Vermelhidão
Daikiri
Tipo: Conto ou Crônica
Postado: 12/12/21 14:04
Editado: 01/09/22 15:51
Avaliação: Não avaliado
Tempo de Leitura: 26seg a 35seg
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Palavras: 71
[Texto Divulgado] "Flegetonte - O Rio da Cura." Condenada a despertar no Tártaro sem lembrar como ali chegou, uma alma ferida percorre os rios do submundo em busca de redenção. Entre o Estige dos juramentos quebrados, o Cócito das lamentações eternas e o Aqueronte das travessias impossíveis, ela revisita pactos, dores e desistências que marcaram sua existência. Movida pela esperança de purificação, encontra o lendário Rio da Cura: o Flegetonte. Diante da luta pela cura e da repetição infinita da dor, resta-lhe uma última escolha.
Não recomendado para menores de doze anos
Capítulo Único Vermelhidão

Ah… Quantos olhares estranhos.

Não gosto disso.

Eu entendo,

Eles não podem entender.

Estão presos nesse mundinho

De paredes acolchoadas.

Me repudia,

Mas vossa sangria vale o desgosto.

Eu a vejo, tão linda,

Coberta do próprio sangue.

E, por ser tão branca, se tornou vermelha.

Uma maçã com metade da casca.

Tão gostosa.

Minha língua coça.

Suculenta.

Meus olhos congelam.

Quero morder.

Meus dentes tremem.

Vou provar.

Mastigar toda essa maçãzinha.

❖❖❖
Apreciadores (1)
Comentários (1)
Postado 02/06/22 17:14

Sinto-me intrigada e com fome

Postado 03/06/22 01:13

Sempre estou sob essas duas condições

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