Em plena escuridão
6 de Janeiro
Tipo: Conto ou Crônica
Postado: 23/11/20 03:59
Editado: 16/12/20 01:32
Avaliação: Não avaliado
Tempo de Leitura: 8min a 11min
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Palavras: 1404
[Texto Divulgado] "Iminnar" Tudo o que ela precisa é completar o treinamento e se provar, para si mesma e o fantástico mundo que lhe cerca.
Não recomendado para menores de dezoito anos
Notas de Cabeçalho

Se você é uma certa PATINHA, OU MINHA MÃE, ESTÃO PRO-I-BI-DAS de continuarem esta leitura.

Amo vocês e ainda prezo pelo resto ínfimo de decência que tenho.

Capítulo Único Em plena escuridão

Parecia-se apenas com uma noite comum, nossas alianças de prata brilhavam com o reflexo da luz à medida que a cama balançava, fazendo sinfonia com nossa respiração quente, desajeitada.... Ligeiramente risonha.

Ele ia me adentrando com seu grande membro que pulsava quente e molhado, para frente e para trás, minhas pernas estavam tão abertas que eu começava a ter cãibras, nem estávamos totalmente despidos, nem sabia ao certo se ambos ainda queríamos estar ali, um com o outro, atuando, fazendo o máximo possível para dar e receber prazer.

Mas estávamos muito concentrados, de fato.

Eu arfava enquanto minhas costas iam de encontro à parede que parecia uma esponja, sugando os odores, os espamos, os gritos, a umidade...

Minha vagina pingava no lençol, ele me olhava sério, sorridente, boquiaberto, talvez naquele momento estivesse se lembrando da mulher incrível que eu sou, não só por agarrar um pau com tanto desejo e amor, como ninguém antes fez com ele... Mas por ser apenas intensamente louca e instável.

- Isso.... Vai.... Ohh - eu arfava, implorando por mais, muito mais do que ele poderia me dar - Acaba comigo... Isso... Vai... - continuava implorando com uma voz que não parecia mais ser minha.

- Você gosta é...? - ele estocou ainda mais forte, fazendo minha cabeça bater na parede, gargalhamos e nos beijamos.

Fiz que sim com a cabeça, ao encontrar seus olhos colados aos meus, lancei para longe blusa, deixando minha pele à mostra e logo massageando os bicos dos meus seios vagarosamente que se enrijeceram de prontidão, peguei o homem pela nuca direcionando seus lábios e dentes para meus seios que estavam famintos por um toque úmido e gelado daquela língua saborosa.

O homem que eu pensei que amava, abocanhou primeiro o mamilo direito, concentrou-se tanto que doía, chupava meu seio com tamanha intensidade que senti minha alma toda esvaindo-se do corpo, eu flexionava meus quadris por mais pênis, mais pulsação, mais gozo, mais calor, mais estocadas no útero, mais selvageria.

Isso, acabe comigo...!

Não tenha dó...!

Ohhh... Isso, continue, continue me aperte de todas as formas, quero marcas de dedos em meu pescoço, quero perder o ar, quero sangue, quero dor, quero ficar exausta e desmaiar por um milésimo, quero reacordar com o gozo, com um tapa na cara, com um pau na garganta me fazendo revirar os olhos, quero abocanhar seu membro pesado e farto, quero que ele me rasgue, que ele abra um poço em mim, que eu jorre e toda a água do meu corpo saia por baixo, quero secar, quero transcender, quero... Quero... Ohh...

Mas não... Ele continuava apenas no seio direito, de repente o sexo se tornou apenas um desconforto. Eu não queria mais estar ali, me excitava mais pela minha imaginação do que pela realidade.

Foi quando uma mão conhecida, surgiu por detrás dos ombros dele, quase que invisível, a mão afastou o corpo de meu namorado para o lado e alcançou minha boca, chupei aqueles dedos, como doces de caramelo, logo, aquelas mãos começaram a passar por todo meu corpo, eram grandes e grossas, geladas, misteriosas, meu namorado não parecia perceber que havia mais alguém ali.

Meu par de olhos abismado, pousou no par de olhos do homem estranhamente conhecido, os olhares se devoraram em silêncio, ele bateu palma duas vezes e as luzes de apagaram como magia, deveria ser pecado ele ter olhos tão bonitos, eu não deveria ser digna de vê-los.

Tudo se tornou infernalmente quente e contagiante.

Eu estava escancaradamente excitada por aquela figura no escuro, que abocanhou meu seio esquerdo, lambendo toda a base, mordiscando o mamilo, ensinando como se fazia, enquanto uma das mãos agarrava minha cintura, a outra massageava meu clitóris em movimentos circulares e lisos, enquanto o pênis do meu namorado ainda estava dentro de mim, a situação me arrancou deliciosos gemidos.

As duas bocas chupavam meus seios, revezando-se com minha língua, beijos safados, beijos misteriosos.

Dois homens, um ideal e o outro, o que eu tinha.

As quatro mãos me colocaram de quatro, estava escuro, pela maciez da pele e da largura do corpo, e do cheiro delicioso de pele, pude sentir que meu namorado estava por baixo, me colocou para cavalgar, me sentei sobre meu membro, ainda duro como pedra, ele abraçou minha cintura, beijou-me o pescoço, lambeu minha orelha, sussurrou algo que não compreendi, mas soube que era bom.

O outro homem, abraçou-me por trás, tirando minha face de perto do meu namorado e trazendo meu pescoço e costas colados junto à seu corpo que era um pouco mais rígido, um pouco mais magro, provavelmente mais escuro - seu corpo desconhecido.

Enquanto meu namorado me fazia quicar em seu membro cheio de veias delicioso, o homem misterioso acariciava-me o clitóris, os seios, a cintura; beijva-me por trás, começou a fazer movimentos circulares em meu ânus, com seus dois dedos e beijando-me o pescoço, pediu para entrar e gemi com um sonoro sim.

Logo, ele me raptou, agressivamente encaixou meu ânus em seu pênis e adentrou-me como nunca antes eu havia sido adentrada, tão dentro... Tão profundamente, apesar da selvageria, não havia dor, o prazer era tanto que eu quase implorava por água, que meu namorado me concedeu ao beijar-me e alimentar-me com sua saliva, beijou todo meu corpo, abraçou-me, sentiu meu cheiro...

Ohhh...

Perfeição!

Aqueles dois pênis dentro de mim, pareciam explodir... As bombadas dos dois, os toques os beijos, o gozo...

Segurando meu ombro, cada qual penetrava cada vez mais forte em minha vagina e ânus e iam gemendo grave em meu ouvido, de repente era como se mil mãos estivessem desvendando meu corpo: pressionando, arranhando...Exausta, me deitei e para minha supresa, os dois se abocanharam em minha frente, suas línguas sambavam dentro do beijo, acariciavam seus corpos, suas peles, lambiam o suor, punhetando um ao outro com uma das mãos, ainda sem deixar de me penetrarem com um dedo ou dois...

Que visão!

Ohhh... Façam mais disso, quero os dois de quatro... Isso, se conectem... Isso... Mais rápido... Isso... Com mais força! Cachorros!

Eles cessaram sua cena e suas duas línguas vieram me visitar de novo, uma fazendo festa no clitóris, outra na vulva...

Eu tremia, minhas pernas não conseguiam manter-se paradas, enquanto eles continuavam me saboreando, lambendo, beijando, abraçando, sentia ainda seus pênis em minha pele, revezando-se para alcançar meu orgasmo... Sentia o suor deles pingando em mim, o amor deles, ainda que puramente erótico, passageiro.

Me senti uma deusa, uma dona, eu mandava, eu era requisitada, eu era o prato principal... Deliciosa, suculenta, fresca.

Chegamos ao ápice, com um coral de gritos. A onda de choque nos mortificou e desaceleramos o ritmo. Todos os meus músculos pulsavam, minha respiração era tão alta e irregular, que meu coração quase falhava, como se fosse explodir, então, gozamos juntos, os três, os quatrocentos, os mil que estavam no quarto.

Cheiro de esporro, cheiro de prazer, cheiro de objetivo cumprido, cheiro de vitória. Espessura grossa, viscosa e quente, caiu em minha boca e eu saboreei doce e amargo em minha garganta, um deles me pegou pelo cabelo e beijou-me a boca, retirando dali também o nectar; o outro, limpou meu corpo tingido de branco com a língua, como se minha pele molhada com gozo, fosse a coisa mais deliciosa a se ter na boca.

Nos deitamos gargalhando, ouvi seus corações pulsando cada vez com menos pressa.

Beijei meu namorado como nunca antes o havia beijado, completamente satisfeita e quando fui beijar o misterioso salvador da noite, ele já havia desaparecido, como se nunca houvesse existido, com o choque de realidade, me recusei a admitir que o conhecia e que o desejava.

Mas a vida continuava nos segundos seguintes, restava meu namorado, eu e nossas alianças de compromisso.

Eu estava tonta, em êxtase ainda sentindo os raios de eletricidade fritando meu corpo, nadando no suor que demarcava toda a cama.

- Boa noite, amor. - ele me beijou e se virou para o lado.

Foi um sonho...

Meu homem perfeito era cinzas, vento, invenção, fantasma... O outro, apenas parecia ter gozado e se esquecido do resto.

Novamente esperei o sono chegar, eu estava atônita, novamente me sentindo uma mulher incrível, domadora de leões, universal, eterna, imensa, profunda, poderosa, retentora de toda a libido do planeta terra...Porém, o ouvi roncar, apenas segundos depois de nossa aventura...

As memórias deste sonho, e os barulhos que minha mente insiste em fazer, em relação à triste realidade que me fode em todos os sentidos, apenas me fazem sentir ainda mais sozinha...

❖❖❖
Notas de Rodapé

Eu tenho a capacidade de deixar tudo depressivo pra C*RALH*!

Espero que vocês tenham gostado... E aprendido algumas coisas.

Foi bom pra vocês?

Apreciadores (3)
Comentários (3)
Postado 04/12/20 10:04

Olá, autora.

Te corrigindo.; você não deixou depressivo, deixou realista, o que é triste por inerencia.

Moça o que foi isso?

Nos primeiros parágrafos parece que vai ser só mais uma transa de casal, nada contra, muito bem escrita, meio paradoxal, mas como mulher eu sei bem como é frustrante quando o “gato” está fazendo tudo certinho, perfeito, me abrasando e de repente basta um foco diferente ou repetitivo e pronto, lá se foi a excitação. Só que diferente da moça, que ficou perdida eu já sei o que quero e falo.

Acho que esse é o defeito de muitas mulheres que são frustradas na cama, elas ficam esperando um cara mágico e perfeito que vai conhecer cada fantasia e cada ponto e ela quer mandar e desmandar, mas só fica querendo, só esperando e não faz acontecer.

Eu não fiquei com pena da protagonista porque ela escolhe continuar sonhando, nos sonhos ela é livre para fazer o que quer e isso é mais fácil do que se abrir com o parceiro do que se descobrir e tomar as rédeas.

Talvez se ela se abrisse e tomasse as rédeas e quando as coisas fossem para um lado que a desanimasse, ela já ciente de onde e como gosta, já abriria o verbo e diria para o namorado “deixa comigo, gato” ou “gato, eu tenho vontade fazer um menige, que tal?”

Mas sonhar é mais fácil, protege a moralidade e a livra de julgamentos. Aos covardes e vitimistas, nada mais justo que a frustração de meras fantasias, enquanto culpa alguém por adormecer depois de um orgasmo.

Para um sexo gostoso e profundo, o segredo é diálogo aberto e conhecer bem o próprio corpo e fantasias. Quem alcança isso, alcança o céu hahahaha

Eu acho que nunca li nada tão realista, retrato de uma covarde que prefere sonhar e espera que a ação e a adivinhação venha do outro. Você está de parabéns, além da escrita magnífica.

Postado 13/12/20 20:43

Srta Janeiro, sua abordagem do tema proposto pelo concurso foi tão peculiar e deliciosa que reforça o quanto a imaginação e a libido de alguém podem simplesmente anular quaisquer limitações e tornar o ato sexual algo muito maior e melhor do que geralmente é (ou não é, dependendo do caso e como se ilustrou em determinados pontos do conto).

O texto mescla ortografia e gramática impecáveis, criatividade exuberante e um ligeiros toque de melancolia (soprepujados pelo tesão irrefreável do momento) para gerar um texto deliciosamente selvagem, livre de tabus e intensamente erótico, explícito e excitante. O resultado de tão perfeito amálgama é texto cuja leitura se torna naturalmente imersiva, envolvente e inspiradora, ilustrando um ápice de prazer beirando a um nível surreal (eu particularmente diria transcendental) e elevando a luxúria literária a um patamar muito, mas muito raramente visto em obras aqui na Academia.

O desenrolar da história é épico, beirando à insanidade (no sentido mais malicioso da palavra) e o tom de mistério acerca do que houve (ou não) deu um toque ainda mais peculiar e provocante aos acontecimentos, deixam abertura para uma eventual repetição do ocorrido (o que é algo até desejável, dado o quão extasiante tudo foi/se tornou). Não seria nenhum exagero afirmar que esta obra tão magnífica personificou a essência do concurso de um modo exemplar, literalmente idílico e absolutamente memorável, posto o grau de entretenimento e excitação potencialmente gerados por este conto.

Ave, Ave, Srta Janeiro!

Ademais, meus sinceros parabéns e agradecimentos por prestigiar nosso modesto concurso com sua participação, Srta Janeiro! Gratíssimo, gratíssimo!

Postado 13/12/20 20:44

Srta. Janeiro!

Que texto! Senhor do Hell, que texto incrível temos aqui!! Os leitores já são muito bem avisados pela nota de cabeçalho, mas mesmo assim, no decorrer da leitura, não conseguimos deixar de nos surpreender com a carga emocional nua e crua que esse texto nos proporciona.

O seu modo brilhante e genial de descrever os desejos, sentimentos e pensamentos da narradora me cativou desde o princípio, pois cada palavra ali escrita está carregada de magia sexual, carregada de um tesão luxuriante que nos arrebata completamente, deixando os leitores ávidos por prosseguir a leitura, cada vez mais rápido e cada vez mais intenso, exatamente do mesmo modo que a narradora quer o sexo que está ali acontecendo.

Ao mesmo tempo que a intensidade das palavras faz a temperatura corporal do leitor subir, elas também tiram o chão e nos fazem cair de cara no chão... Pois essa história mostra, infelizmente, a mais pura realidade que tantas mulheres vivem: “De repente o sexo se tornou apenas um desconforto. Eu não queria mais estar ali, me excitava mais pela minha imaginação do que pela realidade.”

Um dilema, um parceiro que sozinho não consegue dar o máximo de si, seja por egoísmo ou seja por uma falta de empatia pela parceira, e ao mesmo tempo uma parceira que enquanto não consegue se satisfazer se perde em pensamentos, mas sem ter a coragem de conversar com seu parceiro para juntos poderem tornar tudo muito mais prazeroso para ambos.

Santíssimo Satã, não tenho nem palavras para descrever o quão deliciosa foi essa leitura, foi um verdadeiro banquete para almas famintas de erotismo! E ainda com o bônus de ser tudo tão triste e melancólico, o que me agrada muito! Obrigada do fundo do coração por sua participação!

Um grande abraço <3

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