Epílogo
Gans
Tipo: Conto ou Crônica
Postado: 19/09/16 21:54
Avaliação: Não avaliado
Tempo de Leitura: 1min a 2min
Apreciadores: 6
Comentários: 1
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Palavras: 308
Este texto foi escrito para o concurso "Ozymandias" Não importa a grandeza ou prepotência, tudo há de se tornar ruínas. Ver mais sobre o concurso!
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Notas de Cabeçalho

Como sempre eu procrastinei até quase não haver mais tempo~

Gosto de temas que envolvam decadencia, obviamente eu não deixaria esse passar. Tema que aliás me tirou do bloqueio para escrever one shots.

Enfim, boa leitura.

Capítulo Único Epílogo

O uivo do vento quente e desértico era o único som que era ouvido naquele lugar. A imensidão do nada era tudo o que podia ser visto além daquelas ruínas enterradas e se desfazendo lentamente conforme o tempo passa. Caminhei pelo tempo que seria equivalente a incontáveis eras, sentindo o frio da não-existência nas solas do que eu suponho já tiveram o nome de pés.

Eu já fui o maior dos reis, já tive o maior dos impérios e certamente já fui possuidor do bem pelo qual pessoas morreriam e matariam para ter. Mas afinal, do que esse bem serviria se a morte recaísse sobre aqueles que tentassem tê-lo? Seria tudo um grande desperdício.

Eu tive honras e prazeres que nenhuma outra forma já imaginou ter. Presenciei eventos tão raros e decisivos e que mesmo assim sumiram em questão de segundos, deixando para trás uma pequena marca que poucas existências poderiam lembrar.

Eu fui criado, eu nasci. E assim como toda coisa existente, é meu dever encontrar um fim e dar lugar a algo novo. Ah!, fiquei tão cego pelo poder de ser uma força natural que esqueci que meu tempo também era limitado.

Irônico.

E você, na qualidade de um mero observador de uma época distante e esquecida, deve estar se perguntando quem sou eu.

Bem, meu caro, eu sou o próprio tempo! Eu sou o tal bem que muitos tentaram possuir, entender e até modificar. Assim como todas as coisas existentes e que possuem alguma forma de vida – seja lá como ela for – minha hora de dizer adeus chegou. Já cumpri o papel que me fora designado no momento de minha criação. E deste modo, vendo os últimos resquícios do meu poder – agora transformado em ruínas – virando pó, eu voltarei ao meu criador e serei só mais uma força apagada esquecida na programação da própria existência.

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Apreciadores (6)
Comentários (1)
Postado 20/09/16 01:02

Impressionante!

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