Busto de mármore
lest
Tipo: Lírico
Postado: 21/05/17 17:02
Editado: 21/05/17 17:53
Avaliação: Não avaliado
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[Texto Divulgado] "lugar quente" é o que cantam os pássaros todos os dias espero que eu continue falando a língua deles. 
Não recomendado para menores de dezoito anos
Capítulo Único Busto de mármore

Ela, nova no que fazia

Mal sabia o que acontecia em seu meio

Deslumbrada por todo a atenção

Que recebia por sua beleza descomunal

Mal percebia as armadilhas que caia

No mundo da beleza

Jovem como a primavera

Com seus cabelos como o mar

Os mais belos tons de azul o cercavam

Sua pele branca como a neve

Esplendor de encantamento

Nova psiquê na terra

Fora então chamada para um trabalho misterioso

Um grande escultor da cidade

Queria uma jovem dama para o inspirar

Sem saber ao certo o que fazer

Aceitou esta proposta

Que lhe renderia mais do que qualquer outra iniciante

Se veste então de uma camisa de rendas negras

E uma simples calça jeans

E parte para o endereço indicado

Apesar de sua roupa leve

Sentia um calor interno grande

Não sabia se da vergonha ou ansiedade

Chegara na porta, toca a campainha

Não espera muito antes que ela fosse aberta

Recebida por um homem mais velho

Mas que ainda achava muito atraente

A vergonha então se apossa dela mais uma vez

Se tornando inteiramente rubra

Entrava a passos curtos

Se incomodava com trabalhar na casa dele

Mas todos apontavam que era um trabalho único

Pouca exposição ás massas e muita recompensa

Algo que uma reles iniciante não poderia recusar

Então mesmo apavorada de medo, continuava a andar

Ele lhe apresentava partes da casa

Que passavam até sua oficina

E ao chegar lá, pediu que se sentasse

Enquanto tudo arrumava

O lugar parecia realmente desorganizado

Mas com um ar de magia

Ele então arruma o material para seu posterior trabalho

E separa um pequeno caderno de desenho

“Podes se levantar?” dizia

“Mas é claro” Ela se respondia

Ela se envergonhava ainda mais

Por perceber que ele desenhava seu corpo

Sem mais uma palavra se quer

Ele se aproximou devagar

Segurando seus pulsos

Seu pescoço

Seus joelhos

Brincando com seu corpo como uma boneca

Seu toque a fazia estremecer

E seu coração palpitar

Mesmo entendendo aquilo tudo

Todas as poses e ângulos

Eram necessário para uma boa escultura

Mas seu corpo ainda desmoronava

De dentro para fora

“És tão linda que me encanta”

Ao ouvir isso em seu ouvido

A garota fica ainda mais ofegante

O que ele responde com um sorriso

“Por isso que gosto de jovens”

“Sua sensualidade vêm até a pele”

“Se assim ela foi invocada”

“Foi pelo leve toque de suas mãos”

Ao dizer isto ele colocava as mãos sobre sua cintura

Subia os dedos por seu corpo devagar

Ela mal percebia que ao fazer isto

Sua camisa já caia no chão

Ao sentir o toque do vento em sua pele

Mal conseguia ficar mais em pé

“Um busto de mármore vivo”

Ele ria ao olhá-la de frente

“Me compara a uma pedra?”

“Por que a pedra é meu trabalho”

“Onde eu vejo a verdadeira beleza”

As suas pernas tremiam

Ela não conseguia mais conter a própria tensão

Se sentia como a um anjo

Que já perdera os pés do chão

“Posso prosseguir?”

Dizia o artista a envolvendo por trás

Com as mãos no zíper de sua calça

Ela consente trêmula

Ao se sentir mais uma vez despida

Pela fonte de seus desejos

Desaba finalmente ao chão

O que é respondido por um riso

Do homem que a desenhava

Ele então a pede que se ajoelhe

Deixe os braços soltos

Segura sua cabeça ligeiramente para trás

Arruma seu cabelo em uma cascata lisa

Fica de pé a sua frente a olhando nos olhos

E volta desenhar

Ela o olhava intensamente

Com o ardor de fogo em seus olhos

Apoiava as mãos em suas coxas

Se inclinando um pouco mais a frente

Ele sorria gentilmente, acariciando seu rosto

Ela logo lhe abocanha o dedão

Ele ria, terminando os desenhos

Se abaixa, apoiando as pernas nas laterais do corpo dela

Sentava-se em seu colo lhe olhando os olhos

“Se queres se divertir um pouco comigo”

“Dessa experiência minha arte também se aproveita”

Ele aproxima aos poucos os lábios aos dela

Que sede com carinho, sem deixar de tremer de prazer

Ao sentir seu beijo

A mente da garota se torna branca

Nada mais existia para ela

Além das sensações de seu corpo que estremecia

Agarra-lhe o pescoço

O derrubando sobre ela quando ao chão caia

A cada mais singelo toque

Sua pele respondia se arrepiando

Aos beijos respondia com o mesmo amor

Se emaranhava em seu corpo com braços e pernas

Seu corpo se derretia

Enquanto o ímpeto a dominava

Quando se deu conta de si de novo

Já havia lhe arrancado a camisa

Sentia seu corpo acariciar ao dele

O prazer a percorria por inteiro

Enquanto o ajudava a se despir mais um pouco

Então aos poucos

Suas intimidades eram reveladas

Lentamente com carinho

Se tornava receptiva ao seus amores

Suas pernas já estavam afastadas

Esperando para recebê-lo dentro de si

Quando o toque dele sentia por dentro

Inundou a sala com seus gemidos

A cada estocada que lhe dava

Inúmeras alucinações tinha

A este mundo não mais pertencia

Aos prazeres se entregava totalmente

Lhe arranhava as costas com força

Toda a pouca força que tinha dirigia a esse ato

O olhando transmitindo seu ardor interno

Sua boca fechava com a dele

Puxando-lhe a nuca com certa violência

Tudo o que tinha por dentro a dominava

O empurrava para o outro lado

Subia por seu corpo com avidez

Se movia sobre ele com desejo

Se possuindo de seu corpo

Por muito tempo lá ficou

Jogava a mão sobre seu peito

Subindo aos poucos para o pescoço

O arranhava com força

Da mesma forma que ele lhe arranhava o quadril

Sua cabeça cambaleava

De um lado ao outro olhando os arredores

Logo seus olhos focavam em uma mesa ao lado

Que mesmo coberta de pó de mármore

Lhe parecia muito convidativa

Com certa fraqueza se levanta

Indo até ela

Se inclinando, sujando sua barriga e busto de pó

Olhava sobre o ombro, o vendo levantar

Com olhar de súplica para que a ame

Ele logo vinha atrás, acariciando seu corpo devagar

Lhe da um tapa leve sem marcar

Segura a cintura até começar de novo

O movimento entorpecente

Que controlava aos dois

Ela sentia a mesa tremer

A cada estocada que recebia

Se agarrava firme

Com todas as forças

A borda desta mesa

Que se arrastava aos poucos

Logo seu corpo mais uma vez estremecia

Desta vez com ainda mais força

Até seu corpo totalmente desfalecer

Percebe então

Que seu artista preferido para de a penetrar

E sente algo quente escorrer por suas costas

Sorrindo, ele lhe convida a um banho

Que ela aceita com prazer

A guiando por sua residência de novo

Os limpando por inteiro

A abraça com ternura

O belo corpo nu que tanto aprecia

Ao se despedirem finalmente

Uma proposta indecente

Ele a cativava

“Queria você ser minha modelo permanente?”

Coisa que aceitou alegremente

Com um doce beijo contente

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