Eu fiz amizade com um professor de Letras. Mas, aviso: há professores e professores.
Ele fazia parte de agremiação literária. E me convidou para lá comparecer.
Eu fui. Só de falar em Literatura, eu me senti honrado.
E lá estava o professor, sentado como diretor tesoureiro.
E no final da sessão literária ele me convidou:
- Apareça lá em casa.
Eu não me fiz de rogado. E fui até a casa dele. Ele na hora do almoço, me convidou para almoçar com ele.
Durante o almoço, conheci a mulher com quem ele vivia.
Só que pouco depois do almoço ele me falou:
- A vida aqui na capital é muito provinciana.
Eu pensei comigo:
- Provinciana?! E, pensei eu, se não fosse.
É que aquela mulher que estava com ele, era a enésima.
E nisso me lembrei de uma tia, muito católica, que me disse há tempos:
- Vida assim (como a dele) não vale a pena.
Eu tinha contado para ela. E ela não era de condenar.
E ousadamente perguntei ao professor:
- Por que diz isso, de a vida aqui ser provinciana?
Ele não me respondeu. E já estávamos falando sobre autores.
Eu hoje me pego pensando em minha tia.
Ele me salvou de muita coisa ruim. Realmente vida assim de variar de mulher, não leva a nada.
E escrevo este conto. Se com ele puder divertir alguém está bom

