Alguém para esperar por
Julih
Tipo: Conto ou Crônica
Postado: 14/01/16 00:04
Editado: 03/03/18 23:33
Gênero(s): Cotidiano Reflexivo
Avaliação: Não avaliado
Tempo de Leitura: 1min
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Palavras: 160
[Texto Divulgado] "O olhar de Jurema" Jurema, uma brasileira comum, tem seu dia a dia e sua reflexão sobre sua vida narrada neste conto, que visa mostrar uma breve descrição do brasileiro em geral.
Livre para todos os públicos
Capítulo Único Alguém para esperar por

Alguém para esperar por

Todo dia eu acordo uma primeira vez, bem mais cedo do que qualquer despertador. Algumas vezes é a janela aberta, outra a obra nos fundos da casa, bem, não interessa, eu acordo mais cedo.

Eu me sento na cama, olho para os lados e triste jogo minhas costas no colchão.

Algumas vezes eu acordo mais uma vez, abro um dos olhos e olho para minha porta e volto a dormir. Quando o despertador toca de verdade eu levanto e desligo-o, triste. Depois disso, só me arrasto pelo dia.

Mas ainda há as vezes eu que tenho insônia, em que não importa o que eu faça ou quantas vezes eu olho para os lados, eu sempre vou ficar triste. Algumas vezes tenho pesadelos e não importa o quão alto eu grite, eu ainda vou ficar triste. Algumas vezes eu só deixo cair uma lágrima silenciosa dizendo:

- O que eu estou esperando? Não há ninguém para esperar por.

❖❖❖
Notas de Rodapé

Eu tô postando esse texto meio acordada meio dormindo, apesar que eu escrevi outro dia, então pode ter alguma coisa estranha em algo como tag e etc, desculpe se tiver :x

Apreciadores (13)
Comentários (7)
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Postado 21/04/16 22:20

Babe Juh, cadê a sua fofura? E cá encontramos novamente a Juh que detona com os nossos sentimentos... No bom sentido, não fique brava comigo.

Quando li o título, nada me veio à mente; exatamente nada. E gosto quando isso ocorre: você não sabe o que vai acontecer, você não tem expectativas quanto ao desfecho. E bem, eu sinceramente gostei desse texto. Tem uma melancolia presente muito forte aqui. No começo parece apenas um detalhar rotineiro, mas é apenas uma introdução a uma pergunta importante:

O que estou esperando quando não há ninguém para esperar?

Uma simples pergunta que remota a várias circunstâncias e situações, entre elas, a mais especial seria a perda de tudo ou alguém importe, porque você já não a tem para esperar. Já não há uma razão para acordar. E isso é transmitido no texto, esse desinteresse em acordar, em ver um novo dia, não importando a quantidade de vezes que acordou antes da hora; não interessava.

Ela já não tinha a quem esperar.

Postado 21/04/16 22:27

Devo apenas te dizer que quando escrevi isso eu tava numa bad.

Algumas vezes, não é nem questão de perder algo ou alguém, é apenas a situação de stress de sempre que acaba saindo pra um lado ou para o outro. Eu, atualmente, acho esse texto muito drama, mas como disse, tava numa bad do caramba quando escrevi ;u;

Obrigada pelo comentário <3

Postado 14/01/16 13:48

Um texto bem triste e um tanto quanto depressivo, mas acho que muitos de nós já passamos por experiências similares e podemos nos identificar com pelo menos um pouco das ideias que encontram-se aí.

Você conseguiu passar os sentimentos da personagem muito bem, Júlia, parabéns :)

Postado 11/03/16 17:38

Me sinto mal por deixar o comentário sem resposta, apesar que até hoje não tive como responder seu comentário.

Apenas, obrigada, de verdade!

Postado 11/03/16 12:03

Faço minhas as palavras e congratulações do Sr Daniel, exceto que talvez/provavelmente por motivos diferentes, posto que romance nunca me foi (e nem desejo que seja) algo de fato importante ou preocupante.

Mas gosto de pensar que reconheço um texto bem escrito quando leio e uma autora talentosa e cheia de potencial quando conheço uma. E ambas se encontram bem aqui.

Atenciosamente,

Um ser que nunca esperou ou foi esperado por alguém, Diablair.

Postado 11/03/16 17:37

Fofobleir, obrigada *-*

Postado 25/06/16 11:03

Muito bom seu texto, profundo, bem triste. Retrata muito bem a dor da solidão, que de companheira para inimiga é diferenciada por uma linha muito tênue.

Me parece muito com o texto de alguém de coração partido, que ainda com suas forças restantes tenta se desapegar mas acaba sempre em lágrimas, onde seu refúgio, longe de qualquer droga, é o mundo dos sonhos. Posso ter viajado muito, mas foi assim que eu entendi, e achei belíssimo !

Postado 26/06/16 14:06

Muito obrigada pelo teu comentário, e sabe, acabou que tu não viajou muito hahauahhuaa :D

Postado 27/06/16 11:19

So cute. heh. É algo triste realmente.

Postado 27/06/16 14:05

É, neste caso foi realmente baseado em tristeza escrever. Mas, como sempre, ainda há esperança ;)

Postado 07/08/16 10:01

Você vem me observando, Julih? Só pode ser isso, pois eu me vi nesse texto. Okay, meses e meses atrás, mas me vi. E, quando eu li, sem que eu desse conta do que estava acontecendo, eu estava chorando. E, claro, meu peito estava dolorido. Mas, não por eu estar me sentindo como a tua personagem no texto; mas, sim, por me recordar daqueles momentos em que passei que são espantosamente idênticos ao que descreveu.

Eu não desejo tal sentimento para ninguém, mesmo que essa pessoa seja minha "arque-inimiga". Dói demais. Sufoca. Apavora. Destrói.

Mas, como todos dizem... Antes da felicidade, há os momentos de angustia.

Belíssimo texto, Juh. Você é uma das minhas autoras favoritas aqui da Academia. Simplesmente amo tudo o que escreve. Você é magnífica. <3

Postado 07/08/16 15:32

Estou no chão com esse comentário tão bonito. Vic, você disse coisas tão magníficas ;---; muito obrigada ;---; ME ABRAÇAAAAAAA ;------;

Talvez eu não esteja de observando, talvez a gente apenas tenha sentimentos parecidos, porque normalmente escrevo aquilo que eu não consigo transmitir apropriadamente (que problemão, não? xD)

Obrigada, mais uma vez! <3

Postado 12/09/16 20:20

Olha a bad vindo de encontro ao meu coração x.x

Bem melancólico, mas profundo. Gostei <33

Postado 12/09/16 22:57

Bad nasceu nesse poema. Nele morre também, selei aí.

OBRIGADA <3