Esclarecendo relações (Terminado)
Tháiza Lima
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Tipo: Antologia Poética
Postado: 12/07/16 16:58
Editado: 16/08/16 16:50
Gênero(s): Poema
Qtd. de Capítulos: 5
Cap. Postado: 12/07/16 16:58
Cap. Editado: 29/07/16 13:51
Avaliação: 9.46
Tempo de Leitura: 42seg a 57seg
Apreciadores: 9
Comentários: 1
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Palavras: 114
[Texto Divulgado] "Diálogo sobre a loucura" "Diálogo sobre a loucura" é um mergulho poético nas águas turvas da paixão humana. Sob um céu cinzento que chora em forma de chuva, a voz do poema trava um embate intenso entre a frieza da razão e o abismo do sentimento. Diante do olhar verde, puro e impassível de uma misteriosa menina, esconde-se o maior dos enigmas: seria o amor a única loucura que nos salva da lucidez do nada? Uma obra marcante sobre a coragem de se fazer tolo para aprender, finalmente, o que significa amar.
Não recomendado para menores de dezesseis anos
Esclarecendo relações
Notas de Cabeçalho

"Como dor pode ser uma coisa boa?", disse.

"A dor de dar. Melhor exemplo", respondeu.

Obrigada, Annita, por ignorar o "Sem ambiguidade, por favor".

E Lara, pelas ideias maravilhosas, ainda farei poesia com elas.

Sorry, eu normalmente não escrevo coisas assim, mas hoje foi um dia incomum, com um tema que deu abertura para coisas incomuns, e as pessoas que me deram apoio para postar esse poema também não são as mais comuns (no bom sentido <3).

Boa leitura!

Primeira semana Incendeia a veia

Iniciava-se ali uma reação exotérmica.

De dentro para fora, queimava e borbulhava,

veias incendiando por baixo da carne aprazível.

Maçãs do rosto coravam, ofegavam,

abriam-se liberando o calor dentro de si,

mostrando os dentes retilíneos que se resguardavam.

Estes, mordendo sem dó o tecido suave;

doía, oh, que sentimento penoso o corpo sente.

Bate os cílios novamente, ignora a sensação ardente

do epitélio em chamas, de lábios tocando seus semelhantes.

Doíam os estalos, as batidas, as palavras;

ascendia o fogaréu dentro do peito; queimava.

Pupilas reviradas da dor crescente,

unhas cravando os lençóis brancos

manchados de carmesim.

No meio de tudo, o corpo sorria,

cantava a melodia tênue

entre

a dor e o deleite.

❖❖❖
Notas de Rodapé

Novamente, desculpem. No próximo tema vou voltar a mim.

Espero.

Apreciadores (9)
Comentários (1)
Postado 16/07/16 14:07

Caramba, quanto ardor.

Muito bom o "poeminha", hehehe. Parabéns!

Postado 26/07/16 18:19

Shuahsua, dias incomuns resultam nisso qq

Obrigada :33