Derrota
Andréia Kmita
Tipo: Lírico
Postado: 20/02/17 21:43
Editado: 20/02/17 22:18
Gênero(s): Poema
Avaliação: Não avaliado
Tempo de Leitura: 59seg a 1min
Apreciadores: 2
Comentários: 2
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Palavras: 158
Livre para todos os públicos
Capítulo Único Derrota

Acordei um tanto triste,

sentia que tudo caia,

nem o pensamento fluía

nem eu mesma lembrava.

Na cama, horas inativa

lá lindas âncoras havia.

nem bem eu via além,

nem via além eu bem.

Ponteiro almoço marcava

e na fome faltava coragem;

que magnetismo é esse?

Tanto parece uma blindagem...

Não podia tanto mais

não contra tantos e tanta,

entreguei a espada mais afiada

na minha súbita derrota por hora.

Nem bem caia a noite

e eu lá inda estava,

parada ao som intrigante

dos porquês interpelava.

Na janela, gigante e bela!

Assim me pareceu a lua,

roubando toda aquela cena

cá salgava o canto da boca.

No tempo o corpo esqueci,

nem bem estava ali.

Adormece Imponência,

também quero dormir.

Logo de manhãzinha,

inda janela aberta,

cantou Moonlight Sonata,

estupenda serenata.

Ao acabar da melodia,

solidário pássaro voa,

os olhos vão fechando

e a chuva cai eternamente.

(ovindo: Bethoven piano sonata 14# moonlight – (Violin & Bass)

Cáceres/2015

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Apreciadores (2)
Comentários (2)
Postado 28/02/17 13:40

Ah! Estupendo! O ritmo ... O ritmo — agora que reli ao som de Moonlight Sonata — é muito belo e carrega a melancolia das palavras, como num baile, onde alguém dança sozinho, com a própria sombra... ora! belos versos!... meus parabéns.

Postado 28/02/17 19:33

Muito obrigada por suas palavras. Exatamente assim, cercada de gente, dispersa nos pensamentos, flutua a sensação de estar só, sobrecarregadamente o eu e apenas em seus eus sabe da feiura e da beleza.

Postado 15/06/18 20:53

Versos encantadores. Parabéns!

#TG 4/50

Postado 10/11/18 16:27

Muito obrigada! Comprometer-me-ei em ler os seus deste ciclo em diante.