—Os tambores ecoavam na noite ancestral. Homens e mulheres da antiga Teotihuacán dançavam em círculo, enquanto a máscara de pedra verde era erguida diante da Pirâmide do Sol.
—O sangue deve selar o pacto… —murmurou o sacerdote, cortando a palma da mão e deixando que as gotas caíssem sobre o artefato. —Que os deuses despertem… —responderam em coro, e a névoa tomou forma, como se o próprio inferno tivesse se aberto sob seus pés.
—Séculos depois, Marina e Leo caminhavam pela mesma região, guiados por mapas e lendas.
—Marina, estamos perto. —disse Leo, os olhos brilhando de expectativa.
—Não sei se quero estar… —respondeu ela, olhando para a selva que parecia viva, cheia de serpentes e sombras. —O perigo é parte da descoberta.
—Leo sorriu, ignorando os gritos da equipe.
—Socorro! —dois homens foram engolidos pela areia movediça, desaparecendo em segundos.
—Este lugar é o próprio inferno… —sussurrou um carregador, antes de ser atacado por um jaguar que surgiu da escuridão.
—Leo, precisamos voltar! —implorou Marina, em lágrimas.
—Não. —Ele avançou até o topo da pirâmide, onde a máscara reluzia sob a lua. —É aqui que tudo começa.
—Não faça isso! —gritou Marina, mas já era tarde. Leo tocou o artefato com sangue. Tentáculos de pedra perfuraram seu crânio, e um clarão iluminou o céu.
—Aaaaaah! —o grito dele se transformou em gargalhada.
—Leo… —Marina recuou, horrorizada.
—Agora eu sou eterno. —Ele ergueu-se, os olhos vermelhos brilhando. —Vocês não são nada. Num instante, a equipe foi massacrada. Ossos quebrados, corpos lançados ao chão como brinquedos. Marina correu, mas Leo a seguiu com passos sobrenaturais.
—Você não pode fugir de mim, irmã! —rugiu, a voz ecoando como trovão.
Um índio surgiu das sombras e puxou Marina pela mão.
—Venha! —ordenou, conduzindo-a pela mata.
—Ele vai nos encontrar… —chorou Marina, olhando para trás.
—Não se preocupe. —respondeu o índio, firme. —A tribo sabe como esconder você.
—Marina! —Leo gritou, erguendo-se sobre a pirâmide, a silhueta monstruosa contra a lua.
—Eu sou a noite, e você será minha eternidade!
Os tambores da aldeia começaram a soar novamente, tentando afastar a escuridão. Marina, protegida pelos nativos, sabia que sua vida havia mudado para sempre. O irmão que amava estava perdido, e agora o mundo carregava um novo vampiro, nascido da máscara de pedra verde.
—Ele não vai parar… —sussurrou Marina, tremendo.
—Então nós também não. —respondeu o índio, encarando a selva. —A batalha apenas começou.
Continua...

