Para Todo o Sempre
Nunca Mais
Tipo: Conto ou Crônica
Postado: 03/08/18 23:18
Avaliação: Não avaliado
Tempo de Leitura: 1min a 2min
Apreciadores: 4
Comentários: 2
Total de Visualizações: 90
Usuários que Visualizaram: 9
Palavras: 319
Este texto foi escrito para o concurso "Concurso de Contos, Poemas e Roteiros - Rotina" A proposta do concurso é escrever uma obra utilizando do tema rotina em qualquer ou quaisquer gêneros que assim se faça interessante. Ver mais sobre o concurso!
Não recomendado para menores de catorze anos
Notas de Cabeçalho

Conforme prometido, eis-me aqui, Joy. Perdão pela demora e pelo texto estar muito aquém do que a senhorita merece ler e avaliar...

Esta obra não teve/tem a intenção de denegrir a crença de ninguém. Trata-se apenas de uma releitura de uma das mais famosas histórias de todos os tempos. Se esse tipo de leitura lhe pertuba ou ofende, pare por aqui.

Capítulo Único Para Todo o Sempre

Esta é uma história que com certeza você conhece. Todavia... Desconhece. Confuso? Nem tanto.

Em um lugar e época imemoriais, uma vez mais o coral estava perfeito: as milhares de vozes idílicas que fariam o som de quaisquer instrumentos musicais parecer mera brisa ou estalos em galhos secos ecoavam em belíssimo uníssono no Firmamento no mesmo exato momento de costume. Todos os seres de luz estavam ajoelhados, louvando e adorando seu Criador com entusiasmo renovado e amor incondicional. E assim seria para todo o Sempre.

Todo.

O.

Sempre.

Ninguém nunca soube ou jamais saberá como ou porquê, mas por um ínfimo instante, tão rápido que sequer seria possível medí-lo em uma escala de Tempo, uma das entidades radiantes se deu conta da até então inexorável rotina de servidão à qual submetia a si própria desde os primórdios da Existência e cometeu o mais hediondo dos pecados, algo inédito e inconcebível: questionou a validade de tudo aquilo, já que seu Pai era o que era.

E foi dessa forma que o anjo, justamente aquele que regia todos os demais nos louvores e na exortação, o mais devoto e entusiasta... Sim, foi ele quem subitamente se calou e se pôs de pé, interrompendo a Divina Canção pela primeira e última vez.

Foi esse anjo que descobriu do pior jeito o que era chorar devido à dor que somente a Verdade consegue infligir no peito de quem se dá conta de que senpre "viveu" atrelado a um ciclo vicioso e improdutivo, antes que o Altíssimo fizesse cair Sua Ira sobre o único filho que ousou macular o Céu com a imundície de suas dúvidas e instilar em um terço de seus Irmãos o mesmo pensamento e sentimento que nunca mais o abandonaria ao gritar que preferia morrer de pé do que viver de joelhos.

Como posso afirmar com tanta certeza e detalhes? Ora, eu era esse anjo.

E você sabe meu nome.

❖❖❖
Notas de Rodapé

Espero que tenha ficado ao menos marginalmente dentro da proposta do concurso...

Obrigado pela ideia, Lúcifer. Te vejo no Inferno.

Apreciadores (4)
Comentários (2)
Comentário Favorito
Postado 12/08/18 20:36 Editado 12/08/18 21:05

Obrigada por participar do concurso!

Seu texto foi muito breve, queria muito ter lido mais, entretanto, o ponto máximo do texto foi o exato momento que a personagem se deu conta de que vivia num ciclo, numa rotina, a qual, até então, não havia sequer notado. Podemos ver claramente o quanto essa escolha afetou seu mundo e dessa atitude eu enxerguei o que também esperava ver no concurso: o que acontece quando alguém escolhe sair da rotina?

Nada negativo a ser dito. Parabéns!

Postado 17/08/18 22:43

Achei de uma criatividade tão imensa quanto os poderes abissais daqueles que caíram junto com o iluminado!

Nunca pensei na queda de Lúcifer dessa maneira, achei genial. E os que forem salvos hoje irão para o paraíso, adorar o altíssimo para todo o sempre...

Nunca mais vou ver a Salvação da mesma forma kkkkkkkkkkkkkkk

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