Meus
Meiling Yukari
Tipo: Conto ou Crônica
Postado: 17/10/20 22:56
Editado: 19/10/20 16:15
Avaliação: 9.53
Tempo de Leitura: 1min a 2min
Apreciadores: 6
Comentários: 7
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Palavras: 313
[Texto Divulgado] "A sociedade mata por " Torturando três garotas, Lobo Negro faz elas sentirem na pele as agonias da alma e mostrando os monstros da sociedade em que se vive.
Não recomendado para menores de dezoito anos
Notas de Cabeçalho

Olá, pessoinhas!

O conteúdo pode ser um pouco sensível para alguns leitores...

Capítulo Único Meus

Alessandra era una médica como qualquer outra. Mas tudo mudou em sua vida após sofrer um aborto espontâneo e ser abandonada pelo marido, que a culpou pelo ocorrido.

A mulher então mudou de cidade e recomeçou do zero. Abriu uma clínica aparentemente normal, mas que, no subsolo, funcionava como uma clínica clandestina de aborto.

Tudo o que Alessandra mais queria era arrancar todos os fetos possíveis com suas próprias mãos.

Para tudo ser ainda mais prazeroso, ela fez seu negócio circular na boca do povo da periferia, na boca das mulheres mais despreparadas para esse procedimento.

Alessandra queria ser o mais cruel possível. Fazia suas vítimas pensarem e acreditarem que estavam sendo salvas de suas gravidezes indesejadas, com toda a misericórdia de uma bondosa médica que as ajudaria de graça...

Mas quando essas pobres mulheres se encontravam vulneráveis e totalmente nas mãos da cruel médica, tudo mudava e Alessandra se revelava.

Prendia sua vítima na mesa de cirurgia, e sem nenhuma anestesia abria-lhe o ventre e arrancava seu útero. Em seguida arrancava todos os órgãos ali presentes, ouvindo os gritos de dor excruciante e sofrimento sem fim de suas vítimas.

Ao final, pegava os restos da mulher e mandava para o incinerador de lixo hospitalar.

Mas guardava o útero com o preciso feto, e também um braço da mãe do respectivo bebê. Tudo isso para fazer parte de sua coleção especial.

Essa coleção especial consistia em uma banheira, a qual Alessandra queria encher até transbordar de úteros e braços.

E sempre que ia para casa dormir, Alessandra, antes de ir embora da clínica, passava na banheira, dando boa noite para seus bebês:

– Vocês são meus, meus fetos, meus bebês, meus preciosos... Esses braços nojentos de suas mães biológicas vão apodrecer sem nunca poder tocar em vocês... Porque vocês não pertencem mais a elas, que te renegaram... Pertencem a mim, e são exclusivamente MEUS.

❖❖❖
Notas de Rodapé

Obrigada pela leitura <3

Apreciadores (6)
Comentários (7)
Comentário Favorito
Postado 20/10/20 19:40

Mein Engel, sua obra foi de uma morbidez, brutalidade e, por que não dizer, uma tragédia sem igual...

O modo como a protagonista se transformou em um monstro por conta da perda e, talvez, da culpa que imbuiram em sua alma dilacerada foi tão intensa que causa arrepios. E por cada fagulha do Inferno, a coleção que Alessandra montou é de uma genialidade macabra e grotesca como somente uma adorável Doente como você poderia arquitetar!

Muito obrigado por me inspirar, entreter e reanimar com uma obra tão escabrosa e bem feita, minha Imperatriz das Trevas!

Atenciosamente,

um ser que quase foi parar na coleção de Alessandra, Diablair.

Postado 24/10/20 12:23

É para mim quase impossível tecer uma resposta digna desse comentário tão incrível, tão enaltecedor, e tão maravilhoso!!

Obrigada de todo meu coração, um grande abraço, de uma criatura que, junto com você, gostaria de comer petiscos fritos vindos diretamente da coleção,

Meiling <3

Postado 17/10/20 23:39

Realmente tenebroso!

Morri de dó das mulheres...

Foi perfeito para a imagem,mas muito macabro.

Obrigada por compartilhar conosco!

Postado 18/10/20 23:40

Compartilho desse sentimento de dó...

Muito obrigada, senhorita Monise, por sua presença e comentário aqui!!

Um abraço <3

Postado 18/10/20 11:31

Ah, senhorita Alessandra... Mesmo esvaziando todos esses ventres permanece vazia, incapaz de livrar-se de sua amargura. Seus troféus são a prova visceral do quão oca se sente por dentro, amostras de suas dores. Muito boa esse trabalho que você fez, Yukari. Fazer o vilão ser uma vítima inconsciente de seus atos. Afinal, o quão péssima ela não teve estar pra chegar nesse estado...

Postado 18/10/20 23:42

Sr. Aristeles, você captou perfeitamente a ideia desse texto!!

Alessandra é uma vítima vazia, que fez mais vítimas através de sua tristeza ensandecida...

Muito obrigada por sua interpretação tão boa do que eu escrevi <3

Abraços para você <3

Postado 18/10/20 17:09

Amiga, a leitura desse texto deixou até a minha pressão baixa! Monstruoso, macabro e melancólico. O quanto as pessoas podem mudar por conta de uma dor... Realmente conforme a descrição do que a protagonista fazia com as vítimas foi sendo feita, só consegui sentir medo e uma tristeza muito profunda. Pobrezinha...

Obrigada por compartilhar conosco!

Parabéns, Mei ♥

Postado 18/10/20 23:44

Querida Ternura, suas interpretações são sempre tão profundas e acertadas!

É extremamente triste e horrizante ver a que ponto uma pessoa pode chegar... ela era uma vítima, mas se transformou em algoz...

Muitíssimo obrigada <3

Um grande abraço <3

Postado 18/10/20 17:42

Monstruoso! E FABULOSO TAMBÉM!

adorei, tão melancólico e pesado, mas que dá vontade de ler mais, saber mais, algo muito incrivel que nem todas as obras possuem <3

Postado 19/10/20 00:14

Aaaaaa senhorita Estrela, que comentário mais lindo!!

Sinto-me tão lisonjeada e feliz com suas palavras e elogios!!

Muito obrigada, de coração <3

Um grande abraço <3

Postado 18/10/20 19:30

Forte ....muito forte e incrivelmente parecido com uma realidade que pode ocorrer a qualquer hora.

Parabéns mei

Postado 19/10/20 00:15

Sim... infelizmente é um texto que retrata algo bem real...

É muito triste pensar no quanto uma pessoa pode ser afetada por suas adversidades e tristezas na vida...

Obrigada e um abraço <3

Postado 21/10/20 23:07

MeiLícia, que texto pesado e sinistro. Menina, foi macabro no último gral!

E o pior é que algo do tipo é totalmente possível de acontecer na vida real (o que torna o sinistro ainda mais macabro).

A história da protagonista, é a de muitas outras. O problema é que ela acabou indo por um lado doentio. A insanidade que corroeu a alma dela, ansiava por outras almas.

Postado 24/10/20 12:25

Aaaaaaa senhorita Flávia, suas palavras tanto me enaltecem, que não sei nem como agradecer adequadamente...

Muito obrigada pela imensa honra de ter um comentário tão lindo seu nesse meu texto * - *

Um grande abraço <3