Chega a hora da cerimônia, Flor de Lótus segue em cortejo a pé, até o templo principal onde as celebrações nacionais são realizadas.
A família real já está em seus lugares, as monjas sentadas em círculo sobre o palco e uma grande almofada a ela destinada.
Ela entra, cumprimenta o casal imperial, seus irmãos e se posiciona frente a almofada e virada para a multidão.
Crianças de cada cidade lhe entregam ramos de flores os quais são colocados nos jarros dispostos a sua direita e esquerda.
Na sequência uma criança aprendiz, de cada um dos 12 monastérios, lhe entrega um pergaminho que ela lê em silêncio, vira-se para as monjas e curva-se em gratidão por aquele último ensinamento.
Um deles em especial, lhe leva às lágrimas, bendito véu!
Ela se inclina agradecendo mais uma vez os ensinamentos, ajoelha-se na almofada.
As monjas vêm com seus incensários e a abençoam colocando a mão sobre sua cabeça.
Feita a pergunta, ela responde SIM.
As monjas a levantam.
Monja Naira a pega pela mão e a vira perante a multidão.
O véu é retirado perante a multidão.
Outra monja lhe passa uma tocha acesa, Flor de Lótus acende com ela o altar sagrado e lhe deita o incenso, pronunciando os versos da consagração.
As monjas uma a uma a abraçam e beijam seu rosto.
Flor de Lótus agora é uma delas.
A mente da moça repete incessantemente a mensagem que a tocou...
"Filha...
Às vezes a única forma de sobreviver, não é lutar contra a corrente, mas seguir corajosamente em frente!"

