Águas Profundas (Em Andamento)
Esfinge
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Tipo: Romance ou Novela
Postado: 18/06/22 15:54
Editado: 19/06/22 21:22
Qtd. de Capítulos: 19
Cap. Postado: 18/06/22 17:36
Avaliação: 10
Tempo de Leitura: 6min a 8min
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Palavras: 969
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Não recomendado para menores de dezoito anos
Águas Profundas
Capítulo 7 Capítulo 7

Aydan ficou trancado na carruagem enquanto sentia ela se mover. Para sua sorte, Raiden não tinha entrado junto com ele e ele ouvia seus gritos de vez em quando para seus guardas. Os dois ômegas não estavam ali e ele não sabia onde o alfa os tinha colocado. Sentia uma intuição muito ruim sobre o que aquele homem era capaz. Ele foi vencido pelo cansaço e tédio e adormeceu, acordando depois de sabe se lá quando, com a parada brusca. Ele tentou espiar pelas cortinas, mas só ouvia a movimentação dos capangas descarregando cargas misteriosas. Um grito e choro foi ouvido, seguido de um silêncio preocupante.

− O quê esse desgraçado pretende, será que estão abusando deles? − Ele disse preocupado tentando ouvir.

A porta foi aberta de repente, mostrando Rayden no que parecia ser uma armadura preta.

− Olá, querida! Sentiu minha falta? − Ele entrou no espaço pequeno e Aydan foi para o lado contrário como um animal acuado. − Ei, não fuja! Você vai perder toda a diversão trancado aqui. − Raiden sorriu e foi até ele, o pegando à força pelos ombros.

Aydan lutou o empurrando e tentando chutá-lo. O homem pareceu se divertir ainda mais, o jogando no banco e colocando seu corpo em cima dele. Ele o beijou com força e Aydan o mordeu, sentiu o gosto de sangue em sua boca.

Raiden parou o beijo com os lábios sangrando e um sorriso que beirava a loucura.

−Ah minha pequena besta..você não é diferente daqueles animais. Logo vai aprender quem é superior aqui e quem domina quem. −Ele puxou um pedaço de pano o amordaçando e prendendo suas mãos com uma algema.

Depois de arrastá-lo para fora, Aydan desistiu de lutar. Pelo menos ele não ficaria num espaço pequeno com aquele monstro. Ele olhou ao redor e percebeu que estava numa floresta, no céu a lua estava cheia e a única luz na escuridão. Os capangas de Raiden tinham sumido, não podendo ser vistos em lugar nenhum.

Aydan resmungou contra o pano.

−Você já vai ver onde vamos. − Raiden o puxou pela floresta e os dois andaram por um tempo. Quando chegaram em o que parecia ser a descida de um barranco, ele puxou Aydan para o chão.

−Fique quieto aí e observe. − Ele puxou uma capa escura no chão, tapando ambos e apontando para uma direção no escuro.

Aydan olhou por um tempo esperando seus olhos se acostumarem com a escuridão. Alguns metros à frente, um ponto de luz chamou sua atenção para o que ele reconhecia ser uma lamparina. Ao lado dela, duas figuras vestiam mantos vermelhos que Aydan reconheceria em qualquer distância.

A túnica, a lamparina, aquela posição.

Ambos os ômegas respiravam ofegantes e Aydan sentiu um profundo horror. Ele começou a chorar e tentar resmungar através da mordaça, mas Raiden colocou o peso de seu corpo em cima dele, o impedindo.

−Shhh. Logo ela estará aqui. −Raiden se referiu a besta.

Aydan chorou ainda mais pela raiva, já prevendo o que tudo aquilo significava. Era uma emboscada.

Os minutos se arrastaram e ele ainda rezava para que os companheiros daqueles ômegas nunca viessem, contudo, era inútil. Aydan viu uma movimentação na mata e uma criatura emergiu. Ele não sabia dizer de que espécie ela pertencia, o corpo parecendo ser composto de variadas partes de animais diferentes. A besta se aproximou dos dois ômegas farejando. Ela se demorou no garoto à esquerda, que pareceu tremer e murmurar alguma palavra.

−Por favor, Fuja − O jovem ômega falou lutando para manter-se acordado.

Nesse momento, uma lança atravessou a cabeça da besta em uma velocidade que Aydan não saberia dizer de onde ela surgiu. O Monstro soltou um urro de dor e caiu morto do lado do ômega.

"NÃO!"

Aydan lutou com todas as suas forças para se levantar enquanto tentava lutar com Raiden.

−Ele está morto, não adianta lutar. −Raiden o abraçou para contê-lo. Aydan desistiu e afundou para o chão derrotado.

−Eu não disse que seria divertido? É só para isso que esses animais servem, olhe bem para aquela aberração da natureza. −Ele tirou a mordaça dele agora que o silêncio não era mais necessário.

−A única aberração aqui é você! Seu maldito!

Raiden riu e desceu o barranco. Seus capangas saíram da floresta onde estavam camuflados.

− Belo lançamento, Katsuo. Certeiro e limpo!

O homem era o mesmo que tinha capturado Aydan e os outros. Impossível de esquecê-lo.

Outros lacaios vieram e ergueram os ômegas do chão.

− O que fazemos com eles agora, mestre?

−A garota ainda será útil, quanto ao outro, podem fazer o que quiser com ele.

Aydan ouviu aquilo acordando de seu estado de choque.

−Não! Por favor! − Ele correu até Rayden. −Por favor, o poupe de mais sofrimento! Eu faço qualquer coisa, mas não o faça passar por mais esse inferno. − Aydan o puxou pelas roupas e o encarou suplicando.

Raiden franziu os lábios pensando.

− Qualquer coisa? − Ele levantou uma sobrancelha.

Aydan cerrou os dentes com ódio, mas concordou.

−Ótimo. − Rayden virou para os seus homens. − Dê a ele uma pílula de suicídio e o deixe morrer do lado do seu par. O que acha, querida? Soa romântico, não?

Aydan avançou nele com ódio tentando dar um soco, porém as algemas ainda estavam lá. Raiden lhe deu um forte tapa o deixando no chão.

− Andem logo, ainda temos que amarrar esse bicho na carroça e voltar antes que sua pele estrague. Existe uma ótima recompensa por ele.

Raiden caminhou até ele, o pegando pelo queixo.

−Quanto a você, seria inteligente da sua parte não me testar. − Ele deu um leve beijo em seus lábios. −A partir de hoje, você irá ficar comigo todas as noites, caso contrário, seus irmãos terão um destino ainda pior.

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Notas de Rodapé

Eu achei pequeno esse capítulo, mas ele foi pesado o suficiente

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