cruel e assassino.

Mas ela sabia que era muito jovem e muito fraca. Então seguiu dia após dia se fortalecendo, tanto nas práticas do xamanismo, quanto na arte das espadas, pois mesmo sendo uma menina, ela dominava essa arte com perfeita maestria.

Sua beleza já tão estonteante se multiplicava quando ela segurava uma espada, rodopiando junto ao vento como se fossem um só. A dança entre humana, espada e natureza era linda e perigosa, o que adicionava um misto de força, agressividade e coragem à sua já habitual doçura e beleza.

O tempo foi se passando e agora Mi Yeon estava com 14 anos, já muito bem treinada. Então é iniciada sua jornada rumo ao palácio, lugar no qual ela pretendia matar todos os parentes do homem que a escravizara e que matara a mulher a quem ela sempre considerou como mãe.

A jornada foi longa e difícil, mas quando já estava perambulando perto de seu destino, encontrou um menino de aproximadamente 12 anos, Seung Gi, vestido com roupas simples. Eles conversaram bastante e o menino disse que era um servo que trabalhava no palácio e que poderia ajudá-la a entrar, arrumando-lhe um emprego lá dentro.

Eles passaram o dia todo juntos, rindo e conversando como se fossem velhos conhecidos. Pela primeira vez em sua vida, Mi Yeon sentiu a fagulha do amor nascer e se acender em seu coração. Foram alguns dias assim, com encontros divertidos e afetuosos durante a tarde, até que Seung Gi finalmente a levou para dentro, e lhe apresentou seu posto de trabalho como lavadeira de roupas do palácio.

Em nenhum momento ela se arriscou a contar a verdade, mas sentia muita culpa por estar usando a pessoa que amava. Porém a culpa a corroía, e estava decidida a contar seus planos, quando logo no terceiro dia dentro do palácio, Seung Gi pediu para que ela o seguisse, pois queria lhe mostrar seus aposentos.

Ela achou estranho que um simples servo tivesse um aposento, mas o seguiu. Ao chegar lá, foi-lhe solicitado que aguardasse uns instantes. Logo Seung Gi retornou vestido com um requintado hanbok de seda azul, e disse a frase que partiu o coração de Mi Yeon:

— Meu nome é Seung Gi, e sou o príncipe herdeiro dessa nação. Peço desculpas a senhorita por ter ocultado minha verdadeira identidade.

A menina quis sair correndo, mas entrou em choque e só conseguia olhar fixamente para os olhos da pessoa que amava. Depois de alguns segundos a raiva lhe subiu à cabeça e com toda sua força desferiu um soco direto nas costas do príncipe, que caiu no chão com os olhos cheios de lágrimas.

— Por favor, não me perdoe! Senhorita, eu não mereço o seu perdão… — chora Seung Gi.

— Porque diz isso? Você não tem ideia dos meus motivos… — diz a menina com raiva no olhar.

— Digo para não me perdoar, pois ainda tenho outra mentira guardada e preciso lhe dizer a verdade, mas sei que a senhorita vai me odiar ainda mais — diz Seung Gi se encolhendo no chão.

— Silêncio! Não quero te ouvir! — grita Mi Yeon. — Eu vim aqui para matar a família real. E se você é o príncipe herdeiro, então eu irei te matar agora, mesmo que eu tenha me apaixonado por ti, Seung Gi.

— Por favor senhorita Mi Yeon, você pode me matar, mas antes preciso lhe dizer uma coisa, e imploro por sua permissão!

Mi Yeon concede a realização de seu último desejo para Seung Gi. Ele então começa a tirar sua própria roupa. A menina fica chocada e ordena que ele não se aproxime dela. Ao que ele responde:

— Jamais lhe farei mal. Eu aprendi a te amar, querida senhorita Mi Yeon. Então rogo-te que me perdoe pelo meu pecado - diz Seung Gi terminando de jogar suas vestes no chão, revelando uma faixa branca apertada em seu peito nu, escondendo seus seios.

— O que é isso? — indaga Mi Yeon caindo de joelhos, atordoada.

— A verdade é que minha mãe me criou como menino desde o meu nascimento, para me proteger. Ela era apenas uma das concubinas reais, mas tornou-se a atual governante quando a antiga rainha morreu ao dar à luz — explica Seung Gi enquanto chora. — Minha mãe descobriu que na verdade o bebê que estava no ventre da antiga rainha não havia falecido junto com a mãe, mas sim havia sido descartado e jogado fora como um escravo, só por ter nascido menina. Então na ocasião de meu nascimento, minha mãe sabia que o rei só aceitaria um filho homem, por isso escondeu minha identidade. Esta é minha história e você pode me odiar, mas digo que te amo, querida senhorita, eu te amo com todo meu coração, mesmo que nós duas sejamos meninas!

— Sua história é idêntica à minha… — sussurra Mi Yeon aterrorizada.

— Como assim? Não estou entendendo... Espere um minuto! O que é isso em sua testa?

— Em minha testa? É minha marca de nascença. A verdade é que minha mãe faleceu no parto e meu pai me vendeu como escrava. Cresci com uma vida muito difícil, mas a senhora Ye Jin me ensinou tudo que sei hoje, e ela era como uma mãe para mim. Sun Ju, seu cruel marido, a matou, e se matou em seguida. A morte de minha senhora Ye Jin devastou meu coração. E como eu soube que seu marido era um irmão mais novo exilado do rei, jurei vingança, jurei matar toda sua família! Mas me apaixonei por você… Seung Gi… você não tem um nome feminino?

— Não, senhorita, nunca tive nenhum nome feminino…

— Então, Sua Alteza, eu te nomeio 美基 Mi Gi, “a base da beleza” — diz Mi Yeon, sorrindo tristemente enquanto se arrasta pelo chão para abraçar a pessoa que ama.

— Querida senhorita, mas é contigo que o nome Mi combina! O seu nome é exatamente perfeito para ti, pois você é a jovem mais linda que já vi em toda minha vida, 美衍 Mi Yeon, “a beleza que transborda” — responde Mi Gi retribuindo o abraço.

As duas jovens ficam ali abraçadas por horas e horas enquanto a lua ilumina o céu. O peso presente em seus corações era devastador. Mas o amor era maior ainda.

— Eu não posso perdoar seu pai, homem desprezível, que por motivo tão fútil como querer um filho menino, descartou uma filha, e condenou a outra a viver como homem. Jamais irei perdoar! — diz Mi Yeon com ódio em sua voz.

— Mi Yeon, estou preocupada e acho que preciso te informar uma coisa… Ao olharmos pinturas da antiga rainha, podemos ver muito claramente a mesma marca de nascença que você possui. E é coincidência demais que sua mãe tenha morrido no parto e você tenha sido vendida. Dito isto, tenho certeza que você é uma filha legítima do rei. — diz Mi Gi com gravidade em sua voz.

— Não! Eu não posso aceitar isso! Se for verdade que é minha irmã, como eu poderei te amar? Eu já perdi tudo nessa vida, não posso perder você também, Mi Gi — grita Mi Yeon chorando desesperadamente.

As duas meninas choram nos braços uma da outra até que de repente a porta se abre com um estrondo violento. É Chun Hee, a atual rainha de Goryeo, que estivera ouvindo toda a conversa por detrás da porta.

— Eu não posso permitir que isso aconteça assim! — grita impetuosamente a rainha.

— Você é a rainha? Então eu irei agora mesmo te matar! — grita Mi Yeon.

— Eu imploro que me ouçam, pois vocês entenderam tudo errado — se explica a rainha, caindo de joelhos em sinal de rendição.

— Mãe? O que a senhora quer dizer com isso, Sua Majestade? — indaga Mi Gi.

— A verdade que nunca antes ousei pronunciar! Quando eu estava grávida do Rei, fui visitar a cidade para comprar arranjos florais para enfeitar os aposentos do bebê que iria nascer. Porém quando minha dama de companhia se descuidou de mim por alguns segundos, fui raptada e violentada. Com isso sofri um aborto e perdi o bebê. O filho do rei faleceu antes mesmo de nascer.

— Não estou entendendo, mãe…

— A verdade é que fiquei por semanas com os raptores, sofrendo abusos antes de finalmente ser resgatada. E com isso acabei engravidando do homem que me violentou… e assim você nasceu. Escondi a verdade do rei, alegando que eu havia ido ficar reclusa em um templo budista, rezando para que meu bebê nascesse saudável. Então, vocês duas não são irmãs! Estão livres! — afirma a rainha Chun Hee.

Com isso, duas verdades ficaram claras: O amor entre elas não poderia ser impedido por nada nesse mundo, mas também jamais poderia ser mostrado às claras, pois ninguém entenderia o amor entre duas meninas. E Mi Yeon era a única e legítima herdeira do trono, mas jamais poderia assumir sua posição, pois uma mulher não tinha esse direito.

Novamente jovem demais e fraca demais para lutar por seus objetivos, Mi Yeon resolve esperar, tornando-se dama de companhia do Príncipe Herdeiro, papel o qual Mi Gi teve que continuar fingindo ser, com o nome de Seung Gi.

Mais alguns anos se passam, agora Mi Yeon tem 17 anos e Mi Gi tem 15.

Com a ajuda e influência da poderosa xamã Da Mi, o príncipe herdeiro foi formando uma legião de apoiadores que acreditavam que o rei Taejo deveria ser deposto. Todos os dias Mi Yeon precisava esconder sua marca de nascença para que ninguém desconfiasse de sua verdadeira identidade. Com o tempo e com o apoio de sua mãe, a rainha, o Príncipe Herdeiro pode escolher Mi Yeon como Princesa Herdeira da nação e puderam celebrar um casamento para selar sua união.

Mas apenas as duas moças apaixonadas e a própria rainha Chun Hee eram as pessoas que sabiam que o príncipe herdeiro Seung Gi era na verdade uma mulher. O casamento jamais poderia ter acontecido, se as pessoas soubessem a verdade. Mas independente de qualquer coisa, Mi Yeon e Mi Gi estavam unidas em matrimônio, pois o amor delas era mais forte do que tudo.

Quando estavam para completar 1 ano de casadas, Mi Yeon resolveu que era hora de agir e finalmente executar sua dupla vingança: contra os parentes de Sun Ju e contra seu próprio pai que a descartara. Durante a celebração das bodas, com toda a família real reunida, a Princesa Herdeira deu início a seu discurso:

— Tal como nuvens no céu que encobrem a lua, as mentiras encobrem as verdades. Mas por mais que demore, as nuvens sempre acabam se desvanecendo, para que a lua possa brilhar! Hoje as mentiras caem por terra, para que a verdade possa subir aos céus!

O exército de apoiadores do príncipe herdeiro cerca toda a área, frente a frente com o exército real, prontos para brigar. Mi Yeon continua a falar enquanto ergue seus cabelos e deixa sua marca de nascença perfeitamente à mostra:

— Eu, Mi Yeon, na verdade sou filha da falecida rainha Ha Young. Somente minha mãe faleceu no parto, mas eu sobrevivi. A questão é que por ser mulher fui descartada feito lixo. Meu próprio pai, o rei Taejo, me vendeu como escrava, para viver uma vida de infortúnios e crueldades. Por sorte, tive uma senhora muito boa para mim, Ye Jin, que me ensinou tudo que sei hoje, e era como uma mãe para mim, mas ela foi morta pelo próprio marido. E qual é o nome desse homem cruel? Sun Ju, um irmão mais novo do Rei. Por isso jurei vingança, jurei matar o sangue de seu sangue, que é meu sangue também.

— Então você vai matar seu marido? Você se casou com seu irmão? — perguntaram as vozes obscenas da multidão.

— Eu, Seung Gi, na verdade não sou filho do rei. O filho do rei morreu vítima de um aborto, e eu fui concebido somente depois, vítima de uma violência praticada contra o corpo de minha mãe, Chun Hee. Portanto, não me casei com minha irmã, pois não somos parentes de sangue! E o mais importante de tudo, preciso revelar um segredo… que eu, na verdade, sou uma mulher, Mi Gi, que precisei fingir ser homem para poder sobreviver — conta Mi Gi abrindo suas vestes revelando a faixa apertada em seus seios.

— Eu, Mi Yeon, única e legítima herdeira do trono, realizo minha vingança e recupero o que é meu por direito! Irei governar meu povo, como Rainha dessa nação! - grita furiosamente a princesa, decapitando o rei Taejo.

— Sua Majestade, Mi Yeon, legítima Rainha Soberana de Goryeo! — dizem respeitosamente Mi Gi e Chun Hee, ajoelhando-se no chão, fazendo uma reverência.

Porém esse momento de vitória é rapidamente encerrado, pois o exército que antes apoiava o príncipe herdeiro, ao perceberem que foram enganados, ficam contra Mi Gi e Mi Yeon.

— Lésbicas! Promiscuidade! Mentiras! Nada disso nunca será aceito! Muito menos uma mulher no trono, isso jamais deverá acontecer! - grita em uníssono o exército.

As duas mulheres apaixonadas se abraçam para esperar pela morte. As espadas degolam suas cabeças, mas elas morrem felizes por terem mostrado ao mundo o seu amor, e por terem conseguido, mesmo que por poucos minutos, serem as Rainhas de sua nação.

Chun Hee também é atingida e falece, e tudo se transforma em caos no Reino de Goryeo.

Infelizmente todos os próximos que vieram a se sentar no trono eram homens. A rebelião das princesas apaixonadas não provocou mudanças na mentalidade do povo. Mas ainda que seus destinos tenham sido marcados pela tragédia e pela injustiça, as suas vidas ficaram marcadas como um incrível testemunho de amor genuíno e coragem verdadeira, pois mesmo diante das adversidades implacáveis de seu tempo histórico, o seu amor resistiu como uma chama inextinguível, eternizado para todo o sempre nas páginas da história de Goryeo.

❖❖❖
Notas de Rodapé

Como curiosidade, essa história se passa na Coréia, mas o ideograma 基 Gi usado para representar o nome de Mi Gi pode ser entendido como "gay" em chinês (se não me engano em seu dialeto cantonês). Não tenho certeza, mas essa deve ser uma palavra para gays homens, mas achei que seria interessante colocar o nome de uma moça lésbica com esse significado.

Muito obrigada por ter lido <3

P.S. Será que estou assistindo doramas demais? Eu adoraria espandir essa história em um longo roteiro para poder realmente detalhar todos os mínimos detalhes! Quem me dera se a Netflix me notasse pra fazer um dorama com a minha história hahaha

Apreciadores (1)
Comentários (1)
Postado 22/03/24 17:58

Sua história é uma tragédia muito interessante, devo dizer. Acredito que renderia um dorama com bastante episódios (alô, Netflix!).

Fico muito feliz com a sua participação do concurso, agradeço de coração! E fica o convite para que escreva mais romances históricos, você tem uma excelente mão para esse gênero <3

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