Arenito Devoniano
Renato Franklyn
Tipo: Lírico
Postado: 08/12/20 23:33
Editado: 19/06/22 02:18
Gênero(s): Poema Reflexivo
Avaliação: Não avaliado
Tempo de Leitura: 46seg a 1min
Apreciadores: 2
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Palavras: 125
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Notas de Cabeçalho

POEMA - Arenito Devoniano

Capítulo Único Arenito Devoniano

Mudo o mundo cinzento

Com o meu penado calar

Pois nada nele há

Senão um astro sussurro

Que de vez é grito de socorro

E d'outras, acusação de absurdo;

É legítimo, entrementes, sujo.

Se dentro...

Lá dentro de meu peito,

Houvesse algo mais puro

Qual uma pérola de pequeno brilho

De certo, ao certo passo em que grito

O mundo tornar-se-ia menos escuro.

E sem ligações, sem empréstimos,

Sem a piedade dos santos que me julgam

Numa doente leveza, descargaria de tudo.

Assim, fujo de meus arcários

Mordazes gananciosos

Que transeuntes não falham

Mas que sempre em perpétuo

Me fazem temer falhar.

Porém se nada deles posso falar,

Então que o mundo ouça o que me resta:

Que o mundo ouça o meu astro sussurro.

❖❖❖
Notas de Rodapé

O nome é Arenito Devoniano, porque certa vez, há muito tempo atrás, li em algum livro que esse era o primeiro tipo de solo terrestre, ou o primordial. Não lembro ao certo... Então aqui vai: do que iniciou tudo para o que é mais íntimo do ser que foi desenvolvido.

Apreciadores (2)
Comentários (1)
Postado 13/12/20 14:01 Editado 13/12/20 14:02

Olá * -- *

Que lindo poema!

Eu enxerguei isso tudo como se fosse o começo e o fim, algo misturado e paradoxal entre o início e a destruição do mundo (e do próprio narrador), o que para mim foi algo realmente bonito, trágico e interessante de se ler!!

Ficou ótimo!! Parabéns!!

Um abraço <3